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Reflorestar anuncia investimento de R$ 35 milhões no segundo semestre e amplia portfólio com soluções florestais mecanizadas

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Novo ciclo de investimentos em 2025

A Reflorestar Soluções Florestais planeja aplicar R$ 35 milhões em investimentos no segundo semestre de 2025, focando na aquisição de máquinas e tecnologias que diversificam seus serviços. Esse aporte soma-se aos R$ 30 milhões já investidos no primeiro semestre, totalizando R$ 65 milhões ao longo do ano.

Tecnologia de ponta e mecanização avançada

Entre as novidades está a compra da PlantMax X3, equipamento comercializado pelo Grupo Timber Forest, que integra preparo de solo, plantio, adubação e irrigação em um modelo 100% mecanizado. Essa aquisição reforça o compromisso da empresa com a inovação e a eficiência operacional.

Expansão geográfica e crescimento da equipe

A Reflorestar ampliou sua atuação para cinco estados — Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo — e aumentou sua frota de 53 para 60 equipamentos. O número de colaboradores deve dobrar até o final do ano, chegando a cerca de 500 profissionais.

Capacidades inovadoras em terrenos inclinados

No primeiro semestre, a empresa passou a realizar preparo de solo, adubação, plantio e irrigação em terrenos com até 30° de inclinação, utilizando escavadeiras hidráulicas com implementos específicos. Além disso, iniciou operação inédita de roçada mecanizada em áreas com declividades de até 45°, no Vale do Paraíba (SP), com o equipamento PT-175, da fabricante FAE, capaz de atuar em vegetação densa e terrenos acidentados.

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Benefícios da mecanização em relevo acentuado

Segundo Igor Dutra de Souza, diretor florestal da Reflorestar, a mecanização em áreas de relevo acentuado traz segurança, produtividade e padronização ao setor florestal. A tecnologia permite ampliar operações, reduzir riscos e manter a qualidade técnica em terrenos desafiadores que antes dependiam exclusivamente de trabalho manual.

Entrada no mercado de biomassa e novas metas

No primeiro semestre, a empresa também ingressou no mercado de biomassa para geração de energia renovável, iniciando uma operação de cavaqueamento de madeira em Mato Grosso do Sul, em uma área de 400 hectares, com previsão de processar 40 mil m³ de madeira.

Expectativas para 2025 e nova modalidade de locação

Com novos módulos de colheita — incluindo Feller Buncher, Skidder e Garra Traçadora — a Reflorestar estima colher mais de 5,8 milhões de m³ e carregar mais de 6,5 milhões de m³ de madeira em 2025. A empresa lançou ainda a modalidade Rental, que oferece locação de máquinas com manutenção inclusa para empresas que possuem mão de obra especializada, mas não dispõem de equipamentos próprios.

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Compromisso com inovação, sustentabilidade e eficiência

Com soluções que englobam irrigação, roçada mecanizada e preparo de solo de alta performance, a Reflorestar reforça sua posição entre as principais prestadoras de serviços florestais do Brasil, alinhando tecnologia, sustentabilidade e produtividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

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As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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