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Açúcar avança em Nova York com previsão de safra menor no Brasil; exportações caem em julho

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Os contratos futuros de açúcar encerraram a última semana em alta nas bolsas internacionais, impulsionados por projeções de uma safra menor no Brasil. Relatório da Covrig Analytics indica que a colheita de cana-de-açúcar pode ficar abaixo de 600 milhões de toneladas devido à queda na produtividade, número bem inferior à estimativa oficial da Conab, de 663,4 milhões de toneladas.

Nova York mantém preços em alta, Londres oscila

Na ICE Futures, em Nova York, o contrato de açúcar bruto para outubro/25 fechou a 16,25 cents/lb na sexta-feira (8), alta de 24 pontos, e avançou mais 0,55% nesta segunda-feira (11), para 16,34 cents/lb. O contrato para março/26 subiu para 16,92 cents/lb na sexta e para 16,98 cents/lb nesta segunda.

Na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco para outubro/25 havia encerrado a semana a US$ 471,30/t, alta de US$ 8,80, mas recuou 0,23% nesta segunda-feira, para US$ 470,20/t. Já o contrato para dezembro/25 fechou a US$ 464,30/t na sexta-feira, avanço de US$ 7,90.

Mercado interno registra queda no cristal

De acordo com o Indicador Cepea/Esalq (USP), a saca de 50 quilos de açúcar cristal foi negociada a R$ 119,83 na sexta-feira, queda de 0,17%.

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Exportações recuam em valor, volume e preço médio

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, em julho de 2025, o Brasil exportou 3,593 milhões de toneladas de açúcar e melaços, gerando US$ 1,472 bilhão em receita, com preço médio de US$ 409,80/t.

A média diária das exportações foi de 156,248 mil toneladas, o que representa queda de 5% em relação a julho de 2024. O valor médio diário recuou 15,3%, passando de US$ 75,644 milhões no ano passado para US$ 64,033 milhões em 2025.

No comparativo anual, o total embarcado caiu 5,3% frente às 3,782 milhões de toneladas exportadas em julho de 2024. A receita também foi 15% menor que os US$ 1,739 bilhão registrados no mesmo mês do ano anterior, e o preço médio teve retração de 10,9% frente aos US$ 460,00/t de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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