AGRONEGÓCIO
Produção de trigo no Brasil cresce 6,6% em 2025/26, impulsionada por expansão no Rio Grande do Sul
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As estimativas para a safra de trigo brasileira 2025/26 foram revisadas para cima, após atualização divulgada em agosto, projetando crescimento de 6,6% em relação ao cálculo anterior. Mesmo assim, a produção ainda deve ficar abaixo do registrado na temporada 2024/25, segundo análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros.
Aumento da produção impulsionado pelo RS
De acordo com Jonathan Pinheiro, consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX, a produção estimada para o atual ciclo é de 7,34 milhões de toneladas, refletindo o crescimento de 6,6% frente à estimativa anterior.
O aumento da produção nacional está ligado à expansão da área plantada no Rio Grande do Sul, que deve alcançar 1,05 milhão de hectares — acréscimo de 150 mil hectares em relação à projeção anterior. Pinheiro explica que esse crescimento se deve às condições climáticas favoráveis registradas em julho, que permitiram o andamento normal do cultivo sem necessidade de replantio em grande parte das áreas.
Apesar do cenário otimista, o consultor alerta que eventos climáticos recentes, como geadas em algumas regiões, podem impactar a produtividade e reduzir parte do ganho esperado.
Importações devem cair, mas mercado interno segue firme
No Balanço de Oferta e Demanda, a expectativa é de redução de 1,6% nas importações de trigo. No entanto, a oferta no mercado interno deve superar as projeções anteriores, considerando o aumento da produção e a ampliação da área cultivada no RS.
“As importações poderão se manter próximas aos níveis da temporada 2024/25, dependendo do preço do trigo argentino — tradicionalmente mais competitivo — e da qualidade do cereal colhido no Brasil”, destaca Pinheiro.
Exportações com potencial de crescimento, mas limitadas pelo câmbio
A StoneX aponta um potencial exportador mais elevado para o trigo brasileiro, com embarques estimados 15% acima do volume previsto anteriormente.
Por outro lado, a valorização do Real frente ao Dólar pode reduzir a competitividade do trigo nacional no mercado internacional, limitando o avanço das exportações, conforme observa o consultor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Planejamento forrageiro na pecuária cresce e se consolida como estratégia contra impactos da instabilidade climática
A intensificação da irregularidade climática e a necessidade de maior eficiência produtiva têm acelerado a adoção do planejamento forrageiro na pecuária brasileira. A estratégia vem ganhando espaço como ferramenta essencial para reduzir riscos na oferta de alimento ao rebanho, especialmente durante períodos de estiagem.
Nesse contexto, o uso de forrageiras de alto potencial produtivo e maior estabilidade ao longo do ciclo, como o capim Mavuno, tem se consolidado como alternativa para sustentar sistemas mais previsíveis e resilientes.
Planejamento forrageiro se torna peça-chave na pecuária moderna
Com a maior instabilidade das chuvas, o modelo baseado apenas no crescimento natural das pastagens perde eficiência. Produtores têm buscado soluções mais estruturadas para garantir oferta contínua de alimento, especialmente na seca.
Entre as principais estratégias adotadas estão a fenação, a silagem e o diferimento de pastagens. Cada uma delas atua em uma lógica específica de conservação e manejo, sendo ajustada conforme o sistema produtivo, a estrutura da propriedade e os objetivos zootécnicos.
Segundo especialistas, o planejamento antecipado é determinante para reduzir custos e evitar perdas no desempenho animal durante o período crítico do ano.
Fenação e silagem ampliam segurança alimentar do rebanho
A fenação tem sido uma das principais alternativas para transformar o excedente de forragem produzido no período das águas em alimento conservado para uso posterior. Estudos da Universidade de Brasília (UnB) indicam que o capim Mavuno apresenta elevada produção de matéria seca e manutenção de qualidade nutricional em diferentes estágios de corte, o que amplia a flexibilidade de manejo.
Esse comportamento permite maior janela operacional, reduzindo riscos relacionados ao clima e à logística de colheita, fatores críticos em sistemas intensivos.
Na produção de silagem, pesquisas da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em parceria com o Centro Tecnológico COMIGO, apontam que a frequência de corte influencia diretamente o equilíbrio entre produtividade e valor nutritivo da forrageira. Isso possibilita ajustes conforme o objetivo do produtor, seja maior volume ou melhor qualidade do alimento conservado.
Diferimento de pastagens contribui para formação de reserva estratégica
Outra prática em expansão é o diferimento, que consiste na vedação temporária da pastagem para acúmulo de forragem destinada ao período seco. Estudos da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) indicam que o capim Mavuno apresenta alto potencial de crescimento e renovação foliar, favorecendo a formação de reservas estratégicas de alimento.
Apesar da eficiência, o manejo exige atenção técnica, especialmente no tempo de vedação, para evitar acúmulo excessivo de material senescente, o que pode comprometer o aproveitamento pelos animais.
Quando bem planejado, o diferimento se torna uma ferramenta importante para garantir estabilidade produtiva e reduzir a dependência de suplementação emergencial.
Capim Mavuno se destaca como alternativa de estabilidade produtiva
De acordo com especialistas, o uso de forrageiras com maior previsibilidade de desempenho ao longo do ciclo é um dos fatores que mais contribuem para o avanço do planejamento forrageiro.
O engenheiro agrônomo e responsável técnico da Wolf Sementes, Tiago Penha Pontes, destaca que a previsibilidade da planta é fundamental para a gestão do sistema produtivo.
“Hoje, não dá mais para depender apenas do crescimento natural do pasto. O produtor precisa se antecipar ao período seco e planejar a formação de reservas, porque isso garante maior estabilidade no desempenho animal e reduz custos na fase mais crítica”, afirma.
Ele reforça ainda que a flexibilidade de manejo é um diferencial importante. “Quando a forrageira mantém bom desempenho dentro de uma faixa mais ampla de corte, o produtor ganha margem para organizar a operação e reduzir perdas”, explica.
Tecnologia e manejo integrado ampliam eficiência no campo
A adoção de estratégias como fenação, silagem e diferimento, associada ao uso de forrageiras mais produtivas, indica uma mudança estrutural na pecuária brasileira, que passa a incorporar planejamento mais técnico e menos dependente das condições climáticas imediatas.
Segundo especialistas, a tendência é que sistemas integrados de manejo forrageiro ganhem ainda mais espaço, especialmente diante de cenários de maior volatilidade climática.
“O importante é trabalhar com ferramentas que aumentem a previsibilidade e a eficiência do sistema. Forrageiras mais estáveis contribuem diretamente para essa construção”, conclui Pontes.
Com isso, o planejamento forrageiro se consolida como um dos pilares da pecuária moderna, alinhando produtividade, sustentabilidade e segurança alimentar do rebanho ao longo do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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