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RenovaPR completa 4 anos e impulsiona R$ 5,8 bilhões em energia renovável no campo

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O Programa Paraná Energias Renováveis (RenovaPR) completa quatro anos de atuação com resultados expressivos no setor rural. Desde 2021, foram realizadas mais de 38 mil novas ligações de geração distribuída, com R$ 5,8 bilhões em investimentos, sendo R$ 1,6 bilhão em 10 mil projetos com apoio direto do programa estadual.

“O Paraná é um dos maiores produtores de energia limpa do mundo. O RenovaPR transformou o campo, reduzindo o custo de produção para o produtor rural com energia limpa. É um grande sucesso e estamos comemorando quatro anos”, afirmou Marcio Nunes, secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Subvenção e economia para produtores rurais

O programa oferece subvenção de juros via Banco do Agricultor Paranaense, permitindo que agricultores familiares tenham juros zerados, enquanto médios e grandes produtores recebem abatimentos proporcionais. Normalmente, o pagamento das parcelas é feito com os recursos economizados na conta de luz.

Produtores beneficiados pelo RenovaPR relatam economia de 85% a 95% na fatura de energia. É o caso do casal Maria Aparecida e João Lourenço Teixeira, de São Pedro do Paraná, que investiram em placas fotovoltaicas em 2021.

“Procuramos um técnico do IDR-Paraná que nos ajudou no projeto. Conseguimos subsídio do RenovaPR e hoje temos 85% de economia na nossa conta de luz. Isso nos ajuda muito”, contou Maria.

O produtor de leite Ronei Volpi, de Porto Amazonas e presidente da Câmara Setorial de Leite e Derivados do Mapa, também recomenda o programa:

“Com o apoio do IDR-Paraná instalei placas solares e quase zerei minha fatura de energia. Indico a todos os produtores, especialmente da agricultura familiar. O RenovaPR oferece subsídios que tornam o investimento em energia renovável uma excelente oportunidade.”

Investimento do Governo do Estado

O aporte estadual para viabilizar projetos de energia solar e sistemas de biodigestão foi de R$ 260 milhões, via Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), operacionalizado pela Fomento Paraná, para equalizar juros por meio do Banco do Agricultor Paranaense.

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Segundo Herlon Goelzer de Almeida, coordenador do RenovaPR, o programa conta com mais de 700 empresas cadastradas para projetos de energia solar e 25 especializadas em biogás/biometano. “Estamos tendo resultados maravilhosos. A ideia do programa era sensibilizar produtores rurais de diferentes cadeias produtivas a gerarem sua própria energia. Os números avançaram muito no Estado”, destacou.

Energia solar e biogás em expansão no Paraná

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontam que mais de 43 mil propriedades rurais do Paraná já utilizam energia sustentável, sendo 99% com sistemas fotovoltaicos.

As cidades com maior número de propriedades com energia solar são:

  • Toledo: 1.233 propriedades
  • Santa Helena: 1.185 propriedades
  • Marechal Cândido Rondon: 938 propriedades

O avanço do biogás e do biometano está ligado à necessidade de tratamento ambiental dos dejetos da produção animal. A correta gestão dos resíduos é essencial para a obtenção de licenças ambientais, como Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO), e também para a ampliação sustentável dos rebanhos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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