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Rota Inova Rural 2025 abre inscrições para soluções inovadoras no setor bioenergético

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A Rota Inova Rural 2025, iniciativa de inovação aberta voltada para o setor bioenergético, está com inscrições abertas até 26 de agosto. O cadastro pode ser realizado pelo site oficial: www.rotainovarural.com.br.

O programa busca startups, universidades, centros de pesquisa e outros provedores de tecnologia para desenvolver soluções aplicáveis a desafios reais do agronegócio. As propostas selecionadas podem receber apoio financeiro de R$ 100 mil a R$ 1 milhão, além de suporte especializado para implementação e validação das tecnologias.

Empresas madrinhas orientam demandas do programa

Lançada em junho, a Rota Inova Rural visa aproximar empresas líderes do agronegócio de tecnologias transformadoras. As demandas do programa são definidas pelas empresas madrinhas: Colombo Agroindustrial, Cocal, Pedra Agroindustrial, Fazenda Boa Esperança e Prata Bioenergia, que participarão ativamente da avaliação das soluções.

Segundo Luciano Fernandes, CEO da Treesales, um dos organizadores do programa, “iniciativas como a Rota Inova Rural permitem que o setor bioenergético busque soluções que aumentem a eficiência e impulsionem novos motores para a economia”.

Áreas prioritárias para inovação

A primeira edição do programa foca em cinco áreas estratégicas:

  • Automação e digitalização de processos agrícolas, com ênfase em conectividade e integração de dados.
  • Otimização de recursos e redução de perdas em usinas e lavouras.
  • Gestão inteligente de recursos naturais, utilizando sensores e inteligência artificial.
  • Monitoramento de ativos e predição de falhas por meio de IoT e machine learning.
  • Soluções de sustentabilidade e economia circular, incluindo reaproveitamento de resíduos e redução de emissões.
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Benefícios para participantes selecionados

Além do aporte financeiro, os participantes terão acesso a:

  • Mentorias técnicas especializadas.
  • Área 51, hub de inovação localizado no Dabi Business Park, em Ribeirão Preto/SP.
  • Infraestrutura para testes em campo.
  • Trilhas de capacitação em inteligência antecipatória.
  • Conexão com investidores e especialistas do setor.
Parcerias e apoio institucional

O programa é realizado pela Treesales, em correalização com Imma, e conta com parcerias de instituições acadêmicas e de negócios, incluindo: Fatec Taquaritinga, Fatec Sertãozinho, Harven Agribusiness School e Centro Universitário Barão de Mauá.

O apoio institucional envolve Dabi Business Park, Área 51, Secretaria de Inovação de Ribeirão Preto, Fenasucro & Agrocana, Ceise Br., Udop, Nep Bio, AEAARP, Faesp, Senar SP, Supera Parque, Inova.jab, Sebrae for Startups, Arara Seed, Programa Cana IAC e UpLab Senai.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

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A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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