ACRE
Mais de 4 mil indígenas do Acre são beneficiados por projetos de Gestão Territorial e Ambiental, Proteção e Desenvolvimento Sustentável
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Por Pedro Henrique Alves
O governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), vem ampliando sua atuação nos territórios indígenas com a execução de projetos aprovados no âmbito do Programa REM Acre – Fase II (REDD Early Movers) voltados para a garantia dos direitos dos povos originários, fortalecimento da política de gestão territorial e ambiental, proteção e o desenvolvimento sustentável.
Em 2024, a Sepi lançou o Edital de Chamamento Público nº 002/2024, destinado à seleção de propostas voltadas à valorização e ao fortalecimento dos Planos de Gestão das Terras Indígenas (PGTIs). Nesse caso, o investimento do governo do Estado do Acre é de aproximadamente R$ 1,2 milhão.
Mais de 4 mil indígenas do Acre são beneficiados por projetos de Gestão Territorial e Ambiental, Proteção e Desenvolvimento Sustentável. Foto: cedidaAo todo, foram aprovados 9 projetos, dos quais 3 foram aglutinados, totalizando 12 iniciativas. As ações beneficiam diretamente mais de 4 mil indígenas, que contam com acompanhamento e monitoramento in loco junto às organizações da Sociedade Civil indígenas (OSCs). Entre as OSCs beneficiadas estão:
Associação do Povo Arara do Rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo, contemplada com o recurso de R$ 100 mil, e 439 pessoas atendidas; Associação das Comunidades Indígenas Ashaninka da Terra Indígena do Rio Breu (AARIB), em Marechal Thaumaturgo, com R$ 100 mil, e 170 pessoas beneficiadas; Associação do Povo Indígena Jaminawa Arara do Rio Bagé (AJARB), em Marechal Thaumaturgo, com R$ 99,7 mil (226 pessoas); Associação do Povo Shawãdawa do Igarapé Humaitá (APSIH), em Porto Walter, com R$ 100 mil (815 pessoas); Associação dos Seringueiros, Produtores e Artesãos Kaxinawá de Nova Olinda (ASPAKNO), em Feijó, com R$ 100 mil e 150 pessoas atendidas; Associação Manxinerine Ywptowaka (AMY), em Assis Brasil, com R$ 100 mil e 1.200 pessoas beneficiadas; Organização dos Professores Indígenas do Acre (Opiac) , em Rio Branco, com R$ 100 mil e 50 pessoas beneficiadas; Associação do Povo Ashaninka do Rio Envira (Aspare), em Feijó, com R$ 200 mil (510 pessoas) e Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre (AMAIAAC), que engendra projetos dos povos Manchineri e Jaminawa da TI Riozinho do Iaco, assim como o povo Jaminawa da TI Mamoadate, ambas nos municípios de Assis Brasil e Sena Madureira e o povo Ashaninka da TI Kampa do Igarapé Primavera, no município de Tarauacá, o que beneficia uma população total de 521 pessoas.
Sepi presta apoio técnico, orientação e fortalecimento, sempre visando a autonomia dos povos indígenas. Foto: cedidaAcompanhamento e o monitoramento junto às Associações Indígenas beneficiárias
Atualmente, as associações indígenas estão na fase de execução desses projetos. Nesse sentido, em uma primeira ação de acompanhamento, a Sepi esteve nos municípios de Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo a fim de dar suporte técnico e auxiliar as OSCs no processo de aquisições dos bens e serviços dispostos nos planos de trabalho.
O processo de acompanhamento realizado junto às OSCs, tem como objetivo assegurar a correta aplicação dos recursos públicos, oferecer apoio técnico às associações e garantir que os projetos aprovados estejam sendo executados de forma adequada, gerando impactos positivos nos territórios e cumprindo as metas estabelecidas nos respectivos planos de trabalho.
Reconhecimento
O presidente da Associação dos Seringueiros, Produtores e Artesãos Kaxinawá de Nova Olinda (ASPAKNO), Herlândio Kaxinawá, destacou a importância do acompanhamento da Sepi na efetivação das ações. A ASPAKNO é uma organização que atua em rede com o território Kulina do Igarapé do Pau, do povo Madija.
Presidente da (ASPAKNO), Herlândio Kaxinawá, destacou o apoio prestado pelo Estado aos povos indígenas. Foto: cedida“Quero agradecer ao governo por esse incentivo em apoiar os povos indígenas com projetos e as emendas parlamentares dos deputados. É um apoio que mostra compromisso e respeito. Esses benefícios que estamos recebendo, com apoio da Sepi, representam um avanço para os povos indígenas e vão ajudar muito, principalmente no transporte. O motor e o barco, por exemplo, vão facilitar o escoamento da produção agrícola. Também receberemos a Starlink, que será usada para melhorar a comunicação, trazendo acesso à informação, educação, saúde e ao meio ambiente. Isso é fundamental para fortalecer o nosso trabalho e dar mais autonomia ao povo indígena”.
Acompanhamento e Monitoramento das Emendas
Ainda na primeira quinzena de agosto, a Sepi também fez o monitoramento da execução de recursos oriundos de emendas parlamentares, estimadas em R$ 160 mil. Os recursos foram destinados pelos deputados estaduais Pedro Longo e Antônia Sales, para o fortalecimento do etnoturismo, por meio da ampliação de um Shubuã, um espaço para atividades culturais, na Terra Indígena Colônia 27, aquisição de equipamentos de sonorização na Terra Indígena Puyanawa e instalação de equipamentos de internet na Terra Indígena Arara.
Governo fortalece a autonomia indígena
O acompanhamento realizado pelo governo, por meio da Sepi, não apenas garante o bom andamento dos projetos, como também promove o fortalecimento institucional das OSCs indígenas, assegurando que suas iniciativas se desenvolvam com maior autonomia e capacidade de gestão.
A secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, ressalta que essa presença contínua do Estado nos territórios é estratégica e visa garantir o bom uso dos recursos públicos, além de reforçar o fortalecimento e autonomia na atuação das organizações indígenas.
Secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, ressaltou o bom uso dos recursos públicos para fortalecer a autonomia dos povos indígenas. Foto: Diego Gurgel/Secom“Nosso objetivo é garantir que os projetos financiados estejam sendo executados com responsabilidade e dentro dos padrões técnicos e administrativos esperados. A Sepi está presente nos territórios para apoiar, orientar e fortalecer a atuação das associações indígenas que vêm fazendo um trabalho sério e comprometido com o bem-viver de seus povos”.
Sobre a Sepi
A pasta tem como missão promover a autonomia dos povos indígenas, enfrentar o racismo, o preconceito e a discriminação, além de fomentar a conscientização da sociedade acerca de suas demandas e desafios. Atua, ainda, na valorização e preservação das culturas, línguas e tradições indígenas, reconhecendo-as como patrimônio cultural do estado do Acre e do Brasil.
Sua atuação está fundamentada na defesa dos interesses dos povos indígenas em todas as instâncias de governo, promovendo o diálogo institucional, assegurando direitos e garantindo a participação efetiva na formulação e implementação de políticas públicas. A presença da Sepi nos territórios reafirma o compromisso institucional com o acompanhamento das políticas públicas, assegurando maior transparência, eficiência e diálogo com as lideranças indígenas.
ACRE
Com Mailza à frente do governo, protagonismo feminino militar ganha força e espaço de prestígio no Acre
Entre os 27 estados brasileiros, apenas cinco são governados por mulheres. O Acre integra esse seleto grupo desde o dia 2 de abril deste ano, quando Mailza Assis assumiu o comando do Palácio Rio Branco. Em pouco tempo à frente do Executivo acreano, a gestão já evidencia avanços no fortalecimento do protagonismo feminino e na ampliação da presença de mulheres em espaços de prestígio na administração pública.
Esse momento histórico também se refletiu na Polícia Militar do Acre (PMAC). Do Comando-Geral à equipe responsável pela segurança pessoal da governadora, as decisões adotadas foram pautadas pela ampliação da representatividade e pela presença cada vez maior de mulheres em diferentes áreas da instituição.

Para a governadora, ver mulheres ocupando espaços de liderança nas forças de segurança do Acre é motivo de muito orgulho e representa uma transformação histórica que vem sendo construída com competência e igualdade de oportunidades.
”Hoje, temos mulheres em funções estratégicas, como o comando-geral da Polícia Militar e a subchefia da Casa Militar, além de profissionais que atuam diariamente com dedicação e disciplina na rotina do governo. Isso mostra para as nossas meninas e jovens acreanas que elas podem estar onde quiserem, inclusive em áreas que por muito tempo foram predominantemente masculinas. Nosso compromisso é continuar fortalecendo políticas de valorização, reconhecimento e incentivo à participação feminina em todos os setores da gestão pública e da segurança institucional.”
Após mais de um século de existência, pela primeira vez a PMAC possui uma comandante-geral. A coronel Marta Renata Freitas chegou ao posto no dia 11 de dezembro de 2024, quando Mailza ainda era vice-governadora. Ao assumir o Estado, optou por mantê-la liderando a corporação.
Marta Renata assumiu o comando da PMAC em dezembro de 2024. Foto: José Caminha/Secom“Em estruturas historicamente masculinizadas, como a política e a segurança pública, a ocupação desses espaços por mulheres amplia os horizontes de reconhecimento e legitimidade para outras mulheres. Isso não significa que as desigualdades desapareçam automaticamente, mas rompe com a ideia histórica de que liderança, autoridade e comando pertencem exclusivamente aos homens”, declarou Marta Renata.
Segundo a coronel, dentro da Polícia Militar esse movimento possui um efeito ainda mais profundo, uma vez que as policiais passam a visualizar a possibilidade de ascensão e participação nos espaços de decisão. Para ela, a representatividade vai além da visibilidade, ao promover também a transformação das referências simbólicas de poder.
“Ocupar esse espaço não significa deixar de ser mulher para ser aceita. Infelizmente, nós ainda precisamos provar continuamente nossa legitimidade dentro das instituições. Tivemos avanços, é certo, mas ainda serão necessários mais alguns passos para compreender que competência, autoridade e sensibilidade não são características incompatíveis”, afirmou a comandante-geral.
Em 104 anos de existência, Marta é a primeira comandante-geral da PMAC. Foto: José Caminha/SecomRotina ao lado da governadora
O ajudante de ordens (AJO) é um assessor direto do governador, responsável por auxiliá-lo nas demandas cotidianas do cargo. Geralmente exercida por um oficial militar, a função exige dedicação integral para coordenar agendas, gerenciar compromissos e itens pessoais, além de acompanhá-lo em viagens e assegurar o atendimento imediato de suas necessidades.
No Acre, sob o comando de uma mulher, a representatividade feminina também se fortalece na Casa Militar (Casamil), por iniciativa da própria líder do Estado.
Para atuar ao seu lado na rotina diária, Mailza Assis escolheu quatro policiais militares mulheres. Muana Kerlla Martins, Theanne Medeiros, Ingra Rezende e Deinifrance França integram a equipe pessoal da governadora, desempenhando a função de AJO.
Da esquerda para a direita, Muana Kerlla Martins, Theanne Medeiros, Mailza Assis, Ingra Rezende e Deinifrance França. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomHá quase uma década integrando o quadro da Polícia Militar do Acre, a major Theanne Medeiros relata que, ao prestar o concurso, o que mais a motivou foi a oportunidade de servir à sociedade, aliada à estabilidade da carreira e aos valores de disciplina e respeito que a instituição representa.
“Quando ingressei na PMAC, jamais imaginei que um dia teria a oportunidade de acompanhar a governadora do meu estado tão de perto. Sempre procurei desempenhar meu trabalho com dedicação e profissionalismo, e acredito que as oportunidades surgem como consequência desse compromisso diário”, contou.
Theanne Medeiros é major da Polícia Militar do Acre. Foto: Diego Gurgel/SecomTheanne também destaca que tem dificuldade em se imaginar exercendo outra profissão, pois a carreira policial faz parte de sua trajetória e de sua formação enquanto ser humano.
“É uma carreira desafiadora, mas também muito gratificante, principalmente pela oportunidade de contribuir diretamente com a sociedade acreana. E atuar ao lado da governadora representa não apenas um reconhecimento, mas também mostra que as mulheres estão conquistando cada vez mais espaço em funções de confiança dentro da gestão pública”, afirmou.
A capitã Ingra Rezende atua como ajudante de ordens de Mailza Assis há mais de dois anos, desde o período em que a gestora ainda exercia o cargo de vice-governadora.
De acordo com ela, ter uma mulher à frente do Executivo abre espaço para que outras também possam demonstrar seu trabalho. “Líderes como ela, capacitadas e dedicadas, ocupando cargos tão importantes e essenciais dentro do nosso estado, demonstram que todas nós somos, sim, capazes, profissionais e competentes.”
Ingra está ao lado de Mailza Assis desde a vice-governadoria. Foto: Diego Gurgel/SecomEm 1986, Iolanda Fleming tornou-se a primeira mulher a ocupar a principal cadeira do Palácio Rio Branco. Exatos 40 anos depois, Mailza Assis passou a ser a segunda, na história do Acre, a alcançar o posto mais alto do estado.
Após um longo período em que apenas homens ocuparam a chefia do Palácio, o sonho de muitas meninas parecia distante. Ingra é uma delas. Embora soubesse que a função de ajudante de ordens é exercida por militares, jamais imaginou que um dia também chegaria a esse espaço.
“Nunca enxerguei isso como algo fácil dentro da minha carreira, justamente porque não era comum ver mulheres ocupando a cadeira que hoje é comandada por Mailza Assis no governo”, disse Ingra.
Pela primeira vez, quatro mulheres ocupam o quadro de ajudantes de ordens de uma governadora do Acre. Foto: Diego Gurgel/SecomPioneirismo conquistado com Mailza
A trajetória política de Mailza Assis teve início no município de Senador Guiomard, onde atuou como secretária municipal de Assistência Social. Ao longo dos anos, consolidou sua atuação pública até alcançar o cargo de senadora da República pelo Acre. Em 2023, assumiu a vice-governadoria do estado e, posteriormente, tornou-se governadora.
Mailza Assis tornou-se governadora do Acre em 2 de abril de 2026. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomPor se tratar de um posto historicamente ocupado por homens, a presença feminina em funções estratégicas ligadas ao comando do Executivo ainda era rara, inclusive na atuação de ajudantes de ordens. Com a chegada de Mailza ao governo, esse cenário começou a mudar.
No próximo dia 16 de setembro, a subtenente Deinifrance França completa 26 anos de atuação na PMAC. Integrante da corporação desde 2000, a AJO destaca que o pioneirismo de Mailza Assis abriu espaço para muitas mulheres militares.
“Ela é uma mulher, cristã, e havia a necessidade de um acompanhamento em espaços nos quais apenas mulheres podem adentrar, além do cuidado necessário não apenas com a sua integridade física, mas também para evitar que fosse exposta a situações constrangedoras ou vexatórias”, frisou Deinifrance.
Deinifrance ressalta o pioneirismo de Mailza na política acreana. Foto: Diego Gurgel/SecomAo refletir sobre o simbolismo desse momento histórico, a militar destacou o desejo de que outras mulheres e jovens acreanas possam enxergar novas possibilidades de futuro. Segundo ela, contribuir para essa mudança de cenário representa também a construção de um legado de incentivo.
“Quando assumi o compromisso de dedicar até a própria vida em prol do meu trabalho, sabia que dar o meu melhor, superar os medos e vencer as angústias significaria tornar-me inspiração e referência para muitas pessoas, especialmente para outras mulheres e para meus filhos, além de representar motivo de orgulho para minha família”, completou.
Importância do preparo físico
A missão da Casa Militar é garantir a segurança institucional da governadora, proporcionando a tranquilidade necessária para que ela não precise se preocupar com a própria integridade física. Quando a proteção de uma autoridade é executada de forma eficiente, cria-se as condições necessárias para que o chefe do Executivo possa se dedicar integralmente à tomada de decisões e à condução do Estado.
Diante dessa responsabilidade, o preparo físico e a manutenção da estrutura corporal tornam-se fundamentais para os profissionais. A rotina exige agilidade e capacidade de resposta imediata.
Assim como Deinifrance França, a segundo-tenente Muana Kerlla também ingressou na corporação na turma de 2000. Atleta de crossfit, mantém um planejamento intenso de treinos e avalia que, embora a preparação física seja importante para qualquer pessoa, ela se torna ainda mais indispensável na carreira militar.
Muana Kerlla é atleta e concilia a rotina de trabalho com os treinos. Foto: Diego Gurgel/Secom“A atividade operacional exige resistência, força e capacidade de adaptação, de forma constante. Para as mulheres, acredito que isso representa um diferencial ainda maior, porque, muitas vezes, precisamos compensar diferenças físicas naturais com preparo, técnica e resistência”, observou Muana.
Além disso, a AJO relata que, em razão da atual rotina de trabalho ligada diretamente à segurança da governadora, precisou adaptar os treinamentos à dinâmica do serviço, de modo a garantir que a constância não fosse comprometida.
“A agenda dela é bastante dinâmica, com viagens, compromissos extensos e sem um padrão, em que cada dia é diferente. Busco manter a constância dentro da realidade do trabalho. O importante é manter o corpo em movimento e treinar de acordo com o tempo que tenho disponível no dia”, reforçou.
Praticante de crossfit, Muana reforça a importância dos treinos para a profissão. Foto: cedida“Competência não tem gênero”
A Polícia Militar do Acre tem avançado na implementação de políticas voltadas à valorização feminina, com foco na capacitação das mulheres policiais. Entre as iniciativas adotadas pelo Estado estão a ampliação da participação feminina em cursos operacionais e a ocupação de espaços de liderança, em um movimento que busca garantir igualdade de oportunidades também nos processos de formação e ascensão profissional.
A corporação também tem ampliado o espaço para discussões relacionadas ao acolhimento, ao enfrentamento do assédio e à saúde mental, reconhecendo que o cuidado institucional integra a gestão de pessoas. Entre os avanços recentes está a criação da Ouvidoria da Mulher, iniciativa voltada ao fortalecimento dos canais de apoio e escuta dentro da instituição.
Com esse olhar voltado à valorização feminina, a governadora Mailza Assis também fez questão de assegurar que o alto escalão da Casa Militar contasse com mulheres. Aos 19 anos, Eliana Maia ingressou na PMAC e, em 2026, ao completar 26 anos de carreira na corporação, assumiu a subchefia da Casa Militar.
Eliana Maia é subchefe da Casa Militar na gestão de Mailza Assis. Foto: Alice Leão/Secom“Historicamente, o militarismo, por si só, nem admitia mulheres e, de um tempo para cá, essas coisas vêm mudando. Isso amplia muito a diversidade de perspectivas, melhora a tomada de decisões e garante inovação. Além disso, gera representatividade, inspira outras mulheres e contribui também para ambientes mais equilibrados e colaborativos”, afirmou Eliana que é tenente-coronel.
Eliana também deixa uma mensagem às meninas e mulheres que sonham em ocupar posições de liderança, independentemente da área de atuação, incentivando-as a não permitir que estereótipos definam seus limites ou ditem até onde podem chegar.
“Competência não tem gênero”, afirmou Eliana. Foto: Alice Leão/Secom“Muitas vezes, somos levados a acreditar que, para determinadas funções, não temos capacidade. Isso é uma mentira. A carreira exige, sim, preparo, coragem e disciplina. Por isso, precisamos mostrar, na prática, que liderança e competência não têm gênero”, completou.
Fonte: Governo AC
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