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Queijaria Ouro das Gerais une tradição e nutrição de precisão e conquista medalha de Ouro

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A queijaria Ouro das Gerais, de Uberlândia (MG), conquistou a medalha de Ouro no Prêmio Queijo Brasil 2025, realizado em Blumenau (SC), com o queijo Ouro Velho. A premiação celebra a dedicação da família Loreno na produção artesanal e a parceria com a Premix, que garante nutrição de precisão para o rebanho, refletindo diretamente na qualidade do produto.

Uma tradição familiar que transforma leite em excelência

Com mais de 8 anos de história, a queijaria é administrada pelo casal Gilmar Miguel Loreno e Walkiria Borges Naves Loreno, com apoio dos filhos Thiago, Matheus e Maísa. O rebanho da raça Jersey, composto por 120 cabeças, sendo 40 vacas em lactação, é a base da produção diária de cerca de 40 kg de queijo Minas artesanal.

Entre as variedades produzidas estão:

  • Ouro Branco – maturação suave;
  • Pingo de Ouro – maturação tradicional de 22 dias;
  • Ouro Velho – maturação longa de 100 dias.

O Pingo de Ouro é o mais comercializado, destacando-se pelo sabor marcante e textura equilibrada.

O segredo do queijo campeão: produção artesanal e maturação controlada

O Ouro Velho é feito com leite cru, moldado à mão e maturado em tábuas de madeira, com monitoramento rigoroso de temperatura e umidade. Segundo Matheus Borges Naves Loreno, gerente da propriedade, o desafio foi atingir o ponto ideal de maturação para o concurso, superado com acompanhamento diário e planejamento preciso.

“A conquista reforça a qualidade do nosso trabalho artesanal e valoriza o queijo mineiro no cenário nacional”, afirma Loreno.

Parceria com Premix garante leite de qualidade e produtividade

Desde 2023, a Premix colabora com a queijaria, realizando visitas mensais para otimizar a nutrição do rebanho. Segundo o consultor técnico Vilton Júnior, o uso do núcleo Neo Lactus Premium com Fator P elevou os teores de gordura, proteína e lactose, melhorando sabor, textura e rendimento dos queijos.

“A nutrição de precisão, aliada ao profissionalismo da equipe, foi decisiva para essa conquista”, destaca Júnior.

Sustentabilidade e turismo rural como diferencial

A queijaria adota práticas sustentáveis, incluindo:

  • Reuso de soro de leite na alimentação de suínos;
  • Uso de chorumeira para aproveitamento de água;
  • Energia limpa por painéis solares;
  • Manejo rotativo de pastagens, preservando solo e forragem.
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Além disso, a Fazenda Terra Aprazível oferece turismo rural, com visitas guiadas que permitem conhecer o manejo do rebanho, a produção artesanal e a degustação de queijos, geleias e doces de leite feitos na propriedade.

Histórico de premiações

A queijaria mantém um histórico consistente de reconhecimento:

  • 2024 – Medalha de Prata para Pingo de Ouro e Ouro Velho (Prêmio Queijo Brasil, Blumenau);
  • 2023 – Ouro para Pingo de Ouro;
  • 2021 – Bronze para Pingo de Ouro (ExpoQueijo Brasil, Araxá);
  • 2019 – Prata para Ouro Velho (Mundial do Queijo do Brasil, Araxá).
Tradição e tecnologia: combinação que eleva o padrão

A parceria entre Ouro das Gerais e Premix demonstra como tradição e tecnologia se complementam para produzir queijos artesanais de alta qualidade. A premiação reforça a importância da nutrição de precisão e do trabalho familiar na consolidação de um produto que valoriza a cultura, a sustentabilidade e a excelência do queijo mineiro, nacional e internacionalmente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de urucum impulsiona pequenas propriedades

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A colheita do urucum avança nas principais regiões produtoras do país com preços entre R$ 12,50 e R$ 15 por quilo das sementes. No noroeste do Paraná, onde a produtividade pode chegar a 1,5 tonelada por hectare, a regularidade das chuvas favoreceu as lavouras depois de dois ciclos prejudicados pela seca.

Nas áreas de melhor desempenho, a combinação entre produtividade e preço representa uma receita bruta potencial de R$ 22,5 mil por hectare. O valor não desconta os gastos com implantação, adubação, manejo, mão de obra, colheita e beneficiamento das sementes.

O Brasil ocupa a liderança mundial na produção de urucum. Levantamento do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), elaborado com dados de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estimou uma colheita nacional de 13,6 mil toneladas, equivalente a aproximadamente 57% da produção global naquele ano.

São Paulo concentra o principal polo produtor do país, especialmente na Nova Alta Paulista. Municípios localizados entre Tupã e Panorama têm parte da economia agrícola ligada à cultura. Na região, a safra principal ocorre entre junho e agosto, com preços atuais entre R$ 12,50 e R$ 13 por quilo.

No Paraná, o cultivo comercial ganhou espaço a partir da década de 1980 e encontrou condições favoráveis nos municípios do noroeste. A combinação entre solo arenoso, elevada luminosidade e temperaturas adequadas permitiu o desenvolvimento da atividade, principalmente em pequenas propriedades.

A colheita paranaense começa em março nas áreas mais precoces, atinge o maior volume entre junho e julho e pode seguir até setembro. A estimativa consolidada da produção regional deverá ser conhecida em outubro, depois do encerramento dos trabalhos nas lavouras.

Levantamentos locais indicam produtividade entre 800 e 1.500 quilos de sementes por hectare, dependendo da variedade, da idade das plantas, dos tratos culturais e das condições climáticas. A melhora dos preços também estimulou a retomada dos investimentos em adubação e manutenção das áreas.

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A maior parte dos agricultores utiliza as variedades Piave tradicional e Piave anão. A primeira forma árvores de maior porte. A segunda apresenta plantas mais baixas, característica que facilita o acesso às cápsulas e reduz o esforço necessário durante a colheita.

Segundo especialistas, o porte das plantas é um fator importante principalmente nas propriedades que dependem de mão de obra familiar. A uniformidade da maturação e a disposição dos galhos também interferem na velocidade da colheita e no aproveitamento das sementes.

O urucum tem espaço em áreas nas quais a produção de soja ou milho em grande escala encontra limitações econômicas e operacionais. Em propriedades de até dez hectares, a cultura pode complementar a renda obtida com a pecuária leiteira e outras atividades.

A colheita é semimecanizada. As cápsulas são retiradas dos galhos e encaminhadas para equipamentos que fazem a separação das sementes. O processo ainda exige participação considerável de trabalhadores, o que torna o custo e a disponibilidade de mão de obra pontos importantes no planejamento.

Os frutos do urucuzeiro são cápsulas revestidas por espinhos maleáveis. Em seu interior ficam as sementes cobertas por um pigmento avermelhado utilizado na fabricação de colorau e de corantes naturais.

A bixina, principal pigmento extraído das sementes, abastece sobretudo a indústria de alimentos. A substância é empregada na coloração de queijos, embutidos, massas, molhos, bebidas, sorvetes, doces e outros produtos.

A matéria-prima também possui aplicações nas indústrias cosmética, química, têxtil e de vernizes. A procura por corantes de origem natural ajuda a sustentar o mercado, mas a remuneração depende da qualidade das sementes e do conteúdo de pigmento.

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O teor de bixina é um dos principais critérios avaliados pela indústria. Sementes com maior concentração proporcionam melhor rendimento no processamento, o que aumenta a importância da escolha da variedade e do manejo correto da lavoura.

Pesquisas conduzidas pelo Instituto Agronômico (IAC), ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), buscam desenvolver plantas que reúnam porte reduzido, maior produtividade, elevado teor de bixina e resistência às principais doenças.

Entre os problemas acompanhados está o oídio, doença identificada pela formação de uma camada esbranquiçada nas folhas. Quando não controlada, pode reduzir a capacidade de desenvolvimento das plantas e afetar o potencial produtivo.

Os estudos também avaliam espaçamento, arquitetura das plantas, adaptação regional e diversidade genética. O instituto mantém um banco de germoplasma com 378 genótipos, utilizados na seleção de materiais com características de interesse dos agricultores e da indústria.

Por ser uma cultura perene, o urucum exige planejamento de longo prazo. A implantação das mudas deve ser feita preferencialmente entre a primavera e o verão, quando o período chuvoso favorece o crescimento inicial.

Antes de iniciar o cultivo, o produtor precisa avaliar a existência de compradores, a distância até as unidades de beneficiamento e a disponibilidade de trabalhadores. Ao contrário das grandes commodities, o urucum possui um mercado mais restrito e depende de canais comerciais organizados.

A produtividade elevada e os preços próximos de R$ 15 por quilo melhoram as perspectivas desta safra. Para as pequenas propriedades, a cultura representa uma alternativa de diversificação, mas o resultado depende de assistência técnica, qualidade das sementes, eficiência na colheita e segurança na comercialização.

Fonte: Pensar Agro

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