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Vice-governadora Mailza se reúne com Câmara de Comércio de Madre de Dios e recebe documento que propõe criação de grupo de trabalho para avançar na integração Brasil-Peru

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A vice-governadora do Acre, Mailza Assis, reuniu-se nesta quarta-feira, 3, em Porto Maldonado, capital de Madre de Dios, com representantes da Câmara do Comércio daquele departamento peruano. O encontro se deu após a agenda com a presidente do Peru, Dina Boluarte, e reforçou o compromisso do Estado em ampliar a integração regional com o país vizinho.

Presidente da Câmara de Comércio de Madre de Dios entrega documento que propõe criação de um grupo de trabalho. Foto: Neto Lucena/Secom

Durante a reunião, o presidente da Câmara, Orestes Quino, entregou à vice-governadora um documento solicitando a criação de um grupo de trabalho binacional, reunindo autoridades governamentais e empresariais dos dois países, com o objetivo de buscar soluções conjuntas para a integração.

Vice-governadora Mailza reforça compromisso com a integração ao lado do presidente da Câmara de Comércio, Orestes Quino. Foto: Neto Lucena/Secom

“Solicitamos uma mesa de trabalho, seja em Rio Branco ou em Puerto Maldonado, realizada por profissionais com amplo conhecimento da região, possibilitando a integração entre Peru e Brasil. Oferecemos produtos ao Brasil, e o Brasil nos oferece produtos, turismo e uma infinidade de construções econômicas que beneficiarão tanto o Peru quanto o Brasil”, afirmou Quino.

Vice-governadora Mailza participa de reunião em Porto Maldonado. Foto: Neto Lucena/Secom

Entre os temas tratados estiveram o fortalecimento do intercâmbio comercial e a ampliação do número de caminhões de carga que cruzam diariamente a fronteira.

Mailza Assis reforçou o compromisso do Acre em avançar nesse processo. “O que nós queremos é essa integração fortalecida, beneficiando os nossos países. Que essa troca seja para o desenvolvimento da nossa economia, da nossa cultura, da nossa história e do nosso turismo. Nos comprometemos em trabalhar juntos, pensar na formação desse grupo de trabalho, para discutir essa integração da forma que seja boa tanto para o Brasil quanto para o Peru”, destacou.

Mailza também ressaltou o simbolismo da agenda internacional do Acre, que incluiu reuniões em Lima e agora em Madre de Dios: “Essa integração é um sonho e um trabalho de muitos anos. Temos aqui a presença do deputado [estadual] Luiz Gonzaga, que luta com essa bandeira há mais de 20 anos. Nossa participação em Lima foi importante para fortalecer os laços. Assumimos o compromisso de que isso aconteça o mais breve possível. Brasil e Peru têm esse companheirismo, essa conexão, e agora é o momento de os povos se estabelecerem e fortalecerem a economia, o turismo e a cultura”.

Deputado estadual Luiz Gonzaga trabalha para fortalecer a integração com o Peru há mais de 20 anos. Foto: Neto Lucena/Secom

Luiz Gonzaga, primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Acre, destacou os benefícios da aproximação. “Não é de hoje que a gente trabalha com essa integração, e o sonho de vocês é o nosso também. Essa parceria é benéfica porque gera emprego, renda e melhora a vida de ambos os povos. Vi de perto a produção de vocês, que é de qualidade, alimentos orgânicos que não temos no Acre. Assim como o Peru pode receber nossa soja, milho, frango e ovos, podemos receber frutas e verduras de vocês. Vamos continuar nessa luta para construir uma integração sólida e duradoura”, declarou.

O diretor-geral da Câmara de Comércio, Carlos Domingo Pérez, também ressaltou os desafios e oportunidades da agenda binacional, mencionando a importância da modernização dos processos aduaneiros e o projeto do Trem Bioceânico.

“Esse corredor ferroviário promete dinamizar o comércio, a conectividade e o turismo entre os dois países. Um dos principais desafios está na diferença dos procedimentos alfandegários, que precisam ser modernizados e digitalizados. Do ponto de vista turístico, a conexão ferroviária pode reduzir significativamente os tempos de viagem e colocar a região entre os destinos mais integrados e competitivos do mundo”, observou.

Fonte: Governo AC

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Durante 1ª reunião anual, membros da governança do Sisa realizam planejamento e atualização sobre processo de certificação internacional em REDD+ Jurisdicional

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Com colaboração de Ângela Rodrigues

O governo do Acre, por meio do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC), realizou, na quarta-feira, 13, e quinta-feira, 14, a 1ª Reunião Ordinária da Comissão Estadual de Validação e Acompanhamento do Sisa (Ceva), da Câmara Temática Indígena (CTI) e da Câmara Temática de Mulheres (CTM).

O evento, realizado no Auditório da Biblioteca da Floresta, em Rio Branco, teve como tema central o planejamento das ações das instâncias de governança para 2026.

Durante 1ª reunião anual, membros da governança do Sisa realizam planejamento e atualização sobre o processo de certificação internacional em REDD+ Jurisdicional. Foto: Ana Campos/IMC

“O governo do Acre, por meio do IMC, segue fortalecendo o diálogo, a transparência e a participação social nas instâncias de governança do Sisa. Esse encontro fortalece a atuação delas com o planejamento anual das ações e as coloca a par de todo o processo de certificação internacional em REDD+ Jurisdicional. Nosso papel é garantir respeito às salvaguardas e o acompanhamento coletivo de todas as decisões relacionadas à política ambiental do Estado”, ressaltou a presidente do IMC, Jaksilande Araújo.

Presidente do IMC. Jaksilande Araújo, afirma que atividade fortalece o diálogo com as instâncias do Sisa para garantir uma política ambiental transparente e participativa. Foto: João Loureiro/Sema

No primeiro dia, entre os encaminhamentos da pauta, ficou definido o cronograma de atividades anual e a periodicidade das reuniões deliberativas e ciclos de capacitação, debates estratégicos ou temas específicos de interesse da Ceva e câmaras temáticas.

Outro encaminhamento foi quanto à importância da atualização de titularidades e suplências da composição da Ceva, CTI e CTM, e ampliação de novos membros.

A programação se encerrou nesta quinta-feira, 14, com a apresentação da coordenadora do Programa REM, Marta Azevedo, que detalhou os resultados da execução dos projetos do Programa REM Fase II, reforçando a transparência e o monitoramento das ações junto aos membros da Ceva, CTI e CTM.

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Coordenadora do Programa REM, Marta Azevedo, apresentou resultados da execução dos projetos do Programa REM Fase II. Foto: Ana Campos/IMC

Na sequência, a reunião avançou para a etapa de transparência e nivelamento das informações sobre o ciclo de certificação do ART/Trees. Os membros da governança ficaram a par das 11 etapas do processo, que se iniciam na Nota de Conceito e terminam com a emissão final de créditos de carbono de alta integridade.

O representante do povo Puyanawa na Comissão Estadual de Validação e Acompanhamento (Ceva), José Marcondes, destacou que os encontros contribuíram para ampliar o entendimento dos participantes sobre a estrutura da governança e a atuação das câmaras temáticas no fortalecimento das políticas ambientais desenvolvidas no estado.

José Marcondes, representando a Ceva, destaca que encontro serviu para compreensão sobre o papel da governança nas decisões ambientais. Foto: Ana Campos/IMC

”Esses dois dias de reunião foram muito importantes para entendermos melhor o papel da governança e das câmaras temáticas dentro desse processo, pensando juntos em um futuro melhor para o estado”.

A atualização foi liderada pela especialista em financiamento de carbono do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), por meio do projeto Forest Finance Leveraged for High Integrity in the Amazon (Folha) financiado pela Norway’s International Climate and Forest Initiative (Nicfi).

Atualização foi conduzida pela especialista em financiamento de carbono, Milena Terra, do Pnud, por meio do projeto Folha, do governo da Noruega. Foto: Ana Campos/IMC

“O IMC está atualizando os membros da governança sobre os próximos passos, como vai se dar o processo, porque eles são parte significativa disso, tanto de acompanhamento como de validação de todos os documentos que estão sendo submetidos ao parecer”, afirmou Milena Terra.

Na prática, a certificação internacional permite que o Acre receba recursos financeiros por desempenho na redução do desmatamento e degradação florestal, beneficiando comunidades indígenas e produtores rurais.

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Com a recente aprovação do governo do Acre na submissão ao padrão internacional ART, agora o estado entra na fase de auditoria, que é a oitava etapa do ciclo de certificação ART/Trees. O objetivo é obter a validação e verificação, que será conduzida pela auditoria independente (VVB), responsável pela análise da documentação técnica apresentada pelo Estado e verificação dos resultados de redução de emissões reportados pelo programa.

Com aprovação recente na submissão ao padrão internacional ART, Acre passará por auditoria independente (VVB), responsável pela análise da documentação técnica apresentada pelo Estado. Foto: Ana Campos/IMC

Os membros da governança também foram orientados sobre o importante papel das Salvaguardas de Cancún, diretrizes essenciais da Organização das Nações Unidas (ONU) para garantir o respeito aos direitos e proteção do meio ambiente, e sobre o funcionamento da auditoria conduzida por entidades independentes (VVB).

O que disseram

Representando Ceva e Fetacre, Lisiane Pedrosa afirma que conhecimento apresentado fortalece a participação da governança no processo de certificação. Foto: João Loureiro/Sema

‘’É um momento de muito conhecimento para nós, entendendo mais profundamente o que é essa certificação e como essas políticas públicas de repartição de benefícios podem chegar até a ponta’’.

Lisiane Pedrosa, da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Acre (Fetacre) e membro da Ceva.

Edileuda Shanenawa, da Câmara Temática Indígena (CTI) afirma que formações promovidas pelo Estado fortalecem o conhecimento sobre políticas públicas. Foto: João Loureiro/Sema

“Essas formações nos trazem entendimento sobre o que está sendo tratado no Estado e facilitam compreender as atualizações que existem nas leis ao longo do tempo”.

Edileuda Shanenawa, membro da Câmara Temática Indígena (CTI).

Membro da Câmara Temática de Mulheres (CTM), Jaira da Silva destaca importância do debate. Foto: João Loureiro/Sema

“É um debate muito amplo, onde a gente pode entender cada vez melhor como funcionam essas políticas de serviços ambientais”.

Jaira da Silva, membro da Câmara Temática de Mulheres (CTM).

Fonte: Governo AC

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