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IBGE revisa safra de café do Brasil para baixo e projeta queda anual em 2025

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reduziu nesta quinta-feira (11) a previsão da safra de café do Brasil em 2025, indicando uma queda na produção em relação ao ano passado. A colheita da temporada está praticamente encerrada.

Segundo o IBGE, a produção total das duas espécies, arábica e canéfora (robusta e conilon), foi estimada em 56,8 milhões de sacas de 60 kg, representando 1,4% a menos que a estimativa do mês anterior e uma queda de 0,6% frente a 2024.

Para comparação, a Conab havia revisado sua projeção recentemente, estimando 55,2 milhões de sacas, com alta de 1,8% em relação ao ano passado.

Café arábica recua devido à bienalidade negativa e clima

A safra de café arábica foi projetada em 37 milhões de sacas, queda de 1,6% em relação ao mês anterior. O IBGE aponta que o rendimento médio caiu 1,7%, enquanto a área a ser colhida subiu 0,1%.

O instituto destacou que a redução reflete a bienalidade negativa da espécie e problemas climáticos. Minas Gerais, maior produtor de arábica do país, com 69,4% da produção nacional, revisou sua estimativa, influenciando a queda geral.

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Café canéfora registra produção recorde

Para o café canéfora, a produção foi revisada para 19,8 milhões de sacas, redução de 1,1% em relação ao mês anterior, mas ainda assim um volume recorde.

O IBGE aponta que a safra de conilon e robusta cresceu 15,8% em relação a 2024, com aumento de 4% na área cultivada e 11,4% no rendimento médio. O bom desempenho se deve à rentabilidade atrativa do conilon, que incentivou produtores a investir em tratos culturais e adubação, além de chuvas satisfatórias nos principais municípios produtores, apesar do atraso em algumas regiões.

Impacto para o mercado

A revisão do IBGE indica que, apesar do recorde de produção de conilon, a redução na safra de arábica pode influenciar a dinâmica de preços e abastecimento do café brasileiro no mercado interno e externo, especialmente considerando a importância do país como maior exportador mundial da commodity.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café avança nas bolsas com estoques apertados, queda nas exportações de arábica e risco climático no Brasil

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Mercado internacional do café mantém tendência de alta

Os preços do café iniciam esta sexta-feira (12) em forte movimento de valorização nas bolsas internacionais, dando continuidade ao rali observado nas últimas sessões. O avanço é sustentado por fundamentos de oferta mais restrita no curto prazo, especialmente no arábica, além de fatores climáticos e cambiais.

Em Nova York, o café arábica voltou a subir com força. O contrato julho/26 avançava cerca de 160 pontos no início do pregão, enquanto setembro/26 era negociado em torno de 251,60 cents por libra-peso, com alta de 135 pontos. O vencimento dezembro/26 também registrava ganho relevante, refletindo um ambiente de aperto na oferta.

Em Londres, o robusta também operava em alta. O contrato setembro/26 subia para US$ 3.459 por tonelada, enquanto os demais vencimentos acompanhavam o movimento positivo, ainda que de forma mais moderada.

Alta é sustentada por estoques menores e exportações mais fracas

O movimento altista encontra suporte direto na redução dos estoques certificados de arábica na ICE, que recuaram para cerca de 399 mil sacas — praticamente metade do volume registrado no mesmo período do ano anterior. O cenário reforça a percepção de aperto de oferta no curto prazo.

Outro ponto de atenção vem dos dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Em maio, o país embarcou 3,09 milhões de sacas, alta anual modesta. No entanto, o desempenho do arábica chamou atenção pela queda:

  • 2,13 milhões de sacas exportadas em maio
  • Recuo de 11,9% frente ao mesmo mês do ano anterior
  • Queda de 6,7% em relação a abril
  • Redução acumulada de 21,3% nos cinco primeiros meses de 2026
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No acumulado do ano-safra, a retração já chega a 16,7% no arábica, reforçando o quadro de oferta mais limitada no mercado internacional.

Clima no Brasil entra no radar e adiciona volatilidade

Além dos fatores de oferta e demanda, o mercado também acompanha de perto as condições climáticas no Brasil, principal produtor global de café.

De acordo com a Climatempo, áreas produtoras de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e sul da Bahia devem registrar chuvas persistentes nos próximos dias. O cenário pode:

  • Atrasar o avanço da colheita
  • Dificultar a secagem dos grãos
  • Elevar preocupações com a qualidade do café recém-colhido

Apesar disso, não há indicação de risco de geadas ou frio intenso para as regiões produtoras neste momento.

Mercado físico segue travado no Brasil

No mercado interno, o ritmo de negociações continua lento. Produtores ainda resistentes às bases de preços oferecidas pelos compradores mantêm baixa liquidez, segundo agentes consultados.

Esse comportamento limita a oferta no mercado físico e contribui para sustentar os preços em meio à colheita em andamento.

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Nova York acelera alta com dólar fraco e cobertura de posições

Na sessão mais recente, o café arábica em Nova York encerrou o dia em forte valorização, ampliando os ganhos do pregão anterior. O movimento foi impulsionado por:

  • Cobertura de posições vendidas (short covering)
  • Dólar mais fraco frente ao real
  • Preocupações com o ritmo da colheita no Brasil
  • Queda dos estoques certificados

Os contratos de julho/26 fecharam a 253,95 cents por libra-peso, com alta de 5,55 cents (+2,2%). Já setembro/26 encerrou a 250,25 cents, avanço de 5,65 cents (+2,3%).

Perspectivas para o mercado do café

O cenário geral segue marcado por forte sensibilidade a fatores climáticos, comportamento das exportações brasileiras e nível dos estoques internacionais. Enquanto a oferta de arábica permanece mais restrita no curto prazo, o mercado tende a seguir volátil, com espaço para novas oscilações conforme o avanço da colheita no Brasil e a evolução das condições climáticas nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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