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POLÍTICA NACIONAL

Rodrigues cobra negociação com os EUA para incluir produtos na isenção tarifária

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O senador Chico Rodrigues (PSB-RR), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (16), cobrou do governo brasileiro mais firmeza nas negociações com os Estados Unidos para garantir que o Brasil seja incluído na isenção tarifária anunciada para produtos agrícolas como café, cacau e frutas tropicais.

Ele explicou que, apesar da medida anunciada pelo governo de Donald Trump, o Brasil ficou fora da lista inicial de países beneficiados. Segundo Rodrigues, a exclusão coloca os produtores nacionais em desvantagem, já que continuam sujeitos a tarifas de até 50%, enquanto concorrentes estrangeiros obtêm acesso facilitado ao mercado norte-americano.

— Não fomos classificados de imediato como parceiros alinhados, categoria criada pelo governo norte-americano para definir quais são os países que têm direito ao benefício. Os nossos cafeicultores, os produtores de cacau da Bahia e os fruticultores do Brasil, por enquanto, não poderão exportar seus produtos para os Estados Unidos sob o regime tarifário zerado. A decisão abre portas, mas não nos entrega a chave. Caberá às autoridades nacionais lutar para conquistar esse status de parceiro alinhado, negociar com firmeza e inteligência, e garantir que os nossos agricultores não fiquem fora dessa oportunidade histórica — disse.

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Rodrigues disse que Roraima pode ser um dos estados mais prejudicados pela exclusão do Brasil da isenção tarifária. Ele lembrou que a fruticultura local corre o risco de perder espaço no mercado norte-americano devido às tarifas de até 50% que continuam a incidir sobre esses produtos.

— Roraima, em particular, tem muito a perder se ficarmos de fora. Nossa fruticultura de mangas, mamões, abacaxis, melancias e maracujás já provou sua qualidade em feiras e mercados internacionais. Com a isenção tarifária, nossos produtos poderiam conquistar novos clientes e expandir contratos. Sem ela e a isenção para outros países, enfrentaremos barreiras adicionais que encarecem os nossos produtos e reduzem a nossa competitividade — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Lei reconhece município paranaense como Capital Nacional da Louça

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O município de Campo Largo, no Paraná, passou a ser reconhecido oficialmente como a Capital Nacional da Louça. O título foi concedido pela Lei 15.453/26, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na quinta-feira (2) no Diário Oficial da União.

A norma teve origem no Projeto de Lei 2896/24, do deputado Paulo Litro (União-PR), aprovado na Câmara em setembro do ano passado. Ele afirma que o município é o principal polo brasileiro de produção de louças profissionais. E lembra que a cidade Campo Largo já havia sido declarada, em lei estadual de 2010, como a Capital da Louça e Porcelana de Mesa e da Cerâmica do Paraná.

No Senado, a proposta foi aprovada em junho.

Paulo Litro citou informação do Sindilouças segundo a qual Campo Largo atende 75% da demanda nacional de louça profissional e gera mais de 3.500 empregos diretos e indiretos, sendo importante e fundamental polo do setor no Paraná. O município produz 36 milhões de peças de porcelana e cerâmicas por ano.

Os parlamentares que apoiaram a proposta ressaltam que a tradição ceramista da cidade se reflete em eventos como a Feira da Louça e instituições como o Centro de Ciências e Tecnologias Cerâmicas (Cestec).

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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