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Preço dos ovos recua em setembro e atinge menor nível desde janeiro, aponta Cepea

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O mercado de ovos registrou nova retração em setembro, com os preços atingindo os menores patamares desde janeiro de 2025 em diversas regiões monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). De acordo com o levantamento, a segunda quinzena do mês foi marcada por vendas mais lentas, o que elevou os estoques nas granjas e pressionou as cotações.

Desempenho repete padrão de anos anteriores

Pesquisadores do Cepea destacam que a queda prolongada reacende o alerta no setor. Desde abril, os preços vêm acumulando perdas no mercado interno, com exceção de agosto, quando o fim das férias escolares estimulou a demanda e impulsionou temporariamente as cotações. O cenário atual lembra o observado em 2024, quando o setor enfrentou seis meses consecutivos de baixa, de abril a setembro, em função do aumento da oferta interna.

Exportações atenuam impacto da desvalorização

Apesar da pressão interna, o Cepea ressalta que as exportações de ovos têm contribuído para amenizar a intensidade das quedas neste ano, evitando um cenário mais crítico como o registrado no mesmo período de 2024. Ainda assim, a demanda doméstica segue como fator central para a recuperação de preços no curto prazo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Saúde impulsiona consumo de orgânicos e acelera expansão do mercado no Brasil

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Consumo de orgânicos cresce impulsionado por mudança de comportamento do consumidor

O consumo de alimentos orgânicos segue em expansão no Brasil, impulsionado principalmente pela busca por hábitos mais saudáveis. De acordo com pesquisa da Organis, 50% dos consumidores apontam a melhoria da saúde como principal motivação de compra, enquanto 48% associam os produtos a uma alimentação mais saudável e 16% destacam a ausência de agrotóxicos.

O movimento reflete uma transformação no perfil do consumidor brasileiro, que passou a priorizar alimentos mais naturais, menos processados e com maior transparência de origem — tendência que ganhou força especialmente após a pandemia.

Crescimento do consumo e mudança de perfil do mercado

O levantamento mais recente da Organis indica que 36% dos entrevistados já consumiram produtos orgânicos, um avanço em relação aos 31% registrados em pesquisa anterior.

Apesar da ampliação da oferta de produtos industrializados dentro do segmento, o consumo ainda é fortemente concentrado em alimentos in natura. As verduras lideram a preferência dos consumidores (57%), seguidas por frutas (55%) e legumes (44%).

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Entre os itens mais consumidos, destacam-se:

  • Alface (67%)
  • Banana (64%)
  • Batata (36%)

Esses dados reforçam a consolidação dos orgânicos no consumo cotidiano, especialmente em itens básicos da alimentação.

Saúde, sustentabilidade e rastreabilidade ganham relevância

Além da preocupação com a saúde, outros fatores também vêm ganhando peso na decisão de compra, como rastreabilidade, sustentabilidade e impacto ambiental positivo.

Segundo especialistas do setor, essa mudança amplia o alcance do mercado orgânico e fortalece o segmento de saudabilidade como um todo, incluindo categorias como alimentos funcionais, produtos plant-based, suplementos naturais e bebidas saudáveis.

“Essa tendência vem fortalecendo não apenas o segmento de alimentos orgânicos, mas todo o mercado de saudabilidade e wellness”, destaca Fernando Ruas, CEO da Francal.

Bio Brazil Fair 2026 reforça protagonismo do setor na América Latina

A evolução do consumo de orgânicos também se reflete no crescimento da Bio Brazil Fair | Biofach América Latina, principal evento do setor na região.

Organizada pela Francal, a feira chega à sua 20ª edição e será realizada entre os dias 10 e 13 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento reúne empresas, produtores e profissionais do setor e acompanha de perto as mudanças no comportamento do consumidor brasileiro.

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Ao completar duas décadas, a feira se consolida como um dos principais espaços de observação das transformações do mercado orgânico e das tendências ligadas à alimentação saudável e ao consumo sustentável no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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