POLÍTICA
Adailton Cruz cobra conclusão do Plano da Saúde e anuncia audiência pública sobre violência contra profissionais e pacientes
POLÍTICA
Durante a sessão desta quarta-feira (8), o deputado Adailton Cruz (PSB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para reforçar a cobrança ao governo do Estado quanto à conclusão do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da Saúde, e para anunciar a realização de uma audiência pública sobre violência contra servidores, pacientes e acompanhantes nas unidades de saúde.
O parlamentar iniciou seu pronunciamento agradecendo a presença dos representantes sindicais que participaram de uma reunião com a Comissão de Saúde da Aleac, entre eles membros dos Sindicatos dos Enfermeiros, os médicos, Sindicato dos Condutores de Ambulância, e outros.
“O objetivo da reunião foi pedir e cobrar da equipe de governo que cumpra o que foi pactuado com os nossos sindicatos de saúde, que é entregar o plano da saúde à reformulação devidamente concluído com a redação jurídica, o impacto econômico e previdenciário, e a correção das tabelas conforme foi acordado para o dia 30 de setembro. Infelizmente, até o momento, o documento não foi entregue e nem há previsão para isso”, declarou o deputado.
Adailton destacou que a Comissão de Saúde, composta pelos deputados Maria Antônia, Edvaldo Magalhães, Tadeu Hassem e Michelle Melo, esteve reunida com representantes do governo para cobrar respostas concretas. Segundo ele, o plano é fundamental para garantir dignidade aos mais de 2.500 trabalhadores da saúde, muitos dos quais enfrentam problemas de saúde após anos de dedicação ao serviço público.
“Nosso plano é a esperança de mais de 2.500 trabalhadores poderem se aposentar com dignidade. É a esperança de pais e mães de família que estão doentes e sequelados depois de uma vida inteira salvando vidas no nosso Acre. Nós não vamos abrir mão disso”, afirmou.
O parlamentar informou ainda que os sindicatos deverão realizar uma Assembleia Geral na próxima semana, onde poderão deliberar por uma paralisação geral caso o governo não apresente o documento finalizado.
“Se o plano não estiver pronto, nós estaremos nas ruas junto com os nossos trabalhadores. Essa luta é justa e é a esperança de cada servidor da saúde”, reforçou Adailton.
O deputado também mencionou que pretende solicitar uma nova reunião com a Secretaria de Articulação Política para tratar do assunto, ressaltando a importância de que o plano seja concluído antes do final de novembro, a fim de garantir sua inclusão na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.
Além da cobrança, Adailton Cruz convidou os colegas parlamentares e a população em geral para participarem da audiência pública que será realizada na próxima sexta-feira, dia 10, na Aleac. O evento vai discutir as políticas públicas de combate à violência contra servidores da saúde, pacientes e acompanhantes.
“Será um prazer e uma honra contar com a presença de todos. Queremos propor leis que tragam mais segurança e apoio a esses trabalhadores, assim como aos pacientes e acompanhantes. Essa é uma pauta urgente e necessária”, concluiu.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
POLÍTICA
Manoel Moraes chama atenção para circulação de informações durante período eleitoral
Durante sessão na Aleac, deputado afirmou que eleitores devem analisar informações e destacou que as atividades dos Poderes continuam após o pleito
Em pronunciamento na sessão desta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Manoel Moraes (União Progressista), líder do governo, abordou a proximidade das eleições e fez considerações sobre a circulação de informações durante o período eleitoral.
Ao comentar a chegada do dia 4 de outubro, o parlamentar afirmou que o período eleitoral costuma ser marcado por uma intensificação de manifestações e debates públicos. Segundo ele, é necessário que os eleitores avaliem as informações antes de formar suas opiniões.
“Tem muito eleitor falando um monte de coisa, falando um monte de besteira aí. E tanta gente falando besteira aqui no Acre. Eu só fico triste de saber”, declarou.
Manoel Moraes também afirmou que, independentemente do resultado das eleições, as instituições e os agentes públicos continuarão exercendo suas atividades. “Depois do dia 4, a vida continua. Nós vamos continuar trabalhando, os deputados, o Judiciário, o governo, todo mundo trabalhando”, disse.
O deputado progressista criticou ainda a disseminação de informações que, segundo sua avaliação, seriam falsas ou produzidas de forma deliberada no ambiente digital. Ao tratar do assunto, fez referência às chamadas “milícias digitais” e defendeu a responsabilização de quem utilizar ferramentas digitais para disseminar conteúdos que possam configurar irregularidades.
Ainda em seu pronunciamento, Moraes também se dirigiu ao deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), fazendo um alerta sobre a necessidade de verificar a procedência das informações utilizadas nos debates políticos.
“Então, amigo Edvaldo, tome cuidado com essas informações. Não busque informações como certas coisas que não são certas, coisas que são criadas e fabricadas lá no meio das milícias digitais que nós temos aqui no Acre e no Brasil”, afirmou.
O parlamentar reforçou a importância da análise dos fatos pelos eleitores e declarou que o período eleitoral não representa o encerramento das atividades institucionais. “E o mundo não vai se acabar dia 4 não”, concluiu.
No grande expediente, o deputado disse que as dificuldades relacionadas ao transporte e à alimentação escolar, precisam ser analisadas considerando as condições de infraestrutura do Estado. Segundo ele, a rede atende cerca de 600 escolas e mais de 100 mil estudantes, incluindo localidades de difícil acesso, o que, em sua avaliação, torna complexa a manutenção do transporte terrestre e fluvial.
O parlamentar também mencionou dificuldades no abastecimento de alimentos e defendeu que os problemas sejam discutidos e solucionados de forma conjunta. “Estamos para discutir o transporte escolar, estamos para discutir a merenda. Agora, dizer que em qualquer município do Acre saia às 9 horas para comprar carne, vê se você acha carne para comprar proteína. Então nós temos que ter cuidado com o que fala. Às vezes não é por uma administração. É muita gente, é um Estado pobre, é um Estado difícil, é muita chuva”, afirmou.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: João Henrique
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
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