AGRONEGÓCIO
Agricultura brasileira se prepara para estiagens com soluções tecnológicas de manejo hídrico
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La Niña deve intensificar estiagens e impactar safras
O agronegócio brasileiro se antecipa para enfrentar mais uma temporada de desafios climáticos. Segundo o APEC Climate Center (APCC), há 65% de probabilidade de ocorrência do fenômeno La Niña nos próximos três meses, o que deve provocar estiagens mais severas nas regiões Sul e Centro-Sul do país.
Análises da CNM e da Embrapa indicam que a redução das chuvas pode afetar culturas como milho, soja e cana-de-açúcar, especialmente em estados como Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
No Rio Grande do Sul, o governo estadual alerta para possíveis perdas de safra e degradação do solo. No Centro-Sul, a queda na produtividade e o aumento dos custos de irrigação pressionam as margens de pequenos e médios produtores, ameaçando a sustentabilidade do setor.
Além das perdas diretas, a seca prolongada reduz a eficiência de fertilizantes e compromete o desenvolvimento radicular das plantas, criando um ciclo de vulnerabilidade que tende a se intensificar com as mudanças climáticas.
Tecnologias de retenção de água ajudam a preservar produtividade
Para mitigar os efeitos da estiagem, o uso de tecnologias de retenção de água e nutrientes tem ganhado espaço nas propriedades rurais. Entre elas, destaca-se o Gel HyB Plus, desenvolvido pela Hydroplan-EB, capaz de absorver até 500 vezes o próprio peso em água, funcionando como um reservatório direto na zona radicular das plantas.
O produto atua de forma dupla: mantém a umidade do solo por mais tempo e libera gradualmente a água e os nutrientes conforme a necessidade das plantas. Isso reduz o estresse hídrico e aumenta a taxa de pegamento das mudas. Além disso, melhora as propriedades físicas do solo, aumentando a porosidade e a capacidade de troca de cátions (CTC), favorecendo o enraizamento e o crescimento inicial das culturas.
Segundo Loremberg de Moraes, diretor da Hydroplan-EB:
“O produtor precisa atravessar períodos de seca sem comprometer o desempenho da lavoura. Produtos adequados garantem um ambiente equilibrado para o sistema radicular, reduzem o uso de água na irrigação e aumentam a eficiência dos insumos, trazendo economia e sustentabilidade.”
Aplicações e benefícios do Gel HyB Plus
O Gel HyB Plus já é utilizado em culturas como eucalipto, café, citrus, hortaliças e gramas, adaptando-se a diferentes tipos de solo e clima. Entre seus benefícios estão:
- Redução da necessidade de irrigação
- Menor número de replantios
- Otimização de custos operacionais
- Redução do impacto ambiental
Com a intensificação dos efeitos do La Niña e as mudanças climáticas, a adoção de soluções inteligentes de manejo hídrico se torna essencial para garantir produtividade, segurança alimentar e rentabilidade a longo prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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