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Safra de soja 2025/26 deve bater recorde, mas manejo fitossanitário exige atenção redobrada

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A safra brasileira de soja 2025/26 segue em ritmo acelerado e pode registrar produção recorde, de acordo com estimativas da consultoria Safras & Mercado. O aumento da área cultivada, aliado à expectativa de maior produtividade média, projeta uma colheita de 179,9 milhões de toneladas, representando um crescimento de 4,6% em relação à safra anterior.

O ciclo 25/26 deve ocupar 48,2 milhões de hectares, com destaque para o Centro-Oeste e Nordeste, e produtividade média estimada em 3.749 kg/ha, acima dos 3.627 kg/ha de 2024/25.

Cenário econômico e técnico exige planejamento

Apesar das perspectivas positivas, especialistas alertam para os desafios econômicos e técnicos do setor. Segundo Gustavo Corsini, gerente de Marketing Regional da IHARA, a manutenção de juros elevados e o aumento de custos operacionais podem levar produtores a reduzir investimentos em tecnologia, limitando o potencial produtivo, especialmente em regiões que demandam maior suporte técnico.

“O sucesso da safra dependerá da capacidade de adaptação dos produtores às condições climáticas e à complexidade do mercado. Inovação, planejamento e boas práticas de manejo serão determinantes para a produtividade e rentabilidade”, destaca Corsini.

Controle de plantas daninhas é prioridade no início do ciclo

As plantas daninhas impactam a soja principalmente no início do ciclo, quando a competição por luz, água e nutrientes pode causar perdas irreversíveis. Para mitigar esse risco, a IHARA recomenda o uso do herbicida YAMATO SC, pré-emergente seletivo de longo residual, que mantém o solo livre de infestação e garante segurança produtiva sem prejudicar a cultura subsequente.

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Ensaios conduzidos pelo professor Rubem Oliveira (UEM) e pelo professor Sylvio Henrique Dornelles (UFSM) mostraram que o produto apresenta alta seletividade e eficácia superior a 90% no controle de espécies resistentes como capim-amargoso e capim-pé-de-galinha. O professor Jamil Constantin (UEM) acrescenta que o espectro de controle abrangente torna o YAMATO uma ferramenta estratégica para a preservação da produtividade.

Doença mancha-alvo exige manejo estratégico

A mancha-alvo, causada pelo fungo Corynespora cassiicola, tem se consolidado como uma das doenças mais prejudiciais à soja, com incidência crescente nos últimos seis anos, afetando mais de 145 milhões de hectares. Em cultivares suscetíveis, a doença pode causar desfolha severa, reduzindo a produtividade em até 40%.

Para enfrentar essa ameaça, a IHARA lançou o fungicida SEIV, com formulação exclusiva em suspensão concentrada (SC), combinando protioconazol e metominostrobina. Testes demonstraram 95% de eficácia no controle da mancha-alvo, aumento de até três sacas por hectare na produtividade e registro para controle de ferrugem asiática (80%) e Doenças Fúngicas de Final de Ciclo (70%).

Controle de pragas é decisivo para a produtividade

Entre as principais pragas, o percevejo-marrom representa risco significativo, prejudicando a qualidade e o rendimento dos grãos. Segundo o pesquisador Clérison Perini, a praga se reproduz intensamente durante o desenvolvimento da cultura, podendo gerar perdas superiores a uma saca por hectare por inseto/m².

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Para o controle, a IHARA disponibiliza o inseticida ZEUS, com alta sistemicidade e ação translaminar, combinando efeito rápido sobre ninfas e residual prolongado. Testes mostraram 95% de eficácia no controle do percevejo-marrom, garantindo resultados consistentes na lavoura. Produtores, como Celso Flores (PR), destacam a eficácia já na primeira aplicação, mesmo em áreas com forte infestação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo

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A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.

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A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.

Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.

Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.

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A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.

A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.

O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.

Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.

O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).

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Serviço

2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)

Fonte: Pensar Agro

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