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Brasil busca fortalecer comércio de pescado na América Latina e amplia competitividade da piscicultura

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A ampliação das relações comerciais entre países da América Latina é vista como um caminho estratégico para consolidar a piscicultura brasileira no mercado externo. O tema foi destaque na palestra de Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, durante a Seafood 2025, maior evento voltado à comercialização de pescado na região, realizado em São Paulo e com atividades até 23 de outubro.

No painel “Novos tempos, novas rotas: os caminhos do pescado na América Latina”, realizado no dia 22, Medeiros ressaltou que a região concentra alguns dos maiores produtores mundiais de salmão e tilápia, mas enfrenta desafios para criar um mercado integrado e eficiente.

Oportunidades e desafios comerciais

“O Brasil é o terceiro maior comprador de salmão do Chile, mas ainda não consegue exportar filé de tilápia para o país. É fundamental construir parcerias comerciais sólidas, principalmente com países que ainda dependem de importações da China”, afirmou Medeiros.

Ele relembrou que o Chile levou cerca de 15 anos para consolidar o salmão no mercado brasileiro, mostrando que barreiras iniciais podem ser superadas com diálogo e estratégia, fortalecendo o comércio regional de pescados.

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Barreiras tarifárias e cenário político

Medeiros também comentou sobre barreiras tarifárias de caráter político, que dificultam o comércio de pescado entre países. “Identificamos o caráter político dessas medidas e passamos a agir estrategicamente. Mesmo com dificuldades, a cadeia produtiva demonstrou resiliência”, destacou.

O setor tem buscado soluções para contornar obstáculos e criar condições favoráveis à exportação de produtos brasileiros, garantindo competitividade e integração regional.

Recuperação de preços e perspectivas de mercado

O mercado interno da tilápia apresenta sinais positivos. Medeiros informou que, após um primeiro semestre desafiador, os preços pagos aos produtores e no ponto de venda já apresentam recuperação contínua há cinco semanas, com tendência de crescimento.

“Estamos vivendo um momento de otimismo. As empresas perceberam que a exportação é uma estratégia de médio e longo prazo e o setor tem mostrado capacidade de adaptação e resiliência. O momento é promissor para o pescado brasileiro”, concluiu o presidente da Peixe BR.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Irrigação impulsiona produtividade, renda e empregos no agronegócio brasileiro, aponta estudo da ABIMAQ e USP/ESALQ

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A expansão da agricultura irrigada no Brasil pode transformar a produtividade no campo, ampliar a geração de empregos e fortalecer o desenvolvimento econômico regional. É o que revela um estudo inédito realizado pela ABIMAQ em parceria com o GPP/USP/ESALQ, que analisou polos de irrigação na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

O levantamento aponta que municípios com forte presença de irrigação apresentam indicadores econômicos e sociais significativamente superiores aos demais municípios rurais de seus estados, reforçando o papel estratégico da irrigação para o agronegócio brasileiro.

Polos irrigados concentram maior renda e desenvolvimento econômico

Segundo o estudo, os polos de irrigação oferecem remunerações mais elevadas em comparação às demais regiões rurais analisadas.

Na Bahia, a renda média nos municípios irrigados é 68,6% superior. Em Minas Gerais, o avanço chega a 42,85%, enquanto no Rio Grande do Sul e Mato Grosso os ganhos são de 11,96% e 8,13%, respectivamente.

Além do aumento na renda, os polos irrigados também apresentam menor vulnerabilidade social. Em Mato Grosso, por exemplo, o percentual de beneficiários de programas de transferência de renda é cerca de 50% menor do que nos demais municípios rurais.

O desempenho econômico também chama atenção. O estudo mostra que o PIB per capita nos polos irrigados pode ser até 256% maior, com destaque para Mato Grosso, onde o indicador supera R$ 182 mil, um dos maiores níveis identificados pelos pesquisadores.

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Brasil pode ampliar área irrigada em mais de cinco vezes

O potencial de crescimento da irrigação no país é considerado expressivo. Dados da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) indicam que o Brasil possui atualmente 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação, mas essa área pode crescer mais de cinco vezes, com a incorporação de 55,85 milhões de hectares adicionais.

Desse total, aproximadamente 48% das áreas potenciais são ocupadas por pastagens, o que abre espaço para expansão produtiva com maior eficiência agrícola.

De acordo com Luiz Paulo Heimpel, vice-presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da ABIMAQ, a irrigação tende a ganhar ainda mais relevância diante dos desafios climáticos e da necessidade de elevar a eficiência produtiva no campo.

Expansão da irrigação gera impacto direto na economia rural

As simulações realizadas pelos pesquisadores mostram que os efeitos econômicos da irrigação são imediatos e duradouros.

A cada 1.600 hectares incorporados ao sistema irrigado, o valor adicionado bruto da agropecuária pode crescer cerca de R$ 8,27 milhões no curto prazo, além da geração de empregos formais no meio rural.

No longo prazo, esse impacto econômico pode atingir quase R$ 14 milhões, consolidando a irrigação como ferramenta de fortalecimento da competitividade agrícola brasileira.

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Setor aponta quatro pilares para expansão sustentável da irrigação

Apesar do potencial, o avanço da irrigação no Brasil depende de investimentos e políticas públicas estruturadas. O estudo destaca quatro fatores considerados essenciais para ampliar a tecnologia no país:

  • Acesso à energia com custos competitivos;
  • Formação de mão de obra qualificada;
  • Gestão eficiente dos recursos hídricos;
  • Ampliação da conectividade no campo.

Na avaliação dos pesquisadores, a irrigação deve ocupar posição estratégica na política agrícola nacional e na agenda de segurança alimentar.

“A irrigação traz previsibilidade para o produtor, reduz riscos e melhora a produtividade. Os dados mostram que seus efeitos vão além da produção, com impacto direto na renda e no desenvolvimento das regiões”, afirma Luiz Paulo Heimpel.

Irrigação ganha protagonismo diante das mudanças climáticas

Com eventos climáticos cada vez mais frequentes e desafiadores para a produção agrícola, a irrigação se consolida como uma das principais ferramentas para garantir estabilidade produtiva, segurança alimentar e competitividade do agronegócio brasileiro.

O estudo completo será lançado oficialmente no fim de maio e deve servir de base para discussões sobre políticas públicas voltadas à expansão sustentável da agricultura irrigada no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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