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Mercado de trigo no Brasil mantém estabilidade com preços pressionados e baixa colheita

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No Rio Grande do Sul, o mercado de trigo segue tranquilo, com moinhos realizando compras esporádicas e sem novos negócios reportados nesta quarta-feira (24). Segundo a TF Agroeconômica, os compradores preferem aguardar a evolução da colheita, enquanto a valorização do Real frente ao dólar desestimula operações de exportação.

Nos locais onde há trigo colhido, os compradores oferecem cerca de R$ 1.000,00, enquanto os vendedores pedem entre R$ 1.050,00 e R$ 1.100,00. Para exportação, o trigo do tipo milling com 12% de proteína foi cotado a R$ 1.170,00 sobre rodas no Porto de Rio Grande, equivalente a R$ 1.000,00–R$ 1.020,00 no interior. O preço “da pedra” para produtores segue em queda lenta, com saca a R$ 59,00 em Santa Rosa e R$ 60,00 em Panambi.

Santa Catarina: safra nova ainda não impacta o mercado

Em Santa Catarina, a colheita da safra nova praticamente não começou, mantendo o mercado quase parado. De acordo com o relatório da Conab, o estado registrou 0% de colheita, contra 4% no ano passado e 9,2% na média dos últimos cinco anos.

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Alguns produtores já pedem R$ 1.250,00 FOB pelo trigo que será colhido, mas os moinhos ainda não fecharam negócios nesta faixa de preço. Enquanto isso, os valores pagos aos triticultores recuaram em várias regiões: R$ 63,00/saca em Canoinhas, R$ 61,00 em Chapecó, R$ 62,00 em Joaçaba, R$ 64,00 em Rio do Sul e R$ 66,00 em São Miguel do Oeste e Xanxerê.

Paraná equilibra mercado com trigo argentino

No Paraná, a recuperação do trigo argentino contribuiu para equilibrar o mercado interno. Para entrega em novembro e pagamento em dezembro, os preços indicados chegam a R$ 1.250,00 CIF nos Campos Gerais e em Curitiba. Para entrega imediata, o valor cai para R$ 1.200,00, com pagamento em 30 dias.

No Sudoeste do estado, o trigo é vendido por R$ 1.230,00 FOB, abastecendo moinhos em Santa Catarina. No Norte do Paraná, onde a colheita já foi concluída, o trigo de boa qualidade está disponível em cerealistas e cooperativas, mas os preços entre R$ 1.100,00 e R$ 1.120,00 dificultam novas negociações.

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Trigo importado sofre impacto da desvalorização do dólar

O mercado de trigo importado não apresentou alterações. O trigo paraguaio está cotado entre US$ 230 e US$ 245 por tonelada para outubro, enquanto o trigo argentino nacionalizado em Porto PR chega a US$ 269,00. A desvalorização do dólar no Brasil tornou os importados mais caros, afetando o mercado interno.

A média de preços pagos aos produtores caiu 0,95%, para R$ 64,32, frente ao custo de produção atualizado de R$ 74,63, ampliando o prejuízo do triticultor para -13,81%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de abobrinha no Paraná movimenta R$ 101 milhões e consolida Estado como 4º maior produtor do Brasil

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Abobrinha se destaca no agronegócio do Paraná com forte presença e geração de renda

O cultivo de abobrinha no Paraná segue como uma das atividades hortícolas mais relevantes do Estado, movimentando R$ 101,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024.

De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), a cultura está presente em 358 municípios, com produção total de 50,5 mil toneladas em uma área de 2,9 mil hectares.

Com esse desempenho, o Paraná se consolida como o 4º maior produtor nacional, respondendo por 9,3% da produção brasileira.

Região de Curitiba concentra mais da metade da produção estadual

A produção paranaense de abobrinha apresenta forte concentração regional. O Núcleo Regional de Curitiba responde por 56,2% do total produzido, equivalente a 28,4 mil toneladas.

Entre os principais municípios produtores, destacam-se:

  • Cerro Azul
  • São José dos Pinhais
  • Colombo

Em Cerro Azul, por exemplo, o cultivo ocupa cerca de 250 hectares, com produção de 4,8 mil toneladas e geração de R$ 9,5 milhões em VBP, reforçando a importância da cultura para a economia local.

Outros polos relevantes incluem:

  • Londrina (6,9% da produção estadual)
  • Maringá (6,2%)
Clima impacta oferta e eleva preços da abobrinha no mercado

O mercado da abobrinha tem sido impactado por fatores climáticos, especialmente pela estiagem recente, que reduziu a oferta e pressionou os preços.

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Segundo dados das Centrais de Abastecimento (Ceasa), a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA atingiu R$ 80,00, alta de 33,3% em relação às semanas anteriores, quando era comercializada a R$ 60,00.

De acordo com especialistas do Deral, a tendência de preços elevados pode se manter no curto prazo, caso não haja regularização das chuvas.

Produção contínua garante estabilidade ao longo do ano

Apesar das oscilações de mercado, a cultura da abobrinha apresenta produção contínua ao longo do ano, o que contribui para sua resiliência.

Historicamente, os picos de preços ocorrem entre o final de maio e o início de julho, período de inverno, quando há menor oferta.

A expectativa é que, com a normalização das condições climáticas e o avanço das lavouras, os preços recuem gradualmente ao longo do segundo semestre.

Soja mantém protagonismo nas exportações do Paraná

No segmento de grãos, a soja continua liderando a pauta exportadora do Estado.

No primeiro trimestre de 2026, o Paraná exportou:

  • 3,41 milhões de toneladas
  • US$ 1,47 bilhão em receita

O resultado representa crescimento de 2% no faturamento, apesar de uma leve queda de 4% no volume embarcado.

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A China segue como principal destino, absorvendo 58% das exportações.

Trigo volta-se ao mercado interno e reduz exportações

Diferentemente da soja, o trigo paranaense tem sido direcionado quase exclusivamente ao mercado interno.

Na safra 2025, o Estado produziu 2,87 milhões de toneladas, mas exportou apenas 4 toneladas, destinadas ao Equador.

A tendência deve se manter em 2026, impulsionada pela forte demanda da indústria nacional e pela redução da área cultivada.

Carne bovina acompanha valorização e amplia receita com exportações

O setor de carne bovina também registrou desempenho positivo. Em março, o Paraná exportou 3,6 mil toneladas, gerando US$ 20,3 milhões em receita.

O preço médio da carne apresentou valorização, passando de US$ 4,76/kg em 2025 para US$ 5,54/kg em 2026.

Assim como na soja, a China permanece como principal destino, respondendo por 38,5% das compras.

Diversificação produtiva reforça força do agro paranaense

Os dados reforçam a diversidade e a força do agronegócio do Paraná, que combina culturas hortícolas, grãos e proteínas animais em um sistema produtivo dinâmico.

A abobrinha, nesse contexto, se destaca como uma cultura resiliente, com geração consistente de renda, forte presença territorial e capacidade de adaptação às variações de mercado e clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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