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Finados impulsiona setor de flores com expectativa de alta nas vendas em 2025

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Mesmo com a redução gradual do hábito de levar flores aos cemitérios, o Dia de Finados ainda se mantém como uma das principais datas do calendário da floricultura nacional. De acordo com o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), a data responde por cerca de 3% do faturamento anual do setor e ocupa a sexta posição em volume de vendas ao longo do ano.

Para 2025, a expectativa é otimista: o Ibraflor projeta crescimento de 7% nas vendas em relação ao mesmo período de 2024, impulsionado tanto pela tradição da data quanto pela ampliação da variedade de produtos disponíveis no mercado.

Produtores do Ceaflor registram vendas antecipadas

No Ceaflor, maior centro atacadista de flores e plantas ornamentais do Brasil, produtores que investiram em espécies típicas de Finados — como crisântemos, kalanchoes e kalandivas — já comercializaram praticamente toda a produção antes mesmo da data.

Além das variedades tradicionais, a procura por flores envasadas vem crescendo, o que tem ampliado o portfólio de produtos oferecidos para a ocasião. A diversificação reflete o esforço dos produtores em adaptar-se às mudanças no perfil do consumidor e às novas demandas do mercado.

Clima e escassez de mão de obra impactam a produção

As condições climáticas e a falta de trabalhadores no campo têm sido grandes desafios para os produtores. Dirceu Hasimoto, da Mix Flores (Atibaia/SP), relata que reduziu em 20% a produção de kalanchoes e kalandivas em comparação com o ano anterior, devido ao aumento dos custos e à dificuldade em contratar mão de obra.

“O custo de produção subiu muito e não conseguimos repassar. Por isso, optamos por atender apenas clientes que garantiram a compra. Em Finados, vendemos cerca de cinco vezes mais do que em uma semana comum, mas não temos equipe suficiente para atender toda essa demanda”, explica o produtor.

Produtores apostam na expansão com expectativa de alta demanda

Apesar dos desafios, há produtores apostando na expansão. O engenheiro agrônomo Caio Shiroto, da Flora Shiroto, aumentou em 20% a produção de crisântemos no pote 15 e da variedade Bola Belga, de olho na alta demanda esperada.

“Percebemos um aumento nas encomendas e decidimos investir. Como Finados cai em um domingo este ano, há mais chances de as pessoas irem aos cemitérios prestar homenagens”, comenta Shiroto.

Tecnologia e planejamento garantem qualidade das flores

Shiroto também destaca que a produção de crisântemos exige atenção redobrada às variações climáticas. Mesmo com o plantio realizado em períodos semelhantes, algumas variedades florescem antes ou depois do previsto, exigindo controle técnico rigoroso.

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Para lidar com isso, ele tem investido em tecnologias de manejo climático, que ajudam a garantir o florescimento adequado e reduzem riscos de perdas. O produtor também chama atenção para os desafios logísticos e de planejamento.

“A falta de mão de obra sobrecarrega as atividades semanais, e as estufas ficam ociosas em parte do ano, o que eleva os custos. Hoje, o produtor precisa fazer contas e avaliar o que é mais viável para o seu modelo de negócio”, afirma.

Ceaflor destaca inovação e resiliência dos produtores

O presidente do Ceaflor, Antônio Carlos Rodrigues, elogia o esforço dos produtores em manter a oferta de produtos com qualidade e variedade, mesmo diante de um cenário desafiador.

“Além dos tradicionais crisântemos, outras flores envasadas passaram a integrar o portfólio da data, como antúrios e até algumas espécies de plantas verdes. Finados continua sendo uma data relevante para o setor e é trabalhada com dedicação por nossos produtores”, destaca Rodrigues.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de açúcar do Brasil ganha força em maio e line-up supera 1,8 milhão de toneladas

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Line-up de açúcar cresce nos portos brasileiros

O line-up de exportação de açúcar nos portos brasileiros voltou a avançar em maio, reforçando o forte ritmo dos embarques do setor sucroenergético em 2026.

Levantamento da agência marítima Williams Brasil aponta que 47 navios aguardavam carregamento de açúcar na semana encerrada em 13 de maio, acima das 43 embarcações registradas na semana anterior.

O volume total programado para exportação alcança 1,837 milhão de toneladas, contra 1,791 milhão de toneladas na semana passada, indicando continuidade da forte movimentação logística nos principais portos do país.

Porto de Santos concentra maior volume de açúcar

O Porto de Santos segue liderando os embarques brasileiros de açúcar, concentrando a maior parte da carga prevista para exportação.

Confira os volumes programados por porto:

  • Porto de Santos: 1.465.638 toneladas
  • Porto de Paranaguá: 270.589 toneladas
  • Porto de São Sebastião: 56 mil toneladas
  • Porto de Maceió: 9,8 mil toneladas
  • Porto do Recife: 21.943 toneladas
  • Porto de Suape: 14 mil toneladas
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O line-up considera navios já atracados, embarcações em espera e aquelas com previsão de chegada até 8 de junho.

Açúcar VHP domina exportações brasileiras

A maior parte da carga programada corresponde ao açúcar VHP, principal produto exportado pelo Brasil no segmento.

Do total previsto:

  • 1.775.970 toneladas são de açúcar VHP;
  • 56 mil toneladas equivalem a VHP ensacado;
  • 6 mil toneladas correspondem ao açúcar refinado A45.

O cenário confirma a forte presença brasileira no mercado global de açúcar bruto, especialmente voltado às refinarias internacionais.

Exportações avançam em volume, mas preços recuam

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de açúcar e melaços seguem em ritmo acelerado em maio.

A receita diária média obtida com os embarques alcança US$ 48,092 milhões nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O volume médio diário exportado chega a 136,651 mil toneladas.

Na parcial de maio, o Brasil embarcou 683.255 toneladas de açúcar, gerando receita de US$ 240,461 milhões.

O preço médio da commodity ficou em US$ 351,90 por tonelada.

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Volume sobe mais de 28%, mas preço médio cai

Na comparação anual, o setor registra crescimento expressivo no volume exportado.

O embarque médio diário avançou 28,4% frente às 106,386 mil toneladas registradas em maio de 2025.

Já a receita diária apresenta alta moderada de 1,1% na comparação anual.

Por outro lado, o preço médio do açúcar exportado caiu 21,3% em relação aos US$ 447,10 por tonelada observados no mesmo período do ano passado.

O movimento reflete a maior oferta global da commodity, além da pressão exercida pelas oscilações internacionais do mercado de açúcar.

Mercado acompanha clima, produção e demanda global

O setor sucroenergético segue atento às condições climáticas no Centro-Sul do Brasil, ao ritmo da moagem e à demanda internacional, especialmente de grandes importadores asiáticos e do Oriente Médio.

Além disso, o comportamento do câmbio continua influenciando diretamente a competitividade do açúcar brasileiro no mercado externo, impactando preços e margens de exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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