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Consórcio de máquinas agrícolas cresce 47% e ganha espaço entre produtores rurais

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O consórcio de máquinas agrícolas vem se destacando como uma das principais alternativas de investimento no campo em 2025. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o setor registrou alta de 47% nos créditos concedidos entre janeiro e setembro deste ano, alcançando R$ 9,13 bilhões, o melhor resultado da série histórica.

Produtores buscam alternativas ao crédito bancário

Com os juros elevados e o crédito rural mais restrito, produtores rurais têm recorrido cada vez mais ao consórcio como forma de autofinanciamento para aquisição de tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas. O modelo oferece prazos longos e ausência de juros, fatores que tornam a modalidade mais acessível em comparação ao financiamento tradicional.

Mesmo com a queda de 16,8% nas novas adesões, o volume total de negócios avançou 15,2%, chegando a R$ 19,7 bilhões. O resultado foi impulsionado pelo aumento expressivo de 46,9% no tíquete médio, que atingiu R$ 257,19 mil.

Segundo Fernando Lamounier, sócio da Multimarcas Consórcios, o desempenho reflete uma mudança de comportamento entre os produtores:

“O consórcio se ajusta perfeitamente às necessidades do agronegócio. Com os juros altos, ele se torna uma solução econômica e viável, garantindo credibilidade e previsibilidade para o planejamento financeiro no campo.”

Número de consorciados e contemplações também aumenta

O estudo da ABAC mostra que o número de cotas contempladas subiu 7,5%, totalizando 36,4 mil entre janeiro e setembro. Já o número de participantes ativos cresceu 9,3%, alcançando 465,8 mil produtores e empresas.

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Expansão alcança caminhões e outros veículos pesados

O movimento de alta não se restringe às máquinas agrícolas. O consórcio também ganhou força em outros segmentos de veículos pesados, como caminhões, embarcações e aeronaves.

No caso dos caminhões, os créditos concedidos chegaram a R$ 7,34 bilhões, o que representa alta de 47,1%. Foram 29,3 mil cotas contempladas, o equivalente a um em cada quatro caminhões vendidos no país, segundo dados da Fenabrave.

Tendência de consolidação no campo

O cenário reforça a consolidação do consórcio como uma ferramenta estratégica para o agronegócio, especialmente em momentos de restrição de crédito. Para muitos produtores, o modelo deixou de ser apenas uma alternativa e se tornou parte do planejamento financeiro de longo prazo para renovação e ampliação da frota de máquinas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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