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Avanços e desafios na rede de educação estadual são destaques no GovCast
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Em entrevista concedida ao GovCast, podcast do governo do Acre, nesta terça-feira, 11, o secretário de Estado de Educação, Aberson Carvalho, apresentou um balanço dos avanços e dos desafios da educação pública. Na conversa conduzida pelo jornalista Jefson Dourado, o gestor destacou a regionalização dos serviços, a ampliação da rede de assistência aos estudantes e a busca por um novo padrão de infraestrutura no contexto amazônico.
Sobre as ações para garantir o acesso à educação no Acre, Carvalho destacou: “O desafio de fazer educação já é algo que nos traz uma mobilização, uma infraestrutura em algo que é gigante, mas, quando falamos de Amazônia, é algo multiplicado em várias dimensões”.
Aberson destacou a regionalização dos serviços, a ampliação da rede de assistência aos estudantes e a busca por um novo padrão de infraestrutura no contexto amazônico. Foto: Dharcúles Pinheiro/SecomCom relação às dificuldades logísticas do transporte de materiais para construção e reforma, o gestor explicou que muitas vezes esse fator depende da sazonalidade dos rios. “Em alguns locais, o tempo de viagem pode ser de até oito dias para chegar e mais cinco para voltar. Essa realidade impõe a necessidade de quatro calendários escolares distintos no Acre: o dos rios, o da floresta, o urbano e o do campo. Temos escolas que só funcionam no inverno e outras que só funcionam no verão, porque tudo depende desses meios de transportes”, explicou.
Para enfrentar a baixa durabilidade das construções de madeira, o governo do Acre está implementando um novo padrão arquitetônico para escolas rurais e indígenas: “Os engenheiros e arquitetos da secretaria começaram a desenvolver um projeto em que vamos ter uma escola mista, mantendo a tradição da madeira, mas com a base de alvenaria, piso de cerâmica e tijolos aparentes”.
A meta é que as novas construções tenham uma durabilidade média de sete a oito anos, significativamente maior que as de madeira, que exigem manutenção a cada dois ou três anos. O projeto também prioriza o respeito às populações tradicionais e sua cultura de viver na floresta. “Atualmente, 60 obras escolares voltadas para o campo e comunidades indígenas estão em execução. Na rede estadual, mais de 55% das escolas já foram entregues totalmente recuperadas, reformadas ou construídas”, disse.
O secretário citou como exemplo a construção, realizada em parceria com o Município de Mâncio Lima, de uma escola de alvenaria na Terra Indígena do Moa, no valor de R$ 1,2 milhão, equipada com placa fotovoltaica e tratamento de água e esgoto adaptado, que será entregue em breve pelo governador.
Avanços
Em áreas de difícil acesso, como os municípios de Santa Rosa do Purus e Jordão, a SEE já conectou 100% das escolas, e a meta de governo é alcançar 100% das escolas e anexos até março de 2026. “Com a conexão, será possível levar o ensino médio e os anos finais [6º ao 9º ano] a comunidades distantes, com transmissão de aulas síncronas de disciplinas como Física e Química e interação em tempo real dos alunos com professores especializados por meio de TV, áudio e vídeo, superando a carência de formação específica em comunidades isoladas”, relatou.
Secretário destaca o indicador de qualidade na educação estadual e o alto índice de participação no Saeb, em que o o Acre tem 97% de adesão. Foto: Dharcúles Pinheiro/SecomOutro indicador de qualidade na educação estadual é o alto índice de participação no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), em que o o Acre tem 97% de adesão.
Sobre a convocação do concurso efetivo da Educação Aberson disse que, em breve, o governo deve anunciar as convocações: “A expectativa é que todos os aprovados estejam contratados até fevereiro de 2026. O compromisso é com o servidor público e com a qualidade do ensino, garantindo que o novo efetivo substitua contratos temporários e diretos, promovendo estabilidade na rede”.
Programas
O secretário destacou o sucesso do Pré-Enem Legal, programa que já atendeu mais de 50 mil estudantes desde 2022. Os resultados, segundo ele, já são visíveis: “Hoje temos alunos formados em Direito, Medicina e Enfermagem em diversas instituições superiores em todo o Brasil” .
O secretário reforçou que o programa social de alimentação escolar do governo continua em 2026. O Prato Extra garante uma refeição completa e nutritiva, atingindo a marca de 90% de universalização. “O serviço é mantido até mesmo nas férias, uma vez que muitas, dessas crianças só têm a escola para garantir a sua alimentação”, frisou.
Outro projeto inovador desenvolvido pelo governo do Estado é o Cartão do Estudante, que visa simplificar a complexa logística de distribuição de material escolar e fardamento. “Os alunos de áreas urbanas e periurbanas terão um cartão em que o Estado depositará o valor para a aquisição em lojas credenciadas no município. Isso garante o aquecimento econômico, gerando mais renda e emprego local”, detalhou o gestor.
No encerramento da entrevista, Aberson Carvalho agradeceu o trabalho e dedicação dos profissionais da Educação, efetivos, temporários e terceirizados: “O sucesso que a educação pública do Acre tem, reconhecida em pesquisa na sua qualidade, com alunos satisfeitos com a qualidade do ensino, esse sucesso é de todos os nossos profissionais”.
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Governo capacita Moradores da APA Lago do Amapá para atuar como condutores de turismo
A Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o governo do Acre, iniciou, nesta quinta-feira, 18, o Curso de Formação de Condutores de Turismo na Área de Proteção Ambiental (APA) Lago do Amapá. A capacitação segue até sexta-feira 19 e conta com a participação de 16 moradores da comunidade local.
Turismo sustentável com participação comunitária – Foto: Uêslei AraújoA iniciativa tem como objetivo preparar moradores para atuar na condução de visitantes, valorizando as belezas naturais da região e fortalecendo o turismo de base comunitária. Para contribuir com a formação, a Sete viabilizou a contratação do guia de turismo Mack Willison Araújo, que atua como instrutor do curso.
A abertura da capacitação contou com a presença da presidente da Associação de Moradores e Produtores Rurais da Estrada do Amapá (AMPREA), Alieth Maria Gabriel Gadelha; do diretor de Turismo, Jackson Viana; e do gestor da área de Proteção Ambiental (APA) Lago do Amapá, Samyr Vieira de Farias, representante da Secretaria de Estado do Meio Ambiente.
Segundo o diretor de Turismo, Jackson Viana, a formação representa uma oportunidade de desenvolvimento para os moradores da região.
“A Secretaria trabalha em parceria com as comunidades tradicionais, urbanas e indígenas, ouvindo as demandas locais e avaliando o potencial de cada região. A equipe técnica analisa a viabilidade turística e identifica possibilidades de valorizar os espaços e fortalecer os empreendimentos locais”, afirmou.
Turismo sustentável com participação comunitária – Foto: Uêslei AraújoTurismo sustentável com participação comunitária
O gestor da APA Lago do Amapá, Samyr Vieira de Farias, destacou que a formação busca ampliar a participação da comunidade nas atividades turísticas desenvolvidas na unidade de conservação.
“O objetivo de formar condutores é que, quando o governo olhar para o Lago do Amapá, reconheça o potencial da comunidade para participar do desenvolvimento do turismo na região. Hoje, existem atividades operadas por empresas e iniciativas privadas, mas queremos que a comunidade também esteja presente nessse processo e seja protagonista dessa atividade econômica”, explicou.
Turismo sustentável e participação comunitária – Foto: Uêslei AraújoSegundo ele, a APA Lago do Amapá já possui o turismo sustentável previsto em seu plano de manejo, e a capacitação busca aproximar os moradores desse processo.
“A gente acredita que vai haver uma mudança no entendimento do turismo, na valorização das áreas, dos atrativos turísticos e no descobrimento de novos atrativos. Isso pode impactar na geração de renda para as pessoas, para o município e para o Estado”, destacou.
A formação também busca estimular novas oportunidades econômicas alinhadas à conservação ambiental, transformando o conhecimento dos moradores e o território em possibilidades de atuação no ecoturismo.
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Foto: Dharcúles Pinheiro/Secom
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Turismo sustentável e participação comunitária – Foto: Uêslei Araújo
Turismo sustentável e participação comunitária – Foto: Uêslei Araújo
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Turismo sustentável e participação comunitária – Foto: Uêslei Araújo
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