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Governo reforça ensino rural e indígena com entrega de escola revitalizada e mais de R$ 30 milhões em obras em todo o estado 

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Com investimentos de mais de R$ 30 milhões em educação, o governo do Acre enfrenta os desafios da Amazônia e aproxima-se das comunidades. Nesta terça-feira, 25, o governador Gladson Camelí entregou a obra de revitalização da Escola Estadual Rural Monte Alegre, na Transacreana, em Rio Branco, reforçando o compromisso com crianças e jovens que moram em áreas de difícil acesso.

Governador conversou com os alunos e falou sobre sonhos e investimentos na educação. Foto: Diego Gurgel/Secom

Transformar vidas por meio da educação é a missão da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), que tem atendido à orientação do governador ao priorizar a redução das desigualdades e a aproximação do governo com a população.

Na escola Monte Alegre foram investidos R$ 343.568,41. A escola, estruturada em sala única, passou por uma revitalização completa que garante conforto e segurança. O trabalho contemplou reforço estrutural, manutenção elétrica e hidráulica, adequação da cozinha às normas da Vigilância Sanitária, instalação de rampas acessíveis e extintores, além da pintura geral com a nova identidade visual institucional.

Escola foi revitalizada para melhor atender à comunidade, já que também funciona como ponto de referência. Foto: Diego Gurgel/Secom

Na solenidade de entrega da escola revitalizada, a SEE destacou que os investimentos em educação têm alcançado até as regiões mais isoladas do Acre. Ao todo, foram aplicados R$ 30.642.572,84, dos quais R$ 18.038.500,66 em escolas rurais e R$ 12.604.072,18 em unidades indígenas.

Escolas do Campo (rurais):

  • Passando por intervenção: 76 unidades.
  • Concluídas: 48 unidades.
  • Em execução: 26 unidades.

    Mais de 65% das escolas do estado são na zona rural ou ribeirinhas. Foto: Diego Gurgel/Secom

As escolas rurais estão distribuídas nos municípios de Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Feijó, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Acrelândia, Assis Brasil, Brasileia, Bujari, Sena Madureira, Jordão, Xapuri, Senador Guiomard, Capixaba, Tarauacá, Plácido de Castro, Porto Acre, Porto Walter e Rodrigues Alves.

Escolas Indígenas:

  • Passaram por intervenção: 50 unidades.
  • Concluídas: 24 unidades.
  • Em execução: 26 unidades.
Alunos aprovaram novo espaço e contaram que a biblioteca foi o local preferido. Foto: Diego Grugel/Secom

As escolas indígenas distribuídas nos municípios de Assis Brasil, Feijó, Marechal Thaumaturgo, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira, Rodrigues Alves, Porto Walter e Tarauacá.

A revitalização beneficia não apenas os alunos, mas também as famílias da Transacreana, estudantes da zona rural de diferentes municípios e povos indígenas atendidos pelas 50 unidades (Ashaninka, Huni Kuin, Shanenawa, Kulina, Jaminawa, Kampa, entre outros). Em comunidades distantes, a escola assume papel central, servindo como espaço para educação, saúde, cidadania e organização social.

Professor anda duas horas de cavalo para chegar até a escola. Foto: Diego Gurgel/Secom

Transformação social

Os investimentos são de fonte de recursos próprios do Estado e também do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O governador destacou que tem sido tomado por alegria ao entregar obras importantes para a população. Ele ressaltou que não é possível pensar em desenvolvimento econômico e social inclusivo sem ter a educação como base.

“São os nossos estudantes que escreverão no futuro as novas páginas da história acreana. O acesso à educação para todos significa ainda um passo importante para diminuirmos as diferenças sociais do nosso estado. Uma formação escolar adequada é que vai gerar oportunidades para essa nova geração de acreanos e acreanas”, destacou.

Camelí pontuou que a educação de maneira igualitária para todos tem sido uma de suas prioridades na gestão, destacando o número de escolas que são alcançadas pelo Estado.

“Isso me dá uma satisfação enorme, porque sempre que vou visitar uma aldeia, a primeira coisa que me pedem são escolas adequadas para que seus filhos e filhas possam estudar com dignidade”,acrescentou.

O governador ainda registrou agradecimento às associações e entidades sociais comunitárias rurais e indígenas, que, segundo ele, ajudam a orientar os gestores públicos sobre as necessidades da população.

Governador acredita na educação como transformação social. Foto: Diego Gurgel/Secom

A força de quem quer ensinar

A revitalização da escola rural trouxe alívio e esperança para a comunidade. A professora Rosália Corrêa contou que, no início, a notícia foi recebida com surpresa, mas logo se tornou motivo de alegria. Segundo ela, o novo espaço garante um ambiente mais acolhedor para os alunos e melhora a qualidade do ensino.

“Antes, não havia estrutura adequada para as crianças”, disse, ressaltando que agora sente prazer em trabalhar e percebe que os estudantes também se sentem motivados a aprender.

Escola é um ponto de referência na comunidade. Foto: Diego Gurgel/Secom

Rosália explicou que o cotidiano é intenso. Os alunos chegam muito cedo, por volta das cinco da manhã, e ela precisa estar presente para recebê-los. Como gestora e professora, lida com cinco séries diferentes ao mesmo tempo, o que considera um desafio, mas também uma missão prazerosa. “É difícil, mas gratificante”, afirmou, lembrando que hoje a escola conta até com merendeira, algo que não existia quando começou a lecionar há 17 anos.

Além das dificuldades de ensino, há também os obstáculos de acesso. Ela relatou que, em períodos de chuva, precisa sair de casa às cinco da manhã e percorrer duas horas de viagem a cavalo até chegar à escola. Em dias mais secos, utiliza uma motocicleta, reduzindo o trajeto para cerca de 20 minutos. “Quando o mês de março chega, com as chuvas, eu venho a cavalo”, contou.

Para ela, o esforço vale a pena. “As crianças ficaram tão surpresas quanto eu com a nova escola. Hoje temos um ambiente que dá prazer de ensinar e de aprender”, disse, emocionada.

São mais de R$ 30 milhões investidos na reestruturação das escolas rurais e indígenas. Foto: Diego Gurgel/Secom

Comunidade comemora

A servidora escolar Jéssica Silva de Moura também destacou o impacto da revitalização na comunidade. Além de trabalhar na unidade, ela é mãe de uma aluna. “Vim agradecer e falar da melhoria que tivemos. Foi muito bom para todos nós. Sou mãe da estudante Ketlin e, antes, a situação era difícil: nossa professora precisava até atuar como segurança”, relatou.

Segundo Jéssica, a nova estrutura trouxe mais tranquilidade e valorização para a comunidade escolar, garantindo melhores condições de ensino e convivência.

Moradora da comunidade da Transacreana, Maria Raimunda Sousa da Silva destacou a importância da revitalização da escola para as famílias locais. Ela contou que, embora não tenha filhos matriculados, duas de suas netas estudam na unidade. “Eu achei uma maravilha essa escola ter saído para essas crianças, porque estava para cair. Era um perigo, podia acontecer um acidente a qualquer momento. Agora está segura e bonita”, afirmou.

Maria Raimunda lembrou que o acesso também era difícil, já que o ramal estava em condições precárias, mas ressaltou que a melhoria da estrada e a nova estrutura escolar representam avanços significativos. “Melhorou 100%. Nós nunca esperávamos ter uma escola dessa para nossas crianças”, disse emocionada.

Aurora Pinho, de 9 anos, ama ler e adora a biblioteca. Foto: Diego Gurgel/Secom

Aurora Pinho, de 9 anos, apaixonada por leitura, ficou encantada com o novo espaço da biblioteca. “Eu amo ler histórias e sou fã da Rapunzel. Amei tudo, mas a biblioteca ficou mais linda e divertida”, contou

Desafios da Educação

O secretário de Educação, Aberson Carvalho, ressaltou que a estrutura das escolas estaduais é uma responsabilidade assumida pelo governo. Segundo ele, cerca de 65% das unidades estão localizadas no campo, na floresta, em áreas ribeirinhas ou são indígenas.

“Ou seja, nós estamos falando aí mais de 400 escolas e 395 anexos. O que é que são anexos? Isso aqui é uma escola, mas existe sala de aula ao longo dessa estrada, que é uma pequena sala de aula onde você descentraliza pra ficar anexo de uma escola central. São 394. Essa magnitude, essa diversidade, colocando a escola na floresta, colocando a escola na comunidade, valorizando a população local, que ele fique na sua área, não vá pra cidade que os erros de 80, de 90, nós sabemos o efeito social que sofremos hoje, o governo descentraliza o seu processo de educação. Hoje, são 70 escolas indígenas, destas 70, nós já entregamos mais de 40 escolas para a população. Das escolas do campo, nós também já entregamos 48 e essa é uma demonstração de uma escola”, disse. 

Ele explicou ainda que o estado trabalha com três modelos de escolas: em alvenaria, mistas (madeira e alvenaria) e compactas, estas últimas com duas ou três salas de aula, como a unidade entregue na comunidade da Transacreana.

Fonte: Governo AC

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Governo do Acre promove palestras e cursos de capacitação em Tarauacá

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O governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) e da Prefeitura de Tarauacá, deu início nesta terça-feira, 23, a uma série de ações voltadas ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher, à promoção da saúde emocional e ao fomento ao empreendedorismo feminino, no município de Tarauacá. 

Equipe da Semulher percorreu escolas da rede pública de Tarauacá no primeiro dia de atividades da programação semanal. Foto: Danniely Silva/Semulher

No primeiro dia de ação, a equipe técnica da Semulher realizou as palestras ‘O silêncio mata, peça ajuda!’ e ‘Papo de Homem’, abordando temas relacionados à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. As atividades promoveram reflexões sobre a importância da denúncia, os impactos do silêncio diante de situações de violência e a construção de relações baseadas no respeito e na igualdade, alcançando cerca de 270 estudantes da rede pública de ensino nas escolas Djalma da Cunha Batista, Plácido de Castro e José Augusto de Araújo, que também atende alunos do Programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA). 

Ao final das atividades, a equipe da Semulher realizou a entrega de kits pedagógicos com materiais para orientar as equipes no trabalho contínuo com os temas abordados nas palestras. Entre os materiais distribuídos está a cartilha “Proteger, escutar e acolher: prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes”, além de outros recursos didáticos sobre violência doméstica e familiar. A iniciativa busca garantir que o debate iniciado pelas palestras tenha continuidade dentro de cada instituição de ensino.

Kits pedagógicos com cartilhas foram entregues às escolas para dar continuidade ao trabalho com os temas abordados nas palestras. Foto: Danniely Silva/Semulher

Para o estudante Erivelton da Costa,16 anos, a atividade proporcionou uma nova perspectiva sobre o papel dos homens nas relações e na construção de uma sociedade mais respeitosa. “Eu achei uma palestra bem interessante e não deve ser passada apenas em nossa escola, mas em outras escolas de Tarauacá também. É uma experiência, porque a gente pode adquirir conhecimento de não agir com violência e sim de forma certa como homem”, afirmou. 

Erivelton da Costa e Elizandra Fontenele participaram das palestras da Semulher em Tarauacá. Foto: Danniely Silva/Semulher

Já a estudante Elizandra Fontenele, 17, contou que as palestras foram importantes para ampliar seu entendimento sobre situações de violência e a ajudaram a reconhecer experiências que já haviam ocorrido em seu ambiente familiar, mas que ela ainda não conseguia compreender com clareza.

“A maioria das coisas eu não sabia identificar ainda, então foi uma experiência boa para mim, porque eu consegui identificar e entender coisas que já aconteceram na minha família que eu não sabia, mas agora a palestra me ajudou a perceber”, relatou.

Além das palestras nas escolas, a programação do primeiro dia também marcou o início do Curso de Customização de Panos de Prato e Sandálias, realizado na Escola Estadual de Ensino Médio João Ribeiro. A capacitação é oferecida gratuitamente pela Semulher e tem como objetivo estimular a geração de renda, o empreendedorismo e a autonomia econômica das mulheres do município.

Curso de Customização de Panos de Prato e Sandálias teve início na Escola João Ribeiro. Foto: Danniely Silva/Semulher

As ações da Semulher em Tarauacá seguem ao longo da semana com uma programação diversificada, voltada ao acolhimento e atendimento de mulheres em situação de vulnerabilidade, à conscientização para a prevenção da violência e à promoção da autonomia financeira, por meio de iniciativas de qualificação e incentivo ao empreendedorismo feminino. A programação integra as políticas públicas do governo do Acre voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, à ampliação do acesso à informação e à garantia de direitos para as mulheres acreanas.

Fonte: Governo AC

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