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Governo libera R$ 30 milhões para apoiar cooperativas de mel e castanhas afetadas por tarifas de exportação

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O Governo Federal anunciou uma medida emergencial que destina até R$ 30 milhões para apoiar cooperativas da agricultura familiar impactadas pelas tarifas adicionais impostas às exportações brasileiras de mel e castanhas. O recurso será disponibilizado por meio da modalidade Apoio à Formação de Estoques (AFE) do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), sob a coordenação do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e execução da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Apoio emergencial fortalece exportadores afetados

O investimento visa dar suporte a cooperativas exportadoras que enfrentam dificuldades para escoar sua produção, especialmente para o mercado dos Estados Unidos, em razão das novas tarifas. Como muitas dessas organizações não conseguem redirecionar seus produtos ao mercado interno ou a outros destinos internacionais, o governo decidiu criar uma linha emergencial de apoio financeiro.

Com o benefício, as cooperativas poderão formar estoques próprios de mel e castanhas — incluindo castanha-do-brasil, castanha-de-caju e castanha-de-baru — armazenando os produtos por até seis meses. Após esse período, os valores deverão ser devolvidos sem cobrança de juros ou correção monetária, oferecendo às entidades tempo para reorganizar suas estratégias comerciais e garantir melhor remuneração pelos produtos.

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Linhas de crédito e limites de financiamento

Cada projeto poderá solicitar até R$ 1,5 milhão em recursos, conforme as normas do AFE. Já para as organizações que estão ingressando pela primeira vez na modalidade, o limite máximo será de R$ 500 mil.

O objetivo é garantir que cooperativas de diferentes portes tenham acesso ao crédito, evitando perdas de produção e fortalecendo a sustentabilidade econômica da agricultura familiar exportadora.

Como participar do programa

As organizações interessadas deverão apresentar suas propostas dentro do prazo estipulado no comunicado oficial da Conab, que define as regras, prazos e documentação exigida para a contratação das operações.

O documento completo está disponível no Portal da Conab, na seção de execução do PAA, onde também podem ser consultadas orientações adicionais às cooperativas de mel e castanhas afetadas pelas medidas tarifárias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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