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Eficiência reprodutiva começa antes da inseminação e impulsiona produtividade na pecuária de corte

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Estação de monta planejada é base do sucesso reprodutivo

Na pecuária de corte, o manejo reprodutivo eficiente é determinante para o desempenho econômico das fazendas. A adoção de uma estação de monta bem definida — com partos e inseminações concentrados em um período estratégico — permite maior controle sobre o rebanho, melhor aproveitamento dos recursos e lotes de bezerros mais uniformes e valorizados.

Segundo o médico-veterinário e gerente de Produtos & Trade da Biogénesis Bagó, João Paulo Lollato, o principal benefício dessa organização é a concentração dos nascimentos em uma janela curta de tempo, geralmente coincidente com a época de maior disponibilidade de pastagens.

“Esse manejo resulta em bezerros padronizados em idade e peso, maior valorização na comercialização e controle zootécnico mais eficiente, permitindo identificar e descartar vacas de baixo desempenho”, explica Lollato.

Tripé da eficiência reprodutiva: nutrição, sanidade e biotecnologia

O sucesso da estação de monta depende de um trabalho que começa antes da inseminação. Lollato destaca que três fatores são fundamentais: condição corporal das fêmeas, manejo nutricional e controle sanitário.

Vacas com escore corporal baixo ou sem ganho de peso têm menor chance de ciclar e emprenhar. Por isso, o equilíbrio nutricional e o balanço energético positivo devem ser garantidos antes e durante o período reprodutivo.

A sanidade reprodutiva é outro pilar. Doenças como rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR), diarreia viral bovina (BVD) e leptospirose comprometem a fertilidade, provocando perdas embrionárias e abortos. “Vacinação e manejo sanitário adequados são medidas indispensáveis para reduzir falhas gestacionais e proteger o rebanho”, complementa.

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Além disso, a suplementação mineral e vitamínica exerce papel decisivo na fertilidade.

“Minerais como cobre, zinco, selênio e manganês são cofatores essenciais na produção hormonal e no desenvolvimento embrionário. A deficiência desses nutrientes é uma das principais causas de anestro e baixa taxa de prenhez em rebanhos a pasto”, ressalta o veterinário.

IATF acelera o avanço genético e aumenta a produtividade

A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) consolidou-se como uma das ferramentas mais eficazes para elevar a eficiência reprodutiva e o ganho genético na pecuária. O método permite inseminar grandes lotes de fêmeas em um único dia, concentrando as prenhezes no início da estação e gerando bezerros mais pesados e valorizados ao desmame.

“A IATF acelera a disseminação de genética superior e facilita a seleção de fêmeas mais férteis, que emprenham cedo. Com o tempo, isso se traduz em maior mérito genético e produtividade do rebanho”, explica Lollato.

O especialista também ressalta a importância da atuação técnica do médico-veterinário.

“O veterinário é o gestor reprodutivo da fazenda: planeja protocolos, acompanha indicadores e ajusta estratégias conforme o comportamento do rebanho”, completa.

Soluções integradas fortalecem o desempenho reprodutivo

Para alcançar resultados consistentes, é necessário integrar boas práticas de manejo, tecnologia e sanidade. A Biogénesis Bagó oferece um portfólio completo de produtos voltados à eficiência reprodutiva e à saúde das matrizes, apoiando o pecuarista em todas as etapas da produção.

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Entre as soluções estão os protocolos hormonais Progestar, Bioestrogen, Croniben, Croni-CIP, Ecegon e Gonaxal, indicados para diferentes categorias e condições fisiológicas. O portfólio também inclui as vacinas reprodutivas Bioabortogen H e Bioleptogen, que reduzem perdas embrionárias e abortos, e o Adaptador Full, suplemento injetável que otimiza a fertilidade e melhora as taxas de prenhez.

Lollato destaca ainda a importância do controle de parasitas durante a IATF:

“Pesquisas indicam que o uso de antiparasitários no início dos protocolos pode aumentar as taxas de prenhez em até 10%. Isso reforça que reprodução e sanidade devem caminhar lado a lado.”

Planejamento e tecnologia: pilares da sustentabilidade na cria

O especialista conclui que a eficiência reprodutiva é resultado de planejamento, manejo técnico e uso de biotecnologia. Cada etapa — da inseminação ao desmame — é decisiva para garantir a sustentabilidade e a rentabilidade do sistema de cria.

“Quando o produtor entende a reprodução como parte essencial do ciclo produtivo, conquista bezerros mais pesados, saudáveis e uma pecuária de corte mais competitiva e sustentável”, finaliza Lollato.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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