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Crise na cebola em 2025 é impulsionada por clima favorável e alta produtividade, aponta Cepea

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O mercado de cebola atravessa uma forte crise desde meados de agosto de 2024, com preços abaixo do custo de produção, provocando descapitalização de produtores e aumento de dívidas. Segundo análise do Cepea, o aumento da área cultivada em quase todas as regiões produtoras no ano passado, aliado à alta produtividade devido ao clima favorável, contribuiu para a queda acentuada dos preços ainda no segundo semestre de 2024.

Mesmo em 2025, com redução parcial das áreas cultivadas, a produtividade elevada manteve a oferta alta, intensificando a pressão sobre os valores de mercado. Além disso, atrasos nas colheitas e sobreposição de calendários regionais agravaram a situação.

Safras regionais mostram recuperação, mas preços seguem baixos

No Sul do país, a safra 24/25 apresentou recuperação significativa em relação à temporada anterior. Em Ituporanga (SC), por exemplo, a produção cresceu quase 45% em comparação com 23/24.

No Nordeste, o primeiro semestre de 2025 também registrou aumento de produtividade, limitado apenas pela escassez hídrica em Irecê (BA), que restringiu parte da oferta. No Cerrado e em São Paulo, os rendimentos no segundo semestre foram quase 10% superiores aos de 2024.

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Apesar de algumas melhoras pontuais nos preços, elas têm sido insuficientes para compensar os prejuízos acumulados pelos produtores, sendo consideradas episódios isolados ou “voos de galinha” pelo setor.

Atenção se volta à colheita do Sul

Atualmente, o foco do mercado está no avanço das colheitas no Sul, onde a produção pode atingir níveis recordes, mantendo a pressão sobre os preços. Especialistas alertam que, mesmo com ajustes de área e planejamento, o excesso de oferta e os efeitos do clima favorável continuam determinando o cenário de preços baixos para 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja superam 72,7 milhões de toneladas em 2026 e mantêm ritmo forte, aponta ANEC

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As exportações brasileiras de grãos seguem aquecidas em 2026. Levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) indica que o Brasil já embarcou 72,79 milhões de toneladas de soja entre janeiro e junho, consolidando um desempenho robusto no comércio internacional e reforçando a liderança do país como maior fornecedor global da oleaginosa.

As estimativas da entidade, baseadas na programação dos navios, mostram ainda que os embarques de farelo de soja atingem 12,85 milhões de toneladas no acumulado do ano, enquanto as exportações de milho chegam a 6,25 milhões de toneladas.

Junho mantém ritmo elevado nas exportações

Somente em junho, a previsão da ANEC aponta embarques de aproximadamente 14,05 milhões de toneladas de soja, além de 2,44 milhões de toneladas de farelo, 497,6 mil toneladas de milho e 103 mil toneladas de trigo. O volume confirma a continuidade do intenso fluxo logístico observado nos principais corredores de exportação do país.

Na semana analisada pela entidade, os maiores volumes embarcados concentraram-se nos portos de Santos, Paranaguá, São Luís/Itaqui, Barcarena, Rio Grande, São Francisco do Sul, Aratu/Cotegipe e Itacoatiara, que seguem desempenhando papel estratégico no escoamento da produção agrícola brasileira.

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Soja apresenta crescimento frente a 2025

Na comparação com igual período do ano passado, os embarques de soja continuam em trajetória positiva. O crescimento ocorre principalmente entre abril e junho, refletindo uma combinação de safra volumosa, elevada competitividade do produto brasileiro e demanda internacional consistente.

O farelo de soja também registra avanço em relação ao mesmo intervalo de 2025, impulsionado pelo aumento da industrialização da oleaginosa e pela demanda de mercados consumidores voltados à produção de proteína animal.

Já o milho mantém ritmo mais moderado neste primeiro semestre, comportamento considerado sazonal em razão da concentração das exportações após o avanço da colheita da segunda safra.

China amplia liderança entre compradores da soja brasileira

A China permanece como o principal destino da soja exportada pelo Brasil. Entre janeiro e maio, o país asiático respondeu por 70% das compras do grão brasileiro, mantendo ampla vantagem sobre os demais mercados.

Na sequência aparecem Espanha (5%), Turquia (4%), Tailândia (3%), Paquistão (2%), Holanda (2%), Irã (2%), México (2%), Argélia (2%) e Bangladesh (1%). Os demais países representam conjuntamente 7% das exportações.

Mercados do milho são mais diversificados

Nas exportações de milho, o Egito lidera entre os compradores, com participação de 27%, seguido por Vietnã (22%), Irã (18%), Argélia (9%), Malásia (5%), Marrocos (3%), Arábia Saudita (3%), China (3%) e Iêmen (2%). Esse perfil demonstra uma carteira de clientes mais diversificada em comparação com a soja.

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Farelo de soja atende principalmente países asiáticos

Os embarques de farelo apresentam distribuição equilibrada entre diferentes mercados. A Indonésia lidera as importações com 18%, seguida por Tailândia (12%), Irã e Holanda (9% cada), Polônia e Espanha (7%), além de Bangladesh, Coreia do Sul e França, com participações relevantes.

Perspectiva segue positiva

Os números da ANEC indicam que o Brasil mantém forte competitividade no mercado internacional de grãos em 2026. A combinação entre elevada produção, eficiência logística e demanda externa aquecida sustenta o desempenho das exportações, especialmente da soja e de seus derivados.

Com a continuidade da safra de milho e a manutenção da procura internacional por alimentos e matérias-primas para ração animal, a expectativa é de que o fluxo de embarques permaneça intenso ao longo do segundo semestre, reforçando a importância do agronegócio brasileiro para o abastecimento global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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