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Clima irregular mantém preços do milho firmes no mercado brasileiro

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O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com cotações sustentadas, refletindo a preocupação dos produtores com o clima seco em importantes regiões agrícolas, como o Rio Grande do Sul. Segundo levantamento da Safras Consultoria, a ausência de chuvas levou os produtores a reduzirem as ofertas de venda, o que ajudou a segurar os preços no mercado interno.

Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros do cereal mostraram reação positiva ao longo da semana, acompanhando o movimento de cautela entre compradores e vendedores.

Indústrias antecipam compras antes da parada de fim de ano

Com a proximidade das férias coletivas e da redução do ritmo industrial no fim do ano, alguns consumidores intensificaram as compras para reposição de estoques. Esse movimento elevou a procura por lotes de milho disponíveis, mantendo o mercado ativo até meados de dezembro.

Contudo, analistas esperam que o volume de negociações diminua nas próximas semanas, acompanhando a desaceleração sazonal do setor industrial.

No porto, dólar em queda limita novos negócios

Nos portos brasileiros, as negociações seguem estáveis, influenciadas pela desvalorização do dólar frente ao real, o que reduz a competitividade das exportações e limita o fechamento de novos contratos.

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No cenário internacional, o mercado segue atento aos relatórios de vendas de milho dos Estados Unidos, que estão atrasados devido à paralisação parcial do governo americano. Além disso, cresce a expectativa para o relatório de oferta e demanda do USDA, que será divulgado em 9 de dezembro e pode trazer novas projeções de produção e consumo global.

Preços do milho permanecem firmes nas principais praças

O preço médio nacional da saca de milho foi cotado a R$ 66,84 no dia 4 de dezembro, representando alta de 1,42% em relação aos R$ 65,91 registrados na semana anterior, conforme dados da Safras Consultoria.

Confira as cotações regionais:

  • Cascavel (PR): R$ 64,00 — estável.
  • Campinas (SP/CIF): R$ 75,00 — alta de 2,74%.
  • Mogiana (SP): R$ 70,00 — estável.
  • Rondonópolis (MT): R$ 62,00 — estável.
  • Erechim (RS): R$ 71,00 — sem variação.
  • Uberlândia (MG): R$ 65,00 — inalterado.
  • Rio Verde (GO): R$ 62,00 — estável.
Exportações registram crescimento em novembro

As exportações de milho do Brasil somaram US$ 1,105 bilhão em novembro, com média diária de US$ 58,16 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

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O volume embarcado foi de 5,03 milhões de toneladas, a uma média de 264,88 mil toneladas diárias, e o preço médio da tonelada ficou em US$ 219,60.

Na comparação com novembro de 2024, houve aumento de 12,6% na receita média diária, avanço de 6,5% na quantidade exportada e valorização de 5,7% no preço médio, evidenciando o bom desempenho do cereal no mercado externo, mesmo diante de um câmbio menos favorável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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