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Simpósio “A Carne do Futuro” reunirá mais de 2 mil participantes em Cuiabá e Rondonópolis em 2026

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O 12º Simpósio Nutripura, um dos principais encontros da pecuária nacional, será realizado entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com o tema “A Carne do Futuro”. A programação será dividida entre Rondonópolis e Cuiabá, reunindo mais de 2 mil produtores, pesquisadores, técnicos e empresas do agronegócio interessados em debater o futuro da carne brasileira sob os pilares da inovação, sustentabilidade e tecnologia.

Programação em duas cidades: Rondonópolis e Cuiabá

As atividades começam em Rondonópolis, no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), com o Dia de Campo, que trará demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal.

Nos dias seguintes, o evento segue para Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, local reconhecido por sediar grandes encontros do setor. Na capital, o simpósio contará com palestras, painéis técnicos e debates sobre as tendências globais que moldam o mercado da carne.

Especialistas confirmados e temas em destaque

Entre os palestrantes já confirmados estão José Luiz Tejon, especialista em marketing agro e comportamento do consumidor; Alexandre Mendonça de Barros, economista e referência em cenários agropecuários; e os professores da Esalq/USP, Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, reconhecidos por suas pesquisas e contribuições nas áreas de nutrição, manejo e produção animal.

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Os debates abordarão avanços tecnológicos na pecuária, estratégias de rastreabilidade, melhorias na eficiência produtiva e práticas sustentáveis que reforçam o protagonismo do Brasil no mercado internacional de carnes.

Encerramento e inscrições

O simpósio será encerrado com o tradicional churrasco promovido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne, reunindo os participantes em um ambiente de confraternização e troca de experiências.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas no site oficial do evento: www.nutripura.com.br/simposio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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