AGRONEGÓCIO
Conab divulga lista de classificação de propostas para formação de estoques de mel e castanhas
AGRONEGÓCIO
Conab publica ranking de projetos aprovados no Apoio à Formação de Estoques
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, nesta quarta-feira (17), a lista de classificação das propostas apresentadas por cooperativas e associações de produtores de mel e castanhas ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Apoio à Formação de Estoques (AFE).
Os interessados podem consultar o ranqueamento oficial das propostas pelo nome da organização fornecedora, conforme os critérios estabelecidos no Comunicado Apoio à Formação de Estoques do PAA nº 01/2025.
Agricultores familiares terão acesso a novos recursos
Cada projeto aprovado poderá acessar até R$ 1,5 milhão em recursos, seguindo as regras da modalidade AFE. Para organizações estreantes no programa, o limite é de R$ 500 mil.
O objetivo é fortalecer a agricultura familiar por meio da formação de estoques estratégicos, garantindo melhor gestão da produção e proteção contra oscilações de mercado.
Medida emergencial busca aliviar impacto de tarifas sobre exportações
A ação integra uma iniciativa emergencial do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que destinou R$ 30 milhões à Conab para execução do programa.
O aporte tem como foco organizações afetadas por tarifas adicionais aplicadas às exportações brasileiras, especialmente aquelas com dificuldade para escoar a produção ao mercado norte-americano.
Segundo a Conab, muitas dessas cooperativas não conseguem redirecionar integralmente seus produtos para o mercado interno ou para outros destinos internacionais, o que torna essencial o apoio financeiro temporário.
Produtos contemplados e condições de participação
O apoio à formação de estoques contempla operações com os seguintes produtos:
- Mel;
- Castanha-do-brasil;
- Castanha-de-caju;
- Castanha-de-baru.
As cooperativas participantes poderão manter os produtos armazenados por até seis meses, com a posterior devolução dos recursos sem cobrança de juros ou correção monetária.
A iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal em promover a segurança alimentar e apoiar a agricultura familiar, garantindo liquidez e estabilidade aos pequenos produtores que enfrentam barreiras comerciais externas.
Clique aqui e acesse a lista de classificação das propostas apresentadas no Comunicado nº 02/2025.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos
A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).
O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.
Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.
No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.
A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.
Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.
Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.
Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.
A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.
Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.
O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.
Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.
Serviço
VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)
Fonte: Pensar Agro
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