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Mercado do trigo mantém pressão de baixa no Brasil, apesar da valorização em Chicago

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Preços do trigo seguem em queda no mercado interno

O mercado brasileiro de trigo manteve trajetória de queda até o início de dezembro, segundo o relatório Agro Mensal divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA. Mesmo com a valorização internacional observada na Bolsa de Chicago, fatores domésticos como alta oferta, avanço da colheita e moinhos abastecidos continuam pressionando as cotações internas.

Em novembro, os preços médios recuaram frente a outubro:

  • Rio Grande do Sul: R$ 56,73/sc de 60 kg (-9,1%)
  • Paraná: R$ 64,00/sc (-0,1%)

Nos primeiros dias de dezembro (até o dia 10), o Paraná registrou média parcial de R$ 54,95/sc, mantendo o viés de baixa.

Exportações recordes e queda nas importações

Apesar da pressão sobre os preços internos, o Brasil registrou recorde nas exportações de trigo em novembro. De acordo com dados da Secex, o país embarcou 121,2 mil toneladas, o maior volume já registrado para o mês.

Os principais destinos foram:

  • Bangladesh: 72% do total exportado
  • Indonésia: 27%

Enquanto isso, as importações caíram 13% em relação a outubro, com 74% do volume vindo da Argentina, tradicional fornecedora do grão para o mercado brasileiro.

Chicago se valoriza com demanda chinesa e câmbio favorável

No mercado internacional, a Bolsa de Chicago (CBOT) apresentou valorização em novembro, impulsionada por compras da China e pela desvalorização do dólar.

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O trigo soft encerrou o mês cotado a US$ 533/bu, alta de 4,3% em relação a outubro.

Nos primeiros dias de dezembro, o preço atingiu US$ 536/bu, embora ainda esteja 3,4% abaixo do valor registrado no mesmo período de 2024.

As negociações envolvendo Rússia e Ucrânia também influenciaram pontualmente o comportamento do mercado global.

Argentina amplia safra e reduz impostos para exportar mais

Na Argentina, os preços recuaram 2,3% em novembro frente a outubro, fechando o mês em US$ 213,95/t, o menor valor nominal desde dezembro de 2019. Até 10 de dezembro, as cotações seguiram em queda, com média de US$ 208,82/t.

O país vive uma safra recorde, com produção estimada em 27,7 milhões de toneladas, segundo a Bolsa de Cereales. A colheita já alcança 45,3% da área plantada, com lavouras em boas condições, embora o baixo teor de proteína tenha reduzido o valor do produto.

Para estimular as exportações e aumentar a competitividade da agroindústria, o governo argentino reduziu novamente as retenciones (imposto sobre exportações), de 9,5% para 7,5%, o que deve intensificar o fluxo de trigo argentino para o Brasil.

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Colheita brasileira chega ao fim com alta qualidade

De acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), 98% da área cultivada de trigo no Brasil já estava colhida até 5 de dezembro. Nos principais estados produtores, Rio Grande do Sul e Paraná, o índice atingiu 99%. Em Santa Catarina, a colheita avançou após um período de tempo mais seco.

A qualidade do grão colhido é considerada elevada, garantindo uma oferta interna confortável e reduzindo pressões imediatas de alta nos preços.

USDA revisa para cima a produção e os estoques globais

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou novamente suas projeções para a safra global de 2025/26, estimando a produção em 838 milhões de toneladas, cerca de 5% acima da temporada anterior.

As revisões mais significativas ocorreram na União Europeia e na Argentina, com aumentos de 18% e 30%, respectivamente. Os estoques globais também cresceram, passando de 271 para 275 milhões de toneladas, o que aumentou a relação estoque/consumo mundial e tende a manter pressão sobre os preços internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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