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Pedais para Novos Tempos transforma trabalho prisional em reencontro, dignidade e esperança no Natal
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O cheiro de almoço caseiro e cuidado deram o tom de um Natal diferente no Complexo Penitenciário de Rio Branco. Nesta segunda-feira (22), o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) promoveu um momento simbólico na oficina de reconstrução do presídio: a entrega de bicicletas confeccionadas por detentos a seus próprios familiares, seguida de um almoço natalino.
A ação integra o projeto Pedais para Novos Tempos, iniciativa que une ressocialização, qualificação profissional e fortalecimento dos vínculos familiares. Mais do que restaurar bicicletas, os participantes do projeto constroem oportunidades. Cada equipamento entregue foi pensado, montado e finalizado pelos próprios privados de liberdade, que agora veem o resultado do trabalho ganhar novos caminhos fora dos muros do sistema prisional.
Pedais para Novos Tempos transforma trabalho prisional em reencontro, dignidade e esperança no Natal. Foto: José Lucas Gaia/IapenPara o diretor de Reintegração Social do Iapen, André Vinícius, iniciativas como essa dão sentido concreto ao processo de ressocialização. Segundo ele, o trabalho desenvolvido na oficina permite que os privados de liberdade exerçam criatividade, responsabilidade e autonomia, além de manterem vínculos com a família.
“Cada privado faz a sua própria bicicleta, cria com a sua imaginação e entrega para o seu familiar, seja para uso ou para comercialização. Hoje, além da entrega, estamos reunindo familiares em um almoço de Natal, fortalecendo laços e mostrando que a ressocialização é possível quando há oportunidade e acompanhamento”, afirma.
André Vinícius, diretor de Reintegração Social do Iapen. Foto: José Lucas Gaia/IapenAtualmente, oito detentos atuam na oficina, onde também são realizadas restaurações de veículos e motocicletas. O projeto é considerado piloto dentro do Complexo Penitenciário e já se tornou referência institucional, contando com apoio do Tribunal de Justiça do Acre, por meio de verbas pecuniárias. A expectativa da direção é ampliar gradativamente o número de vagas e alcançar mais internos ao longo do tempo.
Entre os participantes do projeto, o sentimento predominante foi o de reconhecimento e transformação. O detento J. P., que atua desde o início no projeto, relatou que a oficina representou uma virada em sua trajetória dentro do sistema prisional. Além de aprender novas funções, ele também passou a compartilhar seus conhecimentos artísticos com outros colegas.
“É uma gratificação muito grande. A gente nunca esperava uma oportunidade dessas. Eu sou grafiteiro e faço arte, e aqui pude ensinar também. Quem iniciou esse projeto fui eu, em parceria com o diretor do presídio e não imaginava que ele chegaria a esse tamanho”, relata.
O diretor da Divisão de Estabelecimento Penal de Regime Fechado, Caio Carvalho, destacou que o projeto foi estruturado a partir de critérios técnicos e disciplinares, aproveitando habilidades que os próprios detentos já possuíam.
“Iniciamos com doações de bicicletas e hoje temos presos restaurando bicicletas do Tribunal de Justiça, além de veículos e motos. A seleção foi criteriosa, e muitos já tinham experiência. A ideia é ampliar, oferecer cursos e criar mais vagas de trabalho para quem hoje está ocioso.”
Caio Carvalho, diretor da Divisão de Estabelecimento Penal de Regime Fechado. Foto: José Lucas Gaia/IapenUm dos momentos mais emocionantes do evento foi a entrega das bicicletas aos familiares, especialmente quando os pais puderam compartilhar o resultado do próprio trabalho com os filhos. O detento W. M. viveu essa experiência ao entregar uma bicicleta construída por ele ao filho, em um gesto carregado de significado.
“É uma felicidade muito grande. A gente nunca imaginava estar aqui, trabalhando e conquistando coisas. Hoje estamos com a nossa família no nosso local de trabalho, e isso é motivo de muito orgulho.”
Filho do detento W. M recebendo bicicleta do projeto. Foto: José Lucas Gaia/IapenAo receber a bicicleta, o filho de W. M. expressou alegria e orgulho, revelando o impacto que o gesto teve além dos muros do sistema prisional: “Eu fico muito orgulhoso”, diz o garoto.
Mais do que uma celebração natalina, o evento simbolizou a possibilidade de novos começos. No movimento dos pedais, o projeto mostra que trabalho, afeto e oportunidade podem transformar trajetórias e abrir caminhos para um futuro diferente.
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: José Lucas Gaia/Iapen
Foto: José Lucas Gaia/Iapen
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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