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Mutirão de cirurgia na Fundhacre reduz fila de espera e facilita atendimento a pacientes da capital e do interior do estado
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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesacre) e da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), realizou na sexta-feira, 9, e no sábado, 10, um mutirão de Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE), beneficiando 15 pacientes que aguardavam pelo procedimento no Sistema Único de Saúde (SUS).
Mutirão de CPRE atendeu 15 pacientes da capital e do interior. Foto: Gleison Luz/FundhacreExecutado no Centro Cirúrgico da Fundhacre, em Rio Branco, o mutirão foi organizado a partir da atuação conjunta com o Complexo Regulador da Sesacre e atendeu pacientes da capital e do interior.
A CPRE é um procedimento de alta complexidade indicado para o diagnóstico e tratamento de doenças das vias biliares e pancreáticas. Ele é indicado em situações como pedras, inflamação, estreitamento e até tumores presentes nessas vias. No Acre, apesar de estar disponível pelo SUS, sua realização ocorre de forma concentrada em Cruzeiro do Sul, com número restrito de vagas para atender toda a demanda estadual.
CPRE é utilizada no diagnóstico e tratamento de doenças das vias biliares e pancreáticas. Foto: Gleison Luz/FundhacreO médico cirurgião Victor Ditzel explica que o procedimento é indicado, principalmente, em casos relacionados à doença da vesícula biliar. “A CPRE é uma cirurgia que a gente faz quando ocorre uma complicação na doença da vesícula. Quando o cálculo sai da vesícula e desce para a via biliar e obstrui essa via. Então, a gente tem que fazer esse tipo de cirurgia, que é uma cirurgia endoscópica”, afirma. Segundo ele, após o procedimento, o paciente permanece em observação por 24 horas e, em geral, recebe alta no dia seguinte.
Entre os pacientes atendidos está Eurides Jerônimo, de 66 anos, moradora de Sena Madureira, que falou sobre o alívio de ter sido chamada para o procedimento. “Eu sentia muita dor, todos os dias. Fui ao médico em Sena Madureira, ele falou que eu estava precisando fazer a cirurgia e me encaminhou para cá. Aí fiquei feliz, porque a gente sentir dor é muito ruim, né? Fiquei feliz da vida. Vai dar tudo certo, se Deus quiser”, contou.
Paciente de Sena Madureira relata alívio ao ser chamada para realizar o procedimento. Foto: Gleison Luz/FundhacreWellington Araújo, de 49 anos, também passou pelo procedimento após ser encaminhado pela rede de saúde. “Eu comecei a sentir bastante dor em casa. Fui pro Pronto-Socorro, o médico me internou e depois encaminhou para a Fundação. Agora só agradecer a Deus, aos médicos e a todas as pessoas que estão envolvidas nesse projeto”, disse.
Encaminhado pela rede pública, paciente agradece o atendimento recebido. Foto: Gleison Luz/FundhacreO mutirão permitiu que pacientes que já tinham indicação para a CPRE fossem atendidos sem precisar esperar por uma vaga fora da capital. Na prática, isso significa menos dor prolongada, menos idas ao pronto-socorro e menos risco de agravamento do quadro clínico. Além de atender a demanda imediata, a ação abre caminho para que o procedimento passe a ser realizado de forma contínua na unidade.
Fonte: Governo AC
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Governo do Acre providencia apoio às terras indígenas afetadas pelas cheias dos rios em Tarauacá e Vale do Juruá
As fortes chuvas que atingem o Acre nos últimos dias provocaram o transbordamento de rios em todo o Vale do Juruá e Tarauacá, impactando diretamente comunidades ribeirinhas e diversas terras indígenas. Diante da situação, o governo do Acre mobilizou neste sábado, 25, uma força-tarefa para prestar assistência emergencial às populações afetadas, com atuação integrada da Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas (Sepi), Defesa Civil Estadual, Secretaria de Estado de Assistência Social (SEASDH) e Corpo de Bombeiros.
Na Terra Indígena do Rio Gregório, em Tarauacá, todas as 18 aldeias dos povos Yawanawa e Noke Ko’í foram atingidas pela alagação. A cheia comprometeu roçados, criações de animais, sistemas de energia solar e o acesso à água potável. Também há registros de impactos em aldeias dos povos Shawãdawa e Apolima Arara, no Vale do Juruá.

Desde que tomou conhecimento da gravidade da situação, a governadora Mailza Assis determinou o envio imediato de apoio às regiões atingidas. Equipes da Defesa Civil Estadual já estão em campo, especialmente no rio Gregório, realizando levantamentos técnicos e coordenando as primeiras ações de apoio humanitário.
“Determinamos que toda a ajuda necessária chegue às terras indígenas afetadas e ribeirinhos, com apoio humanitário e ações integradas para atender as comunidades neste momento”, afirmou.
Diante dos impactos severos da cheia nas terras indígenas, a secretária extraordinária de Povos Indígenas, Francisca Arara, intensificou o acompanhamento dos povos afetados.
“Desde o primeiro momento em que a governadora Mailza ficou sabendo da situação, ela já entrou em contato conosco para prestar todo apoio necessário. Estamos acompanhando a situação diretamente junto às lideranças das terras indígenas, buscando informações atualizadas sobre os impactos da cheia. Já solicitamos à Defesa Civil o envio de equipes para fazer o levantamento dos danos, como perdas na produção, nos criatórios, nos sistemas de energia solar e no acesso à comunicação. É um momento de muita preocupação e de trabalho intenso, mas seguimos mobilizados para garantir o apoio necessário às comunidades afetadas”, destacou.

Além disso, a SEASDH organiza o envio de cestas básicas, itens de primeira necessidade e apoio às famílias desalojadas. O Corpo de Bombeiros Militar também participa das operações, auxiliando no resgate, transporte e suporte às comunidades isoladas.
De acordo com órgãos de monitoramento, o volume de chuvas em abril está acima da média, com registros expressivos em cidades como Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. A previsão indica continuidade das precipitações, o que mantém o alerta para novas elevações no nível dos rios, incluindo o Juruá, que pode atingir a cota de transbordamento nos próximos dias.
O governo do Acre segue em estado de atenção, reforçando o monitoramento e ampliando as ações de apoio às populações afetadas, com prioridade para as comunidades mais vulneráveis.
Fonte: Governo AC
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