AGRONEGÓCIO
Preços do Café Continuam Voláteis nas Bolsas Internacionais com Olhar no Clima e Exportações
AGRONEGÓCIO
Mercado de Café Opera em Direções Opostas nesta Quinta-feira
Os preços do café apresentaram volatilidade nas bolsas internacionais na manhã desta quinta-feira (22), com movimentos divergentes entre os tipos arábica e robusta. O mercado permanece atento às condições climáticas nas principais regiões produtoras e aos efeitos das exportações brasileiras no balanço global do grão.
Clima Irregular no Brasil Mantém Incerteza no Mercado
De acordo com relatório do Itaú BBA, o clima irregular nas principais regiões produtoras do Brasil, caracterizado por chuvas abaixo da média e calor intenso, continua sendo um fator de influência significativa sobre os preços do café.
“Os próximos meses tendem a seguir sensíveis ao clima irregular e ao ambiente geopolítico. A estabilidade do arábica e o recuo do robusta refletem incertezas, mas uma safra maior no Brasil pode contribuir para o equilíbrio do mercado ao longo do ano”, destaca o documento.
Exportações Brasileiras em Queda Pressionam Preços Futuros
Dados do Barchart indicam que a diminuição das exportações brasileiras de café em 2025 também impacta o mercado. Conforme informado pelo Cecafé na última segunda-feira (19), as exportações totais de café verde do Brasil em dezembro/25 caíram 18,4%, somando 2,86 milhões de sacas.
- O embarque de arábica recuou 10%, totalizando 2,6 milhões de sacas.
- O embarque de robusta apresentou queda expressiva de 61%, atingindo 222.147 sacas.
Movimentação dos Contratos nas Bolsas
Por volta das 9h20 (horário de Brasília), os contratos apresentavam os seguintes valores:
- Café Arábica:
- Março/26: alta de 60 pontos, negociado a 348,10 cents/lbp
- Maio/26: alta de 60 pontos, cotado a 331,40 cents/lbp
- Julho/26: aumento de 15 pontos, negociado a 324,40 cents/lbp
- Café Robusta:
- Janeiro/26: alta de US$ 127, cotado a US$ 4.253/tonelada
- Março/26: queda de US$ 40, negociado a US$ 4.038/tonelada
- Maio/26: recuo de US$ 30, cotado a US$ 3.954/tonelada
O comportamento oposto entre arábica e robusta reflete a influência combinada do clima e das exportações no mercado internacional de café.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Safra de café do Brasil pode bater recorde histórico em 2026 com produção estimada em 66,7 milhões de sacas
A safra brasileira de café 2026 deverá alcançar um novo recorde histórico, segundo estimativa divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produção nacional está projetada em 66,7 milhões de sacas de 60 quilos, volume 18% superior ao registrado no ciclo anterior.
Se confirmada ao final da colheita, esta será a maior produção já registrada pela série histórica da estatal, superando inclusive o recorde anterior obtido em 2020, quando o país colheu 63,08 milhões de sacas.
O avanço da produção é sustentado principalmente pelo ciclo de bienalidade positiva do café arábica, pela entrada de novas áreas em produção e pelas condições climáticas mais favoráveis observadas durante o desenvolvimento das lavouras.
Os dados fazem parte do 2º Levantamento da Safra de Café 2026, divulgado nesta quinta-feira pela Conab.
Área plantada e produtividade também avançam
Além da recuperação produtiva, a cafeicultura brasileira deverá registrar expansão de área e melhora no rendimento das lavouras.
A área total destinada ao café foi estimada em 2,34 milhões de hectares, crescimento de 3,9% frente à temporada passada. Desse total, cerca de 1,94 milhão de hectares estão em produção, enquanto outros 401,7 mil hectares seguem em formação.
A produtividade média nacional também deve avançar de forma significativa, com expectativa de atingir 34,4 sacas por hectare, alta de 13% na comparação anual.
Produção de café arábica dispara em 2026
Principal variedade cultivada no país, o café arábica deverá alcançar produção de 45,8 milhões de sacas, crescimento expressivo de 28% em relação à safra anterior.
Segundo a Conab, o desempenho reflete os efeitos positivos do atual ciclo de bienalidade, aliado à maior área produtiva e às boas condições climáticas registradas nas principais regiões produtoras.
Caso a projeção se confirme, será a terceira maior safra de arábica da série histórica brasileira, atrás apenas dos resultados obtidos em 2020 e 2018.
Produção de conilon mantém estabilidade
Para o café conilon, a expectativa é de uma produção mais estável. A safra está estimada em 20,9 milhões de sacas, leve avanço de 0,8% frente ao ciclo passado.
O aumento da área em produção, prevista em 388,2 mil hectares, ajuda a compensar a redução de 3,5% na produtividade média nacional das lavouras de conilon, projetada em 53,9 sacas por hectare.
Minas Gerais lidera recuperação da safra
Maior produtor de café do Brasil, Minas Gerais deverá colher 33,4 milhões de sacas em 2026, considerando arábica e conilon. O volume representa crescimento de 29,8% sobre a safra anterior.
A recuperação é atribuída principalmente ao ciclo de bienalidade positiva e à melhor distribuição das chuvas nos períodos que antecederam a florada. O clima favorável até março também contribuiu para boa granação e desenvolvimento das lavouras.
Espírito Santo mantém força no conilon
No Espírito Santo, segundo maior produtor nacional de café, a produção total está estimada em 18 milhões de sacas, alta de 3%.
O arábica capixaba deve apresentar forte recuperação, com crescimento de 27,9% na produtividade e produção estimada em 4,4 milhões de sacas.
Já o conilon deverá registrar colheita de 13,6 milhões de sacas, queda de 4,2% em relação ao ciclo anterior. Segundo a Conab, o recuo é consequência do elevado desempenho obtido em 2025, além das temperaturas abaixo da média registradas durante o desenvolvimento das lavouras.
Mesmo assim, a produtividade do conilon no estado permanece entre as maiores já registradas na série histórica.
Bahia, São Paulo e Rondônia também ampliam produção
Na Bahia, a combinação entre regularidade climática, investimentos em manejo e novas áreas produtivas deverá elevar a safra em 5,9%, com produção estimada em 4,7 milhões de sacas.
Desse total, cerca de 1,2 milhão de sacas serão de arábica e 3,5 milhões de sacas de conilon.
Em São Paulo, onde o cultivo é exclusivamente de arábica, a produção deverá atingir 5,9 milhões de sacas, avanço de 24,6% frente à temporada anterior.
Já Rondônia, referência nacional na produção de conilon, poderá colher 2,8 milhões de sacas, crescimento de 19,4%. O resultado é impulsionado pela renovação dos cafezais com materiais clonais mais produtivos e pelas condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo.
Exportações recuam com estoques apertados
Apesar da perspectiva positiva para a safra 2026, as exportações brasileiras de café acumulam retração no início do ano.
De janeiro a abril, o Brasil embarcou 11,5 milhões de sacas de 60 quilos, queda de 22,5% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
A redução reflete principalmente os baixos estoques internos, consequência da limitação produtiva observada nas últimas safras e da forte demanda internacional pelo café brasileiro.
A expectativa do setor, no entanto, é de recuperação dos embarques no segundo semestre, sustentada pelo aumento da oferta nacional.
Mercado global segue atento à demanda
No cenário internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta crescimento de 2% na produção mundial de café no ciclo 2025/26, estimada em 178,8 milhões de sacas.
Mesmo com a maior oferta global, o mercado não espera quedas acentuadas nas cotações internacionais, já que os estoques globais seguem apertados e o consumo mundial continua avançando.
Segundo o USDA, a demanda global de café deve crescer 1,3%, alcançando 173,9 milhões de sacas no período.
Boletim completo da Safra Brasileira de Café
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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