AGRONEGÓCIO
Expansão do etanol no Brasil pressiona mercado e desafia equilíbrio entre oferta e demanda
AGRONEGÓCIO
A rápida expansão da produção de etanol no Brasil segue mudando a dinâmica do setor sucroenergético e despertando alertas sobre um possível desequilíbrio entre oferta e demanda nos próximos anos. Produtores, investidores e analistas monitoram o cenário com atenção, principalmente diante das recentes sinalizações do Banco Central do Brasil (BCB) sobre política monetária.
Crescimento acelerado da produção e risco de superoferta
O Brasil vem ampliando rapidamente a capacidade de produção de etanol, com destaque para o etanol de milho, contribuindo para um aumento expressivo da oferta. Especialistas alertam que a expansão pode superar o ritmo de crescimento da demanda, gerando pressão sobre os preços nos próximos ciclos produtivos.
O Rabobank aponta que, mesmo com continuidade dos investimentos, a absorção do mercado interno e internacional pode não acompanhar a velocidade de expansão, criando um cenário de superoferta estrutural.
Demanda interna e externa ainda limitada
A procura por etanol no Brasil está ligada a fatores como consumo automotivo, metas de mistura obrigatória e interesse em combustíveis sustentáveis para aviação e transporte marítimo. No entanto, essas alternativas de maior absorção ainda estão projetadas para o longo prazo, especialmente entre 2029 e 2030, o que limita a compensação imediata frente à produção crescente de etanol de milho.
O setor precisa equilibrar a produção com o consumo interno e as exportações, num momento em que a transição energética global e a competição com combustíveis fósseis influenciam diretamente a dinâmica do mercado.
Impactos na cana-de-açúcar e nos preços
O crescimento da produção de etanol também afeta o mercado de açúcar. Uma eventual pressão sobre os preços do biocombustível pode levar as usinas brasileiras a redirecionarem parte da cana para a produção de açúcar, buscando margens mais vantajosas. Esse movimento tende a influenciar a paridade de preços entre açúcar e etanol e impactar o mercado internacional.
As usinas, portanto, mantêm estratégias de produção flexíveis, ajustando o mix entre etanol e açúcar conforme a evolução dos preços e a demanda.
Banco Central e cenário macroeconômico
O Banco Central do Brasil manteve a taxa Selic em 15% ao ano na primeira reunião de 2026, sinalizando que um possível corte poderá ocorrer a partir de março, diante de sinais de desaceleração econômica e inflação controlada.
Essa política monetária influencia diretamente o custo de financiamento do agronegócio e das usinas, impactando decisões de investimento e consumo relacionadas ao etanol. Uma redução futura da Selic pode estimular o crédito e a demanda interna por combustíveis e tecnologias de produção.
Perspectivas para o setor
No médio e longo prazo, fatores como eventos climáticos adversos ou alta nos preços internacionais de petróleo e gasolina podem sustentar os preços do etanol, mesmo diante da expansão da oferta.
Ainda assim, o setor acompanha de perto o mercado, já que qualquer ajuste relevante no etanol brasileiro tende a gerar efeitos em toda a cadeia da cana-de-açúcar, incluindo açúcar, bioenergia e exportações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha
Mercado Externo
O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.
Mercado Interno
A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.
As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.
No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.
Preços
Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.
Indicadores
- Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
- Área colhida: 90%
- Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
- Milho silagem:
- Área: 345.299 hectares
- Colheita: 87%
- Produtividade média: 37.840 kg/ha
- Soja (RS):
- Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
- Colheita: 68%
- Produtividade média: 2.871 kg/ha
- Feijão 1ª safra:
- Área: 23.029 hectares
- Produtividade média: 1.781 kg/ha
- Feijão 2ª safra:
- Área: 11.690 hectares
- Produtividade média: 1.401 kg/ha
- Arroz irrigado:
- Área: 891.908 hectares
- Colheita: 88%
- Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise
A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.
O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.
No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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