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Virada de chave da soja para o milho exige planejamento e eficiência no campo

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Sucessão soja-milho é período crítico na agricultura nacional

A transição da soja para o milho segunda safra, conhecida como “virada de chave”, representa um dos momentos mais importantes do calendário agrícola brasileiro. Essa fase concentra decisões técnicas, desafios operacionais e impacto direto na rentabilidade das propriedades.

Segundo Marcos Boel, supervisor de sementes da Conceito Agrícola, o sucesso da sucessão depende de uma visão integrada do sistema, combinando nutrição, manejo fitossanitário, escolha tecnológica e agilidade operacional.

Nutrição e aproveitamento do solo são essenciais

Soja e milho apresentam demandas nutricionais diferentes. A soja contribui com parte do nitrogênio disponível no solo, mas o volume não é suficiente para sustentar altas produtividades do milho, exigindo complementação na adubação. Por outro lado, o milho deixa palhada rica em potássio, que beneficia a soja na safra seguinte.

“Essa troca de nutrientes fortalece todo o sistema produtivo e ajuda a manter a produtividade ao longo dos ciclos”, explica Boel.

Ponte verde aumenta riscos de pragas e doenças

Outro desafio dessa transição é a chamada ponte verde, quando pragas, doenças e plantas daninhas migram da soja para o milho recém-emergido.

“Na virada de chave, coexistem soja em maturação, áreas secas, colheita em andamento e milho sendo plantado. Pragas como percevejos e lagartas da soja migram para o milho, buscando alimento fácil”, alerta Boel.

Manejo da soja é decisivo para o milho

Práticas bem executadas na soja influenciam diretamente o desempenho do milho. Uma dessecação pré-colheita adequada facilita a mecanização, melhora a uniformidade da maturação e garante áreas limpas para o plantio do milho. Em alguns casos, a aplicação de inseticidas ajuda a reduzir populações de percevejos e lagartas antes da transição.

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Agilidade operacional e janela de plantio são determinantes

A segunda safra de milho enfrenta escassez hídrica, tornando o tempo um fator crítico.

“Plantar dentro da janela ideal, geralmente até 25 de fevereiro nas regiões tradicionais, aumenta muito as chances de o milho florescer com boa disponibilidade de água. Plantios fora desse período elevam os riscos produtivos”, afirma Boel.

Tecnologia e inovação ampliam eficiência e flexibilidade

O uso de tecnologias, híbridos de alto desempenho, biotecnologias e Tratamento de Sementes Profissional (TSP), como o Blindado, contribuem para proteger o potencial produtivo da semente e permitem maior flexibilidade no manejo.

“Toda inovação que aumenta a eficiência é bem-vinda, porque o produtor não tem tempo para corrigir erros e precisa focar em diversas operações simultaneamente”, acrescenta Boel.

Sucessão soja-milho garante rentabilidade e sustentabilidade

Além dos aspectos técnicos, a virada de chave é marcada por alta complexidade operacional e impacto econômico. O milho segunda safra tem papel decisivo na rentabilidade das propriedades.

A sucessão soja-milho consolida-se como modelo amplamente adotado no país, permitindo máximo aproveitamento da área, equilíbrio técnico e econômico, e contribuindo para sistemas produtivos mais resilientes e sustentáveis.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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