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Registros de ovinos no Brasil crescem 5% em 2025 com aumento nas transferências e valorização de produtos

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Crescimento nos registros e transferências de ovinos em 2025

A ovinocultura brasileira registrou avanços significativos em 2025, de acordo com dados da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco). O registro genealógico de animais aumentou 5%, enquanto as transferências cresceram 6,5% em relação a 2024. O movimento acompanha a valorização da carne, lã e produtos derivados do leite ovino no mercado interno.

Ao longo do ano, foram contabilizadas 44.770 inscrições de ovinos, frente a 42.647 em 2024. Já as transferências de propriedade subiram de 30.819 para 32.844 no mesmo período.

Valorização dos produtos ovinos impulsiona o setor

Segundo Magali Moura, superintendente do Registro Genealógico da Arco, o desempenho positivo reflete a melhora na percepção de valor do mercado. “O crescimento dos números acompanha a valorização do mercado, da genética ovina e dos produtos que o ovino nos proporciona”, afirma.

O aumento está relacionado a melhores preços e maior presença dos produtos ovinos nas prateleiras. A lã, que em anos anteriores chegava a ser estocada por baixa remuneração, voltou a apresentar boa liquidez. O consumo de carne ovina também registrou incremento no mercado interno, enquanto consultas para exportação já começam a surgir.

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Leite ovino e derivados ganham espaço comercial

Outro destaque do setor é o crescimento dos derivados do leite ovino, como queijos, iogurtes e doce de leite, especialmente no Rio Grande do Sul, principal polo da atividade. O aumento da demanda estimulou a criação de novos empreendimentos e cooperativas, ampliando oportunidades de negócios para produtores.

“É a valorização do produto que os ovinos nos proporcionam, seja na lã, na carne ou no leite”, ressalta Magali Moura.

Genética e controle de registros como diferenciais do setor

Para o presidente da Arco, Edemundo Gressler, a qualidade genética das raças brasileiras é um diferencial estratégico. “Não basta apenas ter a documentação do animal. É fundamental que ele passe pelo acompanhamento técnico, garantindo seleção e aprimoramento contínuo do rebanho”, destaca.

A associação enfatiza que o melhoramento genético e o controle de registros são essenciais para sustentar o crescimento da cadeia produtiva, reforçando a competitividade e abrindo novas oportunidades, tanto no mercado interno quanto em mercados internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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