AGRONEGÓCIO
Exportações de Café em Janeiro Batem Menor Nível desde 2017/18
AGRONEGÓCIO
As exportações brasileiras de café em janeiro de 2026 totalizaram 2,78 milhões de sacas de 60 kg, segundo dados do Cecafé e do Cepea — o menor volume para o mês desde a safra 2017/18, representando uma queda de 30,8% em relação a janeiro de 2025.
Pesquisadores apontam que a produção menor da safra 2025/26, aliada aos estoques internos limitados, segue restringindo os embarques. O início mais consistente da colheita da safra 2026/27, previsto para maio e junho, deve normalizar gradualmente os fluxos de exportação. Além disso, o alto preço do café no início da temporada também contribuiu para a redução das vendas externas.
Mercado Interno Reflete Menor Demanda e Expectativa de Safra Recorde
No Brasil, o cenário de baixa demanda externa se soma à previsão de uma safra volumosa, pressionando os preços domésticos. Desde janeiro, os indicadores do Cepea/ESALQ mostram:
- Café arábica (tipo 6, bebida dura para melhor, SP): queda de cerca de 14%.
- Café robusta (tipo 6, peneira 13 acima, ES): desvalorização de aproximadamente 17%.
A combinação de menor escoamento e expectativa de aumento na oferta tem levado muitos produtores a adiar as vendas, aguardando melhor valorização.
Bolsas Internacionais Mostram Volatilidade
Na manhã desta sexta-feira (20), os preços futuros nas principais bolsas apresentaram movimentos divergentes:
- Arábica: alta moderada nos contratos de março, maio e julho de 2026, refletindo leve recuperação.
- Robusta: queda nos contratos mais próximos, pressionada por expectativa de maior oferta.
Segundo a Reuters, as chuvas recentes no Brasil favoreceram o crescimento dos frutos, fortalecendo a perspectiva de safra recorde e mantendo a volatilidade no mercado internacional.
Cenário Econômico: Política Monetária e Inflação
O Banco Central do Brasil (BCB) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, visando controlar a inflação. O Boletim Focus desta semana aponta que a projeção da inflação (IPCA) para 2026 caiu para 3,97%, dentro do intervalo de tolerância da meta oficial.
O BCB sinaliza que o início de cortes na Selic pode ocorrer a partir de março, mas de forma gradual, dependendo do comportamento da inflação e da economia. Analistas estimam que a redução de juros ao longo do ano pode beneficiar o agronegócio e a competitividade das exportações.
Conclusão: Mercado de Café Sob Pressão e Expectativa de Ajuste
O início de 2026 mostra o café brasileiro com exportações mais baixas, preços internos em queda e perspectivas de safra recorde. A volatilidade internacional, aliada à política monetária restritiva do Banco Central, segue impactando a dinâmica do setor e a competitividade do Brasil no mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
-
ACRE3 dias atrásGoverno presta assistência a famílias atingidas por forte chuva em Rio Branco
-
ACRE4 dias atrásEstado investe R$ 8,5 milhões, supera desafios logísticos e inicia ano letivo da educação indígena
-
ACRE3 dias atrásNovo chefe da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin é entrevistado no GovCast
-
ACRE2 dias atrásCom ações coordenadas, órgãos ambientais se reúnem para definir metas e acelerar o desenvolvimento sustentável no Acre
-
ACRE2 dias atrásGoverno do Estado garante apoio a famílias atingidas por enxurrada na Baixada da Sobral
-
POLÍTICA4 dias atrásManoel Moraes destaca alcance social do Detran e destaca respeito entre governo e parlamento
-
POLÍTICA3 dias atrásMaria Antônia pede recuperação da BR-317, alerta para avanço da hanseníase e destaca revitalização do Parque da Maternidade
-
ACRE5 dias atrásMailza Assis confirma mudança na Polícia Civil do Acre e nomeia novo delegado-geral adjunto


