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Safra de Café 2026 em São Paulo Deve Crescer 16% com Apoio do Clima e de Bons Preços

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Produção Paulista Alcança Maior Nível Desde 2020

A safra de café 2026 em São Paulo deve registrar um dos melhores desempenhos dos últimos anos, segundo relatório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP). A entidade projeta que a produção estadual atinja 5,5 milhões de sacas beneficiadas, o que representa crescimento de 16% em relação à safra anterior e o maior volume desde 2020.

O avanço é atribuído a condições climáticas favoráveis, à bienalidade positiva das lavouras e aos investimentos realizados pelos produtores, estimulados pelos bons preços registrados em 2025.

Área Cultivada e Expansão de Novos Cafezais

De acordo com o relatório econômico da FAESP, a área cultivada com café em São Paulo soma 196 mil hectares, mantendo estabilidade em relação ao ciclo anterior. Outros 3,2 mil hectares estão em formação, o que representa um crescimento de 42% em comparação ao ano passado.

A produtividade média também deve apresentar avanço expressivo, estimada em 28 sacas por hectare, alta de 16% frente ao ciclo anterior. Segundo a entidade, o resultado reflete o equilíbrio entre o bom regime de chuvas e a resposta das lavouras ao manejo adequado.

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Safra Nacional Deve Superar 66 Milhões de Sacas

No cenário nacional, a safra brasileira de café em 2026 é estimada em 66,2 milhões de sacas beneficiadas, um aumento de 17,1% sobre o ciclo de 2025. Em comparação com 2024 — também um ano de bienalidade positiva — o avanço é ainda mais expressivo, chegando a 22%.

O parque cafeeiro brasileiro deve expandir 3,4%, totalizando 2,33 milhões de hectares, segundo projeções setoriais. A área de café arábica concentra aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com alta de 2,7%, e produtividade média de 28,5 sacas por hectare, crescimento de 18,4%. Isso pode elevar a produção nacional da variedade para 44,1 milhões de sacas, avanço de 23,3% frente ao ciclo anterior.

Café Conilon Também Apresenta Crescimento Moderado

O café conilon (robusta) também deve registrar resultados positivos em 2026. A produção projetada é de 22,1 milhões de sacas, o que representa aumento de 6,4% em relação ao ciclo passado. A produtividade média estimada é de 57,1 sacas por hectare, crescimento de 2,3% segundo os dados da FAESP.

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Especialistas apontam que o cenário atual reforça o bom momento do setor cafeeiro nacional, sustentado pelo aumento da produtividade, estabilidade climática e investimentos em tecnologia e manejo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cacau oscila perto de US$ 4 mil por tonelada com atenção ao clima na África Ocidental

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O mercado internacional de cacau opera em um cenário de acomodação de preços, com as cotações se mantendo próximas da faixa de US$ 4 mil por tonelada. Após semanas de forte volatilidade, o ativo passa por um movimento de consolidação, influenciado principalmente por fatores climáticos nas principais regiões produtoras.

De acordo com análise da StoneX, o contrato CCN6 apresentou leve oscilação recente, saindo de US$ 3.895 por tonelada na última segunda-feira para US$ 3.831 por tonelada nesta semana, reforçando a tendência de estabilidade no curto prazo.

Clima segue como principal fator de atenção no mercado

O comportamento das cotações indica que o mercado aguarda novos gatilhos para definir uma direção mais clara para os preços. Entre os principais elementos de atenção está a evolução das condições climáticas na África Ocidental, especialmente diante da influência de padrões atmosféricos associados ao fenômeno El Niño.

Na Costa do Marfim e em Gana, responsáveis pela maior parte da produção global de cacau, as chuvas acima da média têm contribuído para manter bons níveis de umidade do solo. Esse cenário favorece o desenvolvimento da safra intermediária e sustenta, no curto prazo, a expectativa de produção considerada satisfatória.

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Excesso de chuvas já preocupa agentes do mercado

Apesar dos impactos positivos iniciais, o excesso de precipitações começa a gerar preocupação entre analistas e agentes do setor. As previsões climáticas indicam volumes entre 50 e 150 milímetros acima da média em algumas áreas produtoras nos próximos 15 dias.

Esse quadro pode trazer efeitos adversos para as lavouras, como aumento da incidência de doenças fúngicas, dificuldades operacionais no manejo agrícola e possíveis impactos na qualidade das amêndoas.

Mercado segue em compasso de espera

Com o cenário ainda indefinido, o mercado internacional de cacau permanece operando dentro de uma faixa estreita de preços, refletindo o equilíbrio temporário entre oferta e demanda.

Enquanto não surgem novos fatores capazes de alterar significativamente as expectativas, investidores e traders seguem monitorando de perto o avanço das chuvas na África Ocidental. Qualquer mudança mais relevante no quadro climático pode voltar a influenciar diretamente as cotações internacionais do cacau nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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