AGRONEGÓCIO
Produtores de arroz no RS pedem medidas urgentes para enfrentar crise no setor
AGRONEGÓCIO
A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas começou com debates sobre os desafios e as perspectivas do setor. O evento ocorre até 26 de fevereiro, na sede da Embrapa Clima Temperado, e teve início com o painel “Cenário Atual e Perspectivas – Conectando Campo e Mercado”, realizado no Auditório Frederico Costa.
Setor enfrenta altos custos e dificuldades de acesso ao crédito
Durante a cerimônia de abertura, o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, ressaltou a resiliência dos produtores diante de um cenário de incertezas. Segundo ele, o Rio Grande do Sul vive uma conjuntura marcada por estoques elevados, preços voláteis e endividamento crescente, agravados por juros altos e fraudes no mercado de arroz.
Nunes destacou que o arroz, base da identidade produtiva gaúcha, está no centro da discussão sobre segurança alimentar. Ele lembrou que o setor sustenta cadeias como transporte, indústria e comércio, e defendeu linhas de crédito mais adequadas, seguro rural robusto e infraestrutura logística eficiente.
“É preciso garantir condições de equidade. Nossos concorrentes devem cumprir as mesmas exigências trabalhistas, ambientais, tributárias e sanitárias impostas aos produtores brasileiros”, enfatizou o dirigente.
Desigualdade nas políticas de apoio ao produtor
O presidente da Federarroz também chamou atenção para a disparidade entre o apoio dado a agricultores no Brasil e em outros países. Segundo ele, na União Europeia, 19% da renda do produtor vem do Estado; nos Estados Unidos, 11%; e no Brasil, entre 1% e 5%.
Ele reforçou que a tecnologia digital vem transformando o campo, tornando as decisões cada vez mais baseadas em dados e menos em incertezas.
Avanço tecnológico e importância da pesquisa
O diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Clima Temperado, Clênio Pillon, destacou a evolução tecnológica da agricultura nas últimas décadas. “Há 50 anos o arroz era plantado manualmente. Hoje, vemos uma verdadeira cidade da inovação”, disse.
Pillon lembrou que, nos anos 1970, o Brasil produzia meia tonelada de cereais por habitante, enquanto hoje o país ajuda a alimentar cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo. Ele defendeu maior soberania na produção de insumos estratégicos, reduzindo a dependência de importações.
Rentabilidade em queda preocupa produtores
O superintendente do Senar, Eduardo Condorelli, avaliou o momento da orizicultura como delicado. “A seca não é na produção, é no faturamento. E, neste caso, o problema é só nosso”, afirmou.
Já o presidente do Irga, Alexandre Velho, destacou o crescimento do evento e o papel do arroz na alimentação. Ele apresentou uma campanha nacional do Irga para incentivar o consumo e valorizar o aspecto nutricional do cereal.
Setor pede prioridade e investimentos em inovação
O presidente do Sistema Farsul, Domingos Velho Lopes, lembrou que o Brasil passou de importador a potência agrícola em menos de três décadas. Ele defendeu mais recursos para a Embrapa e destacou o potencial de produção de etanol a partir do arroz.
O secretário da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, alertou para a queda de rentabilidade: o produtor recebe menos de R$ 1,25 por quilo de arroz produzido. “Isso é desanimador para uma economia em que 40% do PIB está ligado ao agronegócio”, avaliou. Ele reforçou a importância de priorizar o Rio Grande do Sul nas políticas federais.
Integração entre campo e mercado
Com o tema “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado”, o evento reúne lideranças do setor, produtores e instituições de pesquisa. A realização é da Federarroz, com correalização da Embrapa e do Senar, e patrocínio premium do Irga.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha
Mercado Externo
O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.
Mercado Interno
A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.
As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.
No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.
Preços
Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.
Indicadores
- Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
- Área colhida: 90%
- Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
- Milho silagem:
- Área: 345.299 hectares
- Colheita: 87%
- Produtividade média: 37.840 kg/ha
- Soja (RS):
- Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
- Colheita: 68%
- Produtividade média: 2.871 kg/ha
- Feijão 1ª safra:
- Área: 23.029 hectares
- Produtividade média: 1.781 kg/ha
- Feijão 2ª safra:
- Área: 11.690 hectares
- Produtividade média: 1.401 kg/ha
- Arroz irrigado:
- Área: 891.908 hectares
- Colheita: 88%
- Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise
A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.
O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.
No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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