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Algodão permanece estável no Brasil enquanto bolsas internacionais refletem volatilidade

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Preços domésticos do algodão mantêm estabilidade em fevereiro

Dados coletados ao longo de fevereiro mostram que o preço do algodão em pluma no Brasil apresentou comportamento essencialmente estável, mesmo em meio aos ajustamentos de mercado. Produtores consultados mantiveram firmeza nos valores pedidos, sobretudo para lotes de qualidade superior, enquanto aguardavam sinais mais nítidos de movimentação nos mercados internacionais e na demanda interna.

Nesse período de entressafra, as atenções de vendedores estiveram divididas entre a comercialização da soja e o próprio desenvolvimento da safra do algodão. Por parte da indústria, compradores relataram preocupações em relação ao desempenho das vendas de produtos manufaturados e à existência de estoques considerados elevados, o que condicionou aquisições pontuais e busca por preços mais competitivos.

O Indicador CEPEA/ESALQ — que reflete o preço do algodão com pagamento em oito dias — acumulou uma pequena valorização de 1,36% em fevereiro, fechando o mês em R$ 3,5227 por libra-peso. Fonte: Cepea/ESALQ.

Mercado internacional de algodão influencia perspectivas

Enquanto o cenário brasileiro se mantinha relativamente calmo, os contratos futuros de algodão nas bolsas internacionais apresentaram variações decorrentes de fatores macroeconômicos, câmbio e oferta e demanda globais.

No início de março de 2026, os principais contratos futuros de algodão negociados na Intercontinental Exchange (ICE Futures, Nova York) estavam sendo cotados na faixa de cerca de 64,15 a 64,55 centavos de dólar por libra-peso, com leves oscilações diárias conforme o comportamento do mercado. O volume negociado permanece ativo, refletindo interesse consistente dos investidores no produto mesmo em um ambiente de maior incerteza global.

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Essas cotações situam os preços do algodão próximos aos níveis observados ao longo das últimas semanas, em uma tendência que combina resistência e volatilidade moderada nos mercados externos.

Influências do câmbio e dos mercados globais

O desempenho do algodão nas bolsas internacionais não está isolado de outras variáveis econômicas. O fortalecimento ou enfraquecimento do dólar americano tem impacto direto sobre os preços futuros da fibra, já que contratos são cotados na moeda norte-americana. Uma moeda forte pode limitar ganhos, tornando o algodão mais caro para compradores estrangeiros, enquanto um dólar mais fraco pode oferecer suporte adicional às cotações.

Além disso, fatores como a alta de preços de insumos e a relação com commodities correlatas — por exemplo, os preços do petróleo, que influenciam custos de produção e substitutos têxteis — podem gerar pressão sobre os preços da fibra no curtíssimo prazo.

Oferta, estoques e demanda global em foco

No contexto externo, expectativas sobre estoques, ritmo de exportações e dinâmica de produção continuam influenciando as negociações de algodão. Em períodos de estoques elevados e demanda moderada, agentes de mercado tendem a ajustar posições, buscando equilíbrio entre oferta e procura.

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Essa combinação de fatores técnicos e fundamentais faz com que os contratos futuros de algodão sigam em uma faixa com certa resistência, ainda que existam oportunidades de movimentos pontuais dependendo do cenário global de commodities.

Perspectiva para o setor em 2026

Especialistas em mercado de fibras alertam que a evolução dos preços em 2026 dependerá de uma série de variáveis, incluindo o comportamento da demanda internacional, a competitividade das exportações brasileiras, a evolução da safra doméstica e os rumos do contexto econômico global.

Com a perspectiva de preços relativamente estáveis no Brasil e cotações que flutuam em patamares intermediários nas bolsas internacionais, produtores e agentes de mercado seguem atentos às oscilações do câmbio, às condições de consumo têxtil global e às expectativas de oferta e estoques futuros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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