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MBRF registra receita recorde de R$ 164 bilhões em 2025 impulsionada por expansão global e foco em produtos de valor agregado

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A MBRF encerrou 2025 com resultados históricos, alcançando receita líquida de R$ 164 bilhões — alta de 12% em relação ao ano anterior. O desempenho foi acompanhado pelo crescimento de 4% no volume de vendas, que totalizou 8,2 milhões de toneladas de alimentos comercializados no período.

O EBITDA da companhia somou R$ 13,2 bilhões, com margem de 8%, enquanto o lucro líquido chegou a R$ 358 milhões, consolidando um ano de avanços operacionais e financeiros.

Crescimento sustentado mesmo diante de desafios globais

Os resultados refletem a solidez do modelo de gestão da empresa, mesmo em um cenário desafiador marcado por restrições temporárias ao comércio internacional de carne de frango devido à gripe aviária.

Ao longo do ano, a companhia manteve disciplina na execução de sua estratégia e avançou em eficiência operacional, capturando cerca de R$ 1 bilhão por meio de iniciativas voltadas à otimização de custos e processos.

Investimentos fortalecem capacidade produtiva e inovação

A estratégia de crescimento da MBRF foi sustentada por investimentos de R$ 5,3 bilhões em Capex. Os recursos foram destinados à ampliação de linhas de produção, aumento de capacidade industrial e avanços em automação.

Segundo a companhia, o foco esteve no desenvolvimento de produtos com maior valor agregado, acompanhando a expansão estrutural da demanda global por proteínas.

Aquisições ampliam presença internacional e portfólio

Além dos investimentos orgânicos, a empresa destinou aproximadamente R$ 1 bilhão a aquisições estratégicas ao longo de 2025.

Entre os principais movimentos estão:

  • Compra de uma unidade de processados na província de Henan, na China
  • Entrada no mercado de frango resfriado na Arábia Saudita, por meio da Addoha Poultry Company
  • Aquisição de 50% da Gelprime, ampliando atuação nos segmentos de gelatina e colágeno
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As iniciativas reforçam a estratégia multiproteína da companhia e ampliam sua presença em mercados internacionais relevantes.

Desempenho da operação BRF no Brasil e exterior

Na operação BRF, a receita líquida atingiu R$ 65 bilhões, crescimento de 5,8% na comparação anual.

No mercado brasileiro, o destaque foi o avanço no segmento de produtos processados, com crescimento de 7% no volume de vendas. O resultado foi impulsionado pela expansão da base de clientes, que aumentou 8% no período, além da forte execução comercial.

Expansão nos mercados do Oriente Médio e Ásia

Nos países do GCC, a empresa alcançou volume recorde em processados e ampliou sua participação de mercado, atingindo 38,6%.

Como parte da estratégia internacional, a companhia anunciou a criação da Sadia Halal, em parceria com a Halal Products Development Company (HPDC), fortalecendo sua atuação no segmento de proteínas halal.

Em 2025, a empresa também conquistou 230 novas habilitações para exportação, ampliando sua diversificação geográfica. A retomada das exportações para a União Europeia e a reabertura do mercado chinês reforçam as perspectivas de crescimento.

Resultados positivos nas operações de carne bovina

Na América do Norte, a operação Beef registrou receita líquida de US$ 14 bilhões, alta de 11,8% em relação ao ano anterior. O EBITDA foi de US$ 133 milhões, com margem positiva, mesmo diante do ciclo desafiador da pecuária nos Estados Unidos.

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Já na América do Sul, a companhia apresentou crescimento de 15% no volume e de 20% na receita líquida. O EBITDA alcançou R$ 2,2 bilhões, avanço de 28% frente a 2024, refletindo ganhos de escala e investimentos em capacidade.

Estratégia multiproteína impulsiona competitividade

A MBRF segue fortalecendo seus diferenciais competitivos com uma atuação global diversificada e um portfólio multiproteína capaz de atender diferentes mercados e perfis de consumidores.

O avanço dos produtos processados, com maior valor agregado, reforça a capacidade da empresa de inovar, acompanhar tendências de consumo e gerar valor por meio de qualidade, conveniência e força de marca.

Avanços em ESG e desenvolvimento de pessoas

No campo ESG, a companhia concluiu o compromisso de monitorar 100% da cadeia de fornecedores de bovinos em todos os biomas brasileiros com origem nacional, modelo já aplicado anteriormente à cadeia de grãos.

A empresa também conquistou a classificação Triplo A do CDP, reconhecimento global em clima, segurança hídrica e proteção florestal.

Em gestão de pessoas, a MBRF contabilizou mais de 1,8 milhão de treinamentos realizados em 2025, totalizando 4,2 milhões de horas de capacitação. O período também foi marcado pela promoção de cerca de 10 mil colaboradores, reforçando o investimento contínuo em desenvolvimento profissional.

Perspectivas para 2026

Com base nos investimentos realizados, expansão internacional e fortalecimento do portfólio, a MBRF se posiciona para dar continuidade à sua trajetória de crescimento em 2026, apoiada em eficiência operacional, inovação e diversificação de mercados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Temporal com granizo no Sul de Minas gera direitos imediatos ao produtor rural; veja orientações jurídicas

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O temporal com forte queda de granizo que atingiu os municípios de Boa Esperança, Campo do Meio e cidades do Sul de Minas Gerais no dia 30 de maio provocou danos significativos ao setor produtivo rural. Em aproximadamente 30 minutos, a tempestade causou alagamentos, destruição parcial de lavouras de café, queda de postes, prejuízos em imóveis e interrupção no fornecimento de energia elétrica.

Diante do cenário de perdas, especialistas alertam que os produtores afetados possuem direitos garantidos em diferentes frentes legais — como seguro rural, crédito agrícola e contratos de comercialização — que precisam ser acionados com urgência para evitar prejuízos ainda maiores.

Seguro rural garante cobertura para eventos como granizo

De acordo com o advogado Vinícius Souza Barquette, especialista em agronegócio e atuação em casos de frustração de safra no Sul de Minas, o granizo é um evento expressamente coberto nas apólices de seguro agrícola, conforme estabelece o marco legal do setor.

A legislação vigente reforça a obrigatoriedade de clareza nas cláusulas contratuais, incluindo riscos cobertos e exclusões, além de impedir a rescisão unilateral por parte das seguradoras e estabelecer prazos definidos para análise e pagamento de indenizações.

Segundo o especialista, após a comunicação do sinistro, a seguradora tem até 30 dias para se manifestar sobre a cobertura e mais 30 dias para efetuar o pagamento após a conclusão da regulação.

Comunicação imediata do sinistro é essencial

Barquette destaca que a primeira medida do produtor deve ser a comunicação imediata do sinistro à seguradora, de forma formal e documentada. Também recomenda o registro detalhado dos danos antes de qualquer intervenção na área atingida.

“É fundamental fotografar e filmar toda a área afetada e comunicar o sinistro imediatamente. A demora nessa etapa é um dos principais motivos utilizados pelas seguradoras para negar indenizações”, alerta o advogado.

O especialista também orienta a contratação de laudos agronômicos independentes para avaliação dos danos, além da preservação de notas fiscais de insumos e equipamentos atingidos.

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Outro ponto de atenção é a assinatura de termos de quitação sem assessoria jurídica, prática que pode encerrar definitivamente o direito de contestação sobre valores pagos.

Crédito rural pode ser prorrogado em caso de perda de safra

No campo do crédito rural, produtores que comprovarem perdas decorrentes de eventos climáticos têm direito à prorrogação dos financiamentos nas mesmas condições originais, sem necessidade de novos contratos ou encargos adicionais.

A medida é respaldada por legislação específica do crédito agrícola e consolidada pela jurisprudência dos tribunais superiores, que reconhecem a prorrogação como direito do produtor quando preenchidos os requisitos técnicos.

O pedido deve ser formalizado junto à instituição financeira antes do vencimento das parcelas, acompanhado de laudo de frustração de safra.

Segundo Barquette, é comum que bancos ofereçam renegociações em condições menos favoráveis, sem informar o direito à prorrogação. Nesses casos, há possibilidade de contestação administrativa e judicial, inclusive com pedido de suspensão de cobranças e de negativação do produtor.

Contratos de venda antecipada exigem análise imediata

Um dos pontos mais sensíveis envolve os contratos de venda antecipada de café e outras culturas. De acordo com o advogado, esses acordos são, em regra, classificados como contratos aleatórios, o que limita a possibilidade de revisão em caso de perdas climáticas.

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No entanto, ele ressalta que cada contrato deve ser analisado individualmente, especialmente em relação a cláusulas de força maior e penalidades previstas.

“É essencial notificar os compradores por escrito e avaliar as cláusulas contratuais antes de qualquer reconhecimento de inadimplência. Uma ação precipitada pode comprometer a defesa jurídica do produtor”, explica.

O especialista também aponta que situações de eventos climáticos extremos ou multas consideradas desproporcionais podem abrir espaço para discussões jurídicas específicas.

Documentação do evento é decisiva para defesa do produtor

Em todos os casos, a documentação do evento climático é considerada fundamental para embasar pedidos administrativos ou judiciais. Entre os registros recomendados estão fotos georreferenciadas, boletins meteorológicos, registros do Corpo de Bombeiros, depoimentos de vizinhos e eventual decreto de emergência emitido pelo município.

“O Direito oferece instrumentos reais de proteção ao produtor rural, mas a efetividade dessas garantias depende de ação rápida, organização documental e assessoria especializada”, conclui o advogado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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