AGRONEGÓCIO
Produtos Viçosa e 51 empresas do agronegócio são premiados com Selo Agro Mais Integridade 2025-2026
AGRONEGÓCIO
52 representantes do agronegócio recebem premiação do Mapa
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, na última quinta-feira (5), a cerimônia de premiação da 7ª edição do Selo Agro Mais Integridade, referente ao biênio 2025-2026. O evento ocorreu na sede da ApexBrasil, em Brasília (DF), e contou com representantes de empresas, cooperativas e associações do setor agropecuário.
O Selo Agro Mais Integridade reconhece organizações que implementam boas práticas de ética, anticorrupção, responsabilidade social e sustentabilidade ambiental, fortalecendo a reputação do agronegócio brasileiro no país e no exterior.
Recorde de participação e rigor técnico na avaliação
Nesta edição, 96 empresas se inscreveram, registrando um recorde histórico. Após análise rigorosa, 52 participantes foram premiados — 49 empresas, uma associação e duas cooperativas — incluindo o Laticínios Produtos Viçosa, que se destacou entre os poucos laticínios contemplados.
O processo de avaliação durou quatro meses e envolveu análise de admissibilidade, pesquisa reputacional, diligências técnicas e revisão de mais de 2.000 documentos enviados pelas participantes, garantindo a integridade e a transparência do processo.
Produtos Viçosa é destaque entre os premiados
O Laticínios Produtos Viçosa, unidade da Fundação Arthur Bernardes (Funarbe), recebeu o Selo Agro Mais Integridade como reconhecimento às práticas de compliance, antissuborno, gestão de ouvidoria e treinamentos contínuos implementados na instituição.
Segundo a direção do Laticínio, “o selo simboliza a validação das nossas práticas íntegras, demonstradas institucionalmente e reconhecidas nacionalmente e internacionalmente, reforçando nosso compromisso com a transparência e com a construção de uma reputação sólida no agronegócio brasileiro”.
Importância do selo e reconhecimento internacional
A chefe da Assessoria Especial de Controle Interno do Mapa, Renata Figueiredo, destacou a evolução do programa: “Na primeira edição eram 11 empresas; hoje chegamos a 52 premiadas, demonstrando que a agenda de integridade está cada vez mais incorporada ao dia a dia do agro brasileiro”.
O selo também recebeu reconhecimento internacional: a OCDE classificou a iniciativa como boa prática setorial de integridade na Revisão de Integridade sobre o Brasil 2025.
Mesa de abertura reforça compromisso com a ética
A cerimônia contou com a presença de representantes de órgãos parceiros do Selo, incluindo o secretário de Integridade Privada da CGU, Marcelo Pontes; o diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil, Floriano Pesaro; a gerente de Integridade e Compliance da ApexBrasil, Daisy Barretta; o presidente do Conselho de Administração da OCB, Márcio Lopes; e o diretor executivo do Pacto Global – Rede Brasil da ONU, Guilherme Xavier.
O Selo Agro Mais Integridade consolida-se como referência no setor, incentivando práticas de transparência, ética e responsabilidade social, e agora reforça a posição do Produtos Viçosa entre os destaques do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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