AGRONEGÓCIO
Como variar o preparo de peixes e frutos do mar durante a Quaresma
AGRONEGÓCIO
Durante a Quaresma, muitas famílias optam por reduzir ou suspender o consumo de carne vermelha, abrindo espaço para peixes e frutos do mar no cardápio. O desafio, no entanto, é variar o preparo para evitar repetição das mesmas receitas ao longo das semanas.
Peixes e frutos do mar: opções versáteis para o dia a dia
O peixe é um alimento versátil e de preparo rápido, podendo ser servido de diferentes formas:
- Assado ou grelhado
- Em ensopados leves
- Com massas ou legumes
Pequenas mudanças nos temperos e acompanhamentos já transformam a refeição diária.
- Peixes de rio (tilápia, pintado, tambaqui) têm textura delicada e ficam ideais grelhados ou assados com ervas e limão.
- Peixes de mar (pescada, sardinha, corvina) rendem pratos de forno, ensopados e moquecas mais leves.
- Frutos do mar (camarão, mexilhão) combinam bem com massas, risotos ou refogados rápidos.
Preparos em uma única travessa, como peixe assado com batata, cebola e tomate, resultam em refeições completas, práticas e saborosas.
Dicas para não errar o ponto do peixe
Muitos cozinheiros enfrentam dificuldades no preparo: peixe seco ou cru no centro. Para garantir o ponto certo, o Supermercados Mundial recomenda:
- Observe o ponto da carne: peixe pronto solta-se em lascas facilmente; se estiver translúcido, precisa de mais tempo.
- Evite excesso de fogo: filés levam de 5 a 10 minutos, dependendo da espessura.
Preparo delicado para peixes de rio: grelhar, assar ou selar rapidamente na frigideira com azeite e ervas.
- Combinações simples: peixe grelhado com arroz e legumes, assado com batata e cebola ou refogado rápido com tomate e pimentão.
- Varie os temperos: limão, alho, azeite, ervas frescas, tomate e pimentões realçam o sabor natural do peixe.
Vanessa Leite, coordenadora de marketing do Supermercados Mundial, destaca que a Quaresma é uma oportunidade para experimentar novas receitas e diversificar o cardápio familiar.
Receita prática: Peixe assado com batatas e ervas
Ingredientes:
- 4 filés de peixe (tilápia, pescada ou corvina)
- 3 batatas médias em rodelas
- 1 cebola em fatias
- 2 dentes de alho picados
- Suco de 1 limão
- Azeite, sal, pimenta e ervas frescas a gosto
Modo de preparo:
Faça uma base com batatas e cebola em uma travessa. Tempere com azeite, sal e pimenta e leve ao forno por 15 minutos.
Retire do forno, adicione os filés de peixe por cima e tempere com alho, limão, azeite e ervas.
Volte ao forno por mais 15 minutos, até o peixe estar macio e se soltar em lascas.
Sirva com arroz branco ou salada fresca.
Supermercados Mundial oferece variedade e promoções
Todas as lojas contam com peixaria com produtos frescos, além de opções congeladas, facilitando a diversidade no cardápio.
Durante o ano, a rede promove o Festival Tá Pra Peixe, com ofertas especiais às quintas e sextas-feiras. Até 6 de abril, clientes cadastrados no Programa Meu Mundial encontram promoções exclusivas de frutos do mar.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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