AGRONEGÓCIO
Agrishow 2026 reforça protagonismo do agro e destaca inovação como motor do campo
AGRONEGÓCIO
A Agrishow 2026 chega à sua 31ª edição reafirmando o papel estratégico do agronegócio como um dos principais pilares da economia brasileira e da segurança alimentar global. Com o tema “A Força de Nossas Raízes”, o evento destaca a resiliência do setor, sua capacidade de adaptação e o protagonismo do produtor rural.
Durante coletiva realizada nesta quarta-feira (1º), o presidente da feira, João Marchesan, evitou projetar faturamento, mas reforçou a relevância do evento em um cenário marcado por entraves no acesso ao crédito. Mesmo diante das dificuldades, o agronegócio segue como um dos motores da economia nacional.
Agrishow consolida liderança como vitrine de tecnologia agrícola
Reconhecida como a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, a Agrishow deve receber mais de 200 mil visitantes e reunir mais de 800 marcas nacionais e internacionais.
O evento se consolida como uma das principais plataformas de inovação, negócios e disseminação de conhecimento, reunindo produtores, empresas e especialistas do setor.
O tema desta edição valoriza a trajetória do campo brasileiro, destacando sua contribuição para a construção de um país mais competitivo, sustentável e preparado para os desafios globais.
Inclusão de produtores e acesso à tecnologia ganham destaque
A aproximação de pequenos e médios produtores às novas tecnologias é um dos focos desta edição. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), em parceria com o Sebrae, levará cerca de 8 mil produtores e 650 mulheres à feira.
A iniciativa busca ampliar o acesso à inovação, promover troca de experiências e incentivar a diversificação das atividades no campo.
A proposta é fortalecer a produtividade e reduzir custos, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da atividade rural.
Lideranças destacam resiliência do agronegócio brasileiro
Representantes de entidades do setor reforçaram a importância da Agrishow como símbolo da força do agro brasileiro.
O presidente da Sociedade Rural Brasileira destacou que o setor já superou momentos mais difíceis e segue essencial para o abastecimento global.
Já a Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto ressaltou o impacto econômico do evento na região, com estimativa de movimentar cerca de R$ 500 milhões, consolidando a feira como um dos principais impulsionadores da economia local.
Inovação e sustentabilidade marcam o futuro do setor
A Agrishow 2026 reforça a integração entre tradição e inovação, evidenciando que o futuro do agronegócio passa pela adoção de tecnologias avançadas e práticas sustentáveis.
Em um cenário global de crescente demanda por alimentos, energia e soluções ambientais, o Brasil se posiciona como protagonista, contribuindo de forma decisiva para a segurança alimentar mundial.
Novos centros de excelência ampliam capacitação no campo
Entre as iniciativas anunciadas, o Sistema Faesp/Senar prevê a entrega, ainda no segundo semestre, de novos centros de excelência voltados à capacitação e inovação no campo.
Entre os destaques estão unidades dedicadas a:
- Cana-de-açúcar e bioenergia, em Ribeirão Preto
- Big Data, Inteligência Artificial, Turismo Rural e Bioinsumos, em São Roque
Outros centros também estão em desenvolvimento, abrangendo áreas como agricultura familiar, agroindústria, irrigação, culturas específicas e melhoramento genético na pecuária.
Essas iniciativas têm como objetivo capacitar profissionais em todas as etapas da produção, desde o planejamento até a colheita, aumentando a eficiência e reduzindo custos.
Perspectiva: agro brasileiro reforça papel global com inovação
A Agrishow 2026 reforça que o agronegócio brasileiro está ancorado em bases sólidas, sustentadas pela inovação, eficiência e visão de futuro.
Diante de um cenário global cada vez mais exigente, o setor segue ampliando sua relevância, garantindo o abastecimento interno e contribuindo para a alimentação de milhões de pessoas em todo o mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Bioeconomia pode gerar nova fonte de renda no agro e transformar o valor do hectare produtivo
O agronegócio brasileiro construiu sua posição de destaque global apoiado em sucessivos ganhos de produtividade. Avanços em genética, mecanização, agricultura de precisão, integração de sistemas produtivos e inovação tecnológica permitiram que o Brasil se consolidasse entre os maiores produtores de alimentos, fibras e bioenergia do mundo.
No entanto, segundo análise de Giovana Araújo, sócia-líder para o setor de Agronegócio da KPMG, o setor vive uma nova fase de transformação, na qual a competitividade não será determinada apenas pela produção agrícola, mas também pela capacidade de gerar valor a partir de ativos ambientais e práticas sustentáveis.
De acordo com a especialista, a bioeconomia surge como uma importante oportunidade para agregar novas fontes de receita às propriedades rurais, ampliando o potencial econômico do território produtivo.
Margens pressionadas ampliam debate sobre novas fontes de valor
Na avaliação de Giovana Araújo, o ponto de partida dessa discussão é econômico. Em diversas regiões agrícolas do país, especialmente em importantes polos produtores de grãos, as margens operacionais têm sido pressionadas pelo aumento dos custos e pela volatilidade dos mercados.
Segundo a análise, em determinados sistemas produtivos o déficit de rentabilidade pode superar R$ 1 mil por hectare, dependendo da cultura, da região e da estrutura de custos da propriedade.
Nesse contexto, o desafio deixa de ser exclusivamente aumentar a produtividade e passa a incluir a geração de novas camadas de valor associadas ao uso sustentável dos recursos naturais.
Agricultura regenerativa ganha espaço no campo brasileiro
Um dos pilares dessa nova economia rural é a agricultura regenerativa. Conforme destaca Giovana Araújo, o conceito não está necessariamente relacionado à recuperação de áreas degradadas, mas à adoção de práticas que promovam a melhoria contínua da qualidade biológica do solo, a retenção de água, a resiliência climática e a eficiência produtiva.
Entre as práticas mais associadas a esse modelo estão:
- Plantio direto;
- Rotação de culturas;
- Uso de plantas de cobertura;
- Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF);
- Controle biológico de pragas.
Segundo a executiva da KPMG, essas iniciativas funcionam como uma espécie de infraestrutura biológica da propriedade, fortalecendo a estabilidade produtiva e contribuindo para ganhos de eficiência ao longo do tempo.
Pesquisa revela ampla adoção das práticas regenerativas
A análise cita levantamento realizado pela Agrosmart em parceria com CNH, ABAG e 4Lab, envolvendo produtores de 519 municípios distribuídos em 19 estados brasileiros.
Os dados demonstram que muitas práticas regenerativas já fazem parte da rotina das propriedades rurais:
- 78,9% utilizam plantio direto;
- 75,3% adotam plantas de cobertura;
- 66,4% realizam rotação de culturas;
- 59,2% utilizam controle biológico.
Apesar disso, 52,1% dos produtores afirmam não conhecer formalmente o conceito de agricultura regenerativa.
Entre os benefícios observados pelos entrevistados estão:
- Melhoria da fertilidade do solo (70,8%);
- Maior resiliência climática (58,3%);
- Redução dos custos operacionais (51,5%).
Ainda assim, o estudo mostra que 79,2% dos produtores nunca receberam incentivos financeiros vinculados à adoção dessas práticas.
Carbono pode representar nova camada de receita
Segundo Giovana Araújo, a agricultura regenerativa também cria condições para o desenvolvimento de projetos ligados ao mercado de carbono.
Ao favorecer o aumento do estoque de carbono no solo e reduzir a intensidade das emissões agrícolas, essas práticas podem gerar ativos ambientais passíveis de valorização econômica.
A especialista ressalta que o mercado ainda passa por um processo de amadurecimento, com diferenças entre metodologias, certificações e modelos de remuneração. Mesmo assim, projetos estruturados já demonstram potencial para gerar receitas complementares aos produtores rurais.
Áreas preservadas passam a ser vistas como ativos econômicos
Outro ponto destacado na análise é o potencial econômico das áreas preservadas existentes nas propriedades rurais brasileiras.
Atualmente, o Brasil possui aproximadamente 280 milhões de hectares preservados em áreas privadas, incluindo reservas legais e áreas de preservação permanente registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Para Giovana Araújo, esses territórios deixam gradualmente de ser vistos apenas como exigências regulatórias e passam a integrar uma nova categoria de ativos ambientais.
Mecanismos como pagamentos por serviços ambientais, conservação hídrica, proteção da biodiversidade e programas de integridade territorial começam a criar oportunidades para monetizar atributos ambientais que historicamente não eram remunerados.
Sustentabilidade pode reduzir custos financeiros
A análise também destaca uma dimensão financeira relevante da bioeconomia.
Propriedades que adotam práticas regenerativas, reduzem emissões e fortalecem sua governança ambiental tendem a apresentar menor percepção de risco perante investidores e instituições financeiras.
Isso pode facilitar o acesso ao crédito e contribuir para a obtenção de condições mais favoráveis de financiamento.
Em operações agrícolas de grande escala, reduções relativamente pequenas no custo do capital podem representar economias significativas por hectare ao longo do ano.
Tecnologia será fundamental para consolidar a bioeconomia
De acordo com Giovana Araújo, o principal desafio para transformar atributos ambientais em ativos econômicos está na criação de mecanismos confiáveis de mensuração e validação.
Nesse processo, tecnologias como monitoramento via satélite, inteligência artificial, rastreabilidade digital e sistemas auditáveis terão papel central na consolidação dos mercados ambientais.
A construção dessa infraestrutura será determinante para ampliar a liquidez, a transparência e a credibilidade das iniciativas ligadas à bioeconomia.
O futuro do agro vai além da produtividade
Na avaliação da sócia-líder para o setor de Agronegócio da KPMG, a principal mudança em curso no campo brasileiro é a ampliação do conceito de valor dentro das propriedades rurais.
Se nas últimas décadas a competitividade foi impulsionada principalmente pelo aumento da produtividade, o próximo ciclo deverá incorporar elementos como regeneração ambiental, conservação, captura de carbono, mitigação de riscos e geração de serviços ecossistêmicos.
Para Giovana Araújo, a bioeconomia representa uma mudança estrutural no agronegócio brasileiro, impulsionada pelas exigências dos mercados globais, pela evolução regulatória e pelo interesse crescente do capital financeiro em ativos sustentáveis.
Nesse cenário, o valor do hectare deixa de ser medido apenas pela sua capacidade produtiva e passa a incluir também sua capacidade de regenerar, preservar e gerar novas oportunidades econômicas para o produtor rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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