AGRONEGÓCIO
Fazenda Vale do Rio Verde adota agricultura regenerativa e se torna modelo de sustentabilidade no agro brasileiro
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A Fazenda Vale do Rio Verde, em Mato Grosso, do grupo Bom Futuro Agrícola, está avançando na implementação da agricultura regenerativa, mostrando que práticas sustentáveis podem ser integradas com sucesso em operações comerciais de grande escala. A iniciativa faz parte do projeto-piloto da Mesa Redonda Global da Soja Responsável (RTRS), que visa transformar práticas consolidadas em indicadores concretos e escaláveis para o setor.
Agricultura regenerativa como estratégia de negócio
Práticas como rotação de culturas, plantio direto e manutenção da cobertura do solo, já comuns em parte do campo brasileiro, estão ganhando protagonismo como parte do conceito de agricultura regenerativa. A Fazenda Vale do Rio Verde aplica essas técnicas em soja, milho e algodão, buscando produtividade alinhada ou acima da média regional, enquanto preserva a saúde do solo.
Segundo a gerente ambiental da Bom Futuro Agrícola, Elaine Lourenço, “estamos falando de uma fazenda produtiva, que valida práticas diretamente no campo, ajustando o que é necessário para garantir viabilidade técnica e econômica”.
Boas práticas se transformam em indicadores concretos
A participação no projeto-piloto da RTRS permite que conceitos de sustentabilidade sejam medidos e monitorados. Entre as estratégias aplicadas estão:
- Rotação estruturada de culturas
- Manutenção da cobertura do solo
- Uso mais eficiente de insumos
- Monitoramento contínuo das condições físicas e biológicas do solo
O objetivo é reduzir riscos produtivos, aumentar a resiliência do sistema e promover solos mais equilibrados, com maior estabilidade de produtividade e menor dependência de correções emergenciais.
Certificação RTRS como ferramenta de gestão
Certificada pelo padrão RTRS desde 2021, a fazenda utiliza a certificação como ferramenta estratégica de gestão. Segundo Elaine Lourenço, a certificação não é apenas um selo, mas uma forma de estruturar processos, aumentar a rastreabilidade e fortalecer a credibilidade da produção.
O grupo Bom Futuro Agrícola alcançou, em sua última auditoria de 2025, mais de 612 mil toneladas de soja certificada em 145 mil hectares distribuídos por 15 propriedades. Desde a primeira certificação em 2022, foram certificadas mais de 58 mil toneladas em 13 mil hectares.
Experiência do campo influencia protocolo de agricultura regenerativa
A vivência da Fazenda Vale do Rio Verde tem sido fundamental para a construção do protocolo de agricultura regenerativa da RTRS. O projeto passou a valorizar tanto novas práticas quanto ações já implementadas pelos produtores ao longo dos anos, reforçando o reconhecimento de avanços concretos em sustentabilidade.
Ana Laura Andreani, gerente global de Padrões e Assurance da RTRS, destaca que “dar visibilidade a essas iniciativas é essencial para fortalecer a credibilidade do protocolo e ampliar a adesão no setor”.
Helen Estima Lazzari, consultora externa da RTRS, reforça que a experiência da fazenda ajudou a criar indicadores mais aderentes à realidade produtiva, capazes de reconhecer tanto os primeiros passos quanto os avanços já consolidados, incentivando a transição dos produtores para sistemas agrícolas mais regenerativos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Setor canavieiro do Nordeste alerta para risco de colapso com possível abertura do mercado de etanol aos EUA
A possível flexibilização das tarifas de importação sobre o etanol norte-americano voltou a gerar preocupação entre representantes do setor sucroenergético brasileiro. A Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) avalia que uma eventual abertura do mercado nacional ao etanol de milho produzido nos Estados Unidos poderá provocar impactos severos sobre a cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Nordeste.
Segundo o vice-presidente da entidade, Alexandre Andrade Lima, a medida teria potencial para comprometer a viabilidade econômica de usinas, produtores independentes e milhares de empregos ligados ao setor na região.
Feplana vê ameaça à competitividade da produção nordestina
De acordo com o dirigente, a redução ou eliminação das tarifas aplicadas aos países de fora do Mercosul abriria espaço para uma concorrência considerada desigual com o etanol norte-americano, produzido majoritariamente a partir do milho.
Na avaliação da entidade, o setor sucroenergético nordestino já enfrenta desafios relacionados aos custos de produção, à concorrência de combustíveis fósseis e às condições de mercado, fatores que poderiam ser agravados pela entrada de maiores volumes de etanol importado.
A Feplana argumenta que a medida colocaria em risco a sustentabilidade econômica de diversas unidades industriais da região, além de afetar fornecedores de cana e trabalhadores do campo e da indústria.
Pressão dos Estados Unidos aumenta debate sobre tarifas
O tema ganhou força após a divulgação de relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que defende maior acesso do etanol norte-americano ao mercado brasileiro.
Segundo representantes do setor canavieiro, os Estados Unidos alegam que existem barreiras comerciais que dificultam a entrada do biocombustível produzido naquele país. Já a Feplana sustenta que a tarifa aplicada pelo Brasil segue as regras estabelecidas para produtos originários de países fora do Mercosul e não representa uma medida direcionada especificamente aos norte-americanos.
A entidade também destaca que o açúcar brasileiro enfrenta limitações para acessar o mercado dos Estados Unidos, por meio de cotas e mecanismos tarifários adotados pelo país.
Debate envolve subsídios e concorrência internacional
Outro ponto levantado pelo setor produtivo está relacionado aos programas de incentivo existentes nos mercados internacionais.
Segundo Alexandre Andrade Lima, produtores brasileiros enfrentam desafios adicionais decorrentes da política de preços dos combustíveis no mercado interno, enquanto os produtores norte-americanos contam com mecanismos de apoio à produção agrícola, especialmente voltados à cadeia do milho, principal matéria-prima do etanol fabricado nos Estados Unidos.
Na avaliação da Feplana, essa diferença de condições competitivas deve ser considerada em eventuais negociações comerciais envolvendo o biocombustível.
Governo analisa alternativas para o comércio bilateral
O debate ocorre em meio a estudos conduzidos por órgãos do governo federal sobre possíveis ajustes na política comercial relacionada ao etanol. As discussões envolvem diferentes áreas da administração pública, incluindo comércio exterior, desenvolvimento econômico e política fiscal.
Representantes do setor sucroenergético acompanham as tratativas com atenção e defendem a manutenção de mecanismos que preservem a competitividade da produção nacional.
Cadeia sucroenergética tem papel estratégico na economia regional
O Nordeste concentra importante parcela da produção brasileira de cana-de-açúcar, além de reunir usinas, fornecedores independentes, cooperativas e milhares de trabalhadores ligados direta e indiretamente à atividade.
Para lideranças do setor, qualquer alteração nas condições de acesso ao mercado brasileiro deve considerar os impactos econômicos e sociais sobre a cadeia produtiva regional, que desempenha papel relevante na geração de emprego, renda e desenvolvimento em diversos municípios.
Diante das discussões em curso, entidades representativas reforçam a defesa de políticas que garantam segurança jurídica, previsibilidade e condições equilibradas de concorrência para o setor sucroenergético brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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