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Banco Mundial revisa para baixo crescimento da América Latina em 2026 diante de desafios estruturais
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Crescimento econômico da região é revisado para baixo
O Banco Mundial reduziu a estimativa de crescimento econômico da América Latina e do Caribe para 2026, refletindo um cenário mais desafiador para a região. A nova projeção aponta expansão de 2,1%, abaixo dos 2,4% registrados em 2025 e inferior aos 2,5% previstos anteriormente, em outubro.
A revisão foi divulgada na mais recente Atualização Econômica da América Latina e do Caribe, publicada nesta quarta-feira.
Juros altos, inflação e cenário externo pressionam a economia
De acordo com o relatório, o desempenho mais fraco é resultado de fatores estruturais já conhecidos, que continuam impactando a região. Entre os principais pontos de pressão estão:
- Altos custos de empréstimos, que dificultam o acesso ao crédito
- Demanda externa enfraquecida, limitando exportações
- Tensões geopolíticas, que aumentam a incerteza global
- Inflação persistente, que reduz o poder de compra
Esse conjunto de fatores tem restringido o ritmo de crescimento e dificultado a recuperação mais consistente das economias locais.
Consumo sustenta a atividade, mas investimento segue limitado
O Banco Mundial destaca que o consumo privado continua sendo o principal motor da economia na região. No entanto, o investimento segue em níveis moderados.
Segundo a instituição, empresas ainda aguardam maior clareza sobre:
- O ambiente econômico internacional
- As políticas econômicas domésticas
Essa cautela tem reduzido a disposição para novos aportes, impactando diretamente o potencial de crescimento.
Argentina se destaca como exceção positiva
No cenário regional, a Argentina aparece como um ponto fora da curva. O relatório aponta que o país vem apresentando melhora nas expectativas econômicas, impulsionada por:
- Medidas de estabilização econômica
- Avanço em reformas estruturais
- Melhora nas condições financeiras
Esse movimento tem contribuído para um ambiente mais favorável à atividade econômica.
Brasil e México devem crescer em ritmo moderado
As duas maiores economias da região devem apresentar crescimento mais lento nos próximos anos.
- Brasil: projeção de alta de 1,6% em 2026, com leve aceleração para 1,8% no ano seguinte
- México: crescimento estimado em 1,3% em 2026, avançando para 1,7% posteriormente
No caso mexicano, o relatório destaca que a revisão do acordo comercial com Estados Unidos e Canadá tem gerado incertezas, impactando os fluxos de investimento.
De forma geral, o Banco Mundial aponta como entraves:
- Condições financeiras internas mais restritivas
- Espaço fiscal limitado
- Incertezas na política comercial
- Região tem potencial elevado com recursos estratégicos
Apesar do cenário desafiador, o Banco Mundial ressalta que a América Latina possui grande potencial de crescimento no longo prazo.
Entre os destaques estão:
- Cerca de 50% das reservas globais de lítio
- Aproximadamente um terço das reservas de cobre
- Forte presença de fontes de energia limpa
- Avanços em reformas econômicas em diversos países
Esses fatores posicionam a região como estratégica no contexto da transição energética global.
Recomendações: foco no básico para destravar crescimento
O relatório orienta os países a evitarem a adoção imediata de políticas industriais complexas. Em vez disso, recomenda priorizar fundamentos essenciais para o desenvolvimento econômico, como:
- Investimento em qualificação da mão de obra
- Manutenção de economias abertas
- Fortalecimento das instituições
Segundo o Banco Mundial, essas medidas são essenciais para criar um ambiente mais favorável aos negócios, estimulando investimentos e a geração de empregos de qualidade.
Conclusão
A revisão das projeções reforça os desafios estruturais enfrentados pela América Latina, mas também evidencia oportunidades relevantes. O avanço dependerá da capacidade dos países de fortalecer seus fundamentos econômicos e aproveitar seu potencial estratégico no cenário global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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