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ExpoApras 2026 amplia integração com Mercosul e recebe Paraguai pela primeira vez

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A ExpoApras 2026, que acontece de 14 a 16 de abril no Expotrade Convention Center, em Pinhais (PR), reforça seu papel como plataforma estratégica para negócios internacionais. Nesta edição, a feira amplia a integração com países do Mercosul, reunindo fornecedores e compradores em um ambiente focado em conexão e desenvolvimento do varejo.

Argentina participa com cerca de 40 empresas e apoio oficial

O Brasil mantém-se como principal parceiro comercial das pequenas e médias empresas argentinas. Em 2024, as PMEs argentinas exportaram US$ 1,4 bilhão ao mercado brasileiro, representando 14,1% do total exportado.

Segundo Ricardo Diab, presidente da Confederação Argentina da Média Empresa (CAME), a feira contará com empresas de 12 províncias argentinas, marcando o quarto ano de participação do país, agora com o apoio da Agência Argentina de Investimentos e Promoção do Comércio Internacional.

“O Brasil é o maior mercado possível e, na ExpoApras, as empresas poderão apresentar a excelência de seus produtos e fechar negócios nas rodadas com compradores brasileiros”, afirma Diab.

Paraguai estreia na ExpoApras com foco no mercado brasileiro

Pela primeira vez, o Paraguai participa oficialmente do evento por meio da Câmara de Comércio Paraguai-Brasil (CCPB). O país levará oito empresas ao evento, com estande próprio, atuando nos setores de alimentos, agroindústria, higiene e produtos para o lar.

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Fabio Fustagno, presidente da CCPB, destaca que a delegação paraguaia apresenta a capacidade exportadora do país e reforça oportunidades de comércio bilateral sustentável.

“Trata-se de uma grande oportunidade para que nossos associados apresentem seus produtos e ampliem negócios com o mercado brasileiro”, afirma Fustagno.

ExpoApras fortalece relações comerciais na América do Sul

Para Harri Pankratz, presidente da Apras, a presença internacional amplia o alcance estratégico da feira e fortalece o varejo sul-americano.

“A aproximação com Argentina e a estreia do Paraguai ampliam o acesso do varejo a novos mercados fornecedores, fortalecem relações comerciais e posicionam o Paraná como polo relevante nas conexões do varejo sul-americano.”

Setor supermercadista paranaense em destaque

O setor supermercadista do Paraná possui mais de 25 mil lojas, atende aproximadamente 1,8 milhão de consumidores por dia, gera cerca de 550 mil empregos e movimenta mais de R$ 65 bilhões ao ano, consolidando sua relevância econômica na região.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tarifaço vigora a partir de hoje e põe o agro no centro de disputa que vai além do comércio

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A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira (22.07) colocando cadeias do agronegócio no centro de uma disputa que começou longe das lavouras. Mais do que corrigir supostos desequilíbrios comerciais, a medida é utilizada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, como instrumento de pressão política sobre o Brasil, tendo como pano de fundo temas como regulação das plataformas digitais, sistemas de pagamento (o nosso Pix), propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol.

A sobretaxa será cobrada dos importadores norte-americanos e se soma às tarifas que já incidiam sobre cada mercadoria. Na prática, o custo adicional pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros, provocar o cancelamento de encomendas e pressionar empresas exportadoras a renegociar preços.

A investigação que deu origem à medida foi aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O governo dos Estados Unidos acusa o Brasil de adotar práticas que restringiriam o comércio, especialmente no ambiente digital.

O próprio documento que oficializou a tarifa, porém, deixa claro que a legislação permite atingir setores que não tenham relação direta com as práticas questionadas. A justificativa é que uma tarifa abrangente amplia o poder de negociação dos Estados Unidos e cria pressão para que o país investigado modifique suas políticas.

É nesse ponto que o agronegócio passa a funcionar como instrumento de barganha. Enquanto parte da investigação trata de plataformas digitais e meios de pagamento, segmentos como máquinas agrícolas, papel, açúcar e outros produtos agroindustriais ficaram sujeitos à cobrança. Pedidos para retirar esses setores da medida foram rejeitados, embora não haja relação direta entre a produção dessas mercadorias e as regras brasileiras para empresas de tecnologia.

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O etanol é a exceção mais evidente, porque aparece diretamente no contencioso comercial. Produtores norte-americanos alegam enfrentar dificuldades de acesso ao mercado brasileiro e pressionam pela redução das tarifas aplicadas pelo Brasil ao biocombustível importado. A sobretaxa sobre o produto brasileiro, portanto, também atende a interesses da indústria de etanol dos Estados Unidos.

O desenho das exceções mostra que Washington procurou preservar mercadorias consideradas necessárias à própria economia. Produtos que poderiam causar desabastecimento, pressionar a inflação ou que não são produzidos em quantidade suficiente pelos Estados Unidos foram poupados. Já cadeias nas quais há concorrência com produtores norte-americanos ou capacidade de exercer pressão sobre Brasília permaneceram expostas.

Para pesquisadores das áreas de comércio e regulação digital, as críticas às regras brasileiras para plataformas também revelam uma disputa por soberania regulatória. O governo norte-americano sustenta que decisões judiciais e novas obrigações impostas às empresas de tecnologia ameaçam a liberdade de expressão. Especialistas brasileiros contestam essa interpretação e afirmam que o país está estabelecendo responsabilidades semelhantes às já adotadas em outros mercados, especialmente na União Europeia.

Nessa leitura, os Estados Unidos procuram proteger empresas de tecnologia sediadas no país contra controles nacionais sobre conteúdo, concorrência, uso de dados e funcionamento dos algoritmos. O Brasil também seria estratégico por seu tamanho e pela influência que suas decisões regulatórias podem exercer sobre outros países da América Latina. Trata-se, contudo, de uma interpretação sobre os interesses envolvidos, e não da justificativa formal apresentada pelo USTR.

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Para o agro, a consequência mais imediata não é apenas a cobrança na alfândega. A redução das compras norte-americanas pode alcançar indústrias, usinas, fabricantes de máquinas e fornecedores de matérias-primas. Dependendo da duração da medida, o efeito poderá chegar ao produtor por meio de menor demanda, pressão sobre preços e adiamento de investimentos.

O governo brasileiro contesta as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos e considera que temas internos, como decisões judiciais e regulação de empresas, não devem ser utilizados para impor sanções comerciais. As negociações continuam, mas Washington sinalizou que pretende manter a cobrança enquanto não houver mudanças nas políticas questionadas.

A entrada em vigor da tarifa, portanto, é apenas o começo do impasse. O que está em discussão não é somente quanto os Estados Unidos comprarão do Brasil, mas até que ponto o acesso ao maior mercado consumidor do mundo será usado para influenciar decisões regulatórias brasileiras. Nesse confronto, o agronegócio tornou-se um dos principais pontos de pressão — mesmo quando pouco tem a ver com a origem da disputa.

Fonte: Pensar Agro

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