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Seminário no Juruá fortalece união entre pescadores e instituições e debate atualização do período de defeso na Bacia Amazônica
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A atividade pesqueira representa uma das principais bases econômicas do Vale do Juruá, impulsionando a geração de renda, fortalecendo o sustento de inúmeras famílias e contribuindo para o abastecimento alimentar da população local e de outras regiões. Reconhecendo a relevância do setor e a necessidade de debater o período do defeso e suas normas atualizadas, o governo do Acre, por meio do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), em parceria com a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), realizou, nesta quinta-feira, 16, em Cruzeiro do Sul, uma oficina para tratar da atualização da Portaria nº 48, de 5 de novembro de 2007, que dispõe sobre o período de defeso dos peixes na Bacia Amazônica.
O encontro, sediado na Biblioteca Pública Padre Trindade, focou no fortalecimento do cumprimento das normas ambientais e a realização de oficinas participativas voltadas à revisão do ordenamento pesqueiro na região.
Evento aconteceu na Biblioteca Pública Padre Trindade, em Cruzeiro do Sul. Foto: cedidaO evento teve como objetivo estabelecer bases para a revisão do ordenamento pesqueiro na Bacia Amazônica, com a finalidade de subsidiar a atualização da Portaria Ibama n.º 48, de 5 de novembro de 2007, que dispõe sobre normas de pesca durante o período de proteção à reprodução natural dos peixes, bem como a revisão da Instrução Normativa MMA n.º 22, de 4 de julho de 2005, que estabelece o ordenamento da pesca do acari (Pterygoplichthys pardalis).
Além de atrativo turístico, o Rio Moa também é um dos principais destinos de pesca durante o período da piracema. Foto: Diego Silva/SecomO momento reuniu pescadores e pescadoras artesanais, representantes do setor produtivo, pesquisadores, gestores públicos e representantes da pesca de outros municípios para discutir propostas e contribuições relacionadas às regras de pesca, especialmente no que diz respeito ao período de proteção à reprodução natural dos peixes (piracema).
Participação dos envolvidos no setor pesqueiro permite a construção de decisões mais justas, eficazes e alinhadas à realidade de quem vive da pesca. Foto: Marcos Santos/ SecomComo primeira etapa do cronograma de ações, os professores Dr. Charles Hanry Faria Junior e Dr. Tony Marcos Porto Braga, do ICTA/Ufopa, conduzem oficinas participativas em Rio Branco e Cruzeiro do Sul para revisar o ordenamento pesqueiro na Bacia Amazônica. A iniciativa fortalece a participação social e a construção de normas mais legítimas, alinhadas às realidades locais, no âmbito do Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o MPA e a Ufopa.
Na Bacia Amazônica, a iniciativa é coordenada por dois professores, entre eles o Dr. Charles Hanry Faria Junior. Foto: cedidaA iniciativa integra uma série de oficinas participativas promovidas pela Ufopa, em parceria com instituições estaduais e federais, com o objetivo de ouvir quem vive diretamente da pesca e construir propostas técnicas e sociais que contribuam para o ordenamento pesqueiro da região amazônica. A atualização busca adequar as normas à realidade atual dos rios, das espécies e das comunidades tradicionais.
Comerciantes de pescado recebem orientações sobre o período do defeso, em ação que integra oficinas participativas voltadas à escuta do setor pesqueiro e à construção de propostas para o ordenamento da pesca na Amazônia. Foto: Marcos Santos/SecomDe acordo com Lacione Pedrosa, chefe do Instituto de Meio Ambiente do Acre no Juruá, a importância da participação popular é fundamental.
“É necessário atualizar a portaria sobre o período de defeso, uma vez que as mudanças ambientais afetaram o período reprodutivo dos peixes. As parcerias, especialmente com a Universidade Federal do Pará, são vantajosas devido ao conhecimento científico que a instituição possui. Por meio desta oficina, pretendemos integrar o conhecimento regional dos pescadores, dos representantes das colônias de pesca e dos órgãos institucionais relacionados à atividade, ao conhecimento científico da universidade, representado pelos professores e pesquisadores que colaboram na oficinas”, afirmou.
Lacione Pedrosa: “Almejamos a troca de conhecimentos entre os pescadores, que conhecem a região e a Bacia Amazônica, e os pesquisadores da universidade, que detêm o conhecimento científico”. Foto: Marcos Santos/ SecomJá o representante da Ufopa e coordenador da atividade, Dr. Charles Hanry, explicou que a proposta é reunir contribuições de diferentes estados amazônicos.
“O ordenamento pesqueiro visa, entre outras ações, promover um diálogo com os pescadores de diversos estados da Amazônia brasileira. O propósito é compreender o processo reprodutivo das espécies, justificando a necessidade de revisão e atualização da Portaria 48, que estabelece as normas para a defesa da reprodução. Nesta missão, busca-se a colaboração dos pescadores, conhecedores da realidade da pesca em cada localidade. Juntos, coletarão informações que subsidiarão o Ministério da Pesca na atualização da Portaria do Defeso.”, pontuou.
Revisão das normas está sendo feita em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre. Foto: Marcos Santos/ SecomParticipando da oficina e representando o município de Mâncio Lima, o pescador Manuel Francisco destacou a importância do diálogo entre poder público, pesquisadores e trabalhadores do setor, para que as decisões sobre o período de defeso sejam construídas com base na realidade de quem vive da pesca. Segundo ele, a escuta dos municípios fortalece a categoria e contribui para normas mais justas e eficazes para toda a região do Juruá.
“A gente espera adquirir mais conhecimento e também debater a questão da desova dos peixes nesse período, porque aqui o peixe começa a descer em outubro, diferente de outros rios. Cada lugar tem seu tempo e cada região tem suas particularidades”, falou.
Manuel Francisco: “ Espero que estas oficinas contribuam para aprimorar o nosso conhecimento”. Foto: Marcos Santos/ SecomA Portaria nº 48/2007 estabelece normas de proteção à reprodução natural dos peixes na Bacia do Rio Amazonas, definindo períodos de restrição e regras específicas para cada estado da região. A revisão pretende modernizar os critérios de manejo diante das transformações ambientais e socioeconômicas registradas nos últimos anos.
Ao final do encontro, as sugestões apresentadas pelos participantes foram registradas e devem compor o relatório técnico que subsidiará futuras decisões sobre o ordenamento pesqueiro na Amazônia.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom