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Vozes da floresta em conquista

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Por Francisca Arara

Este 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, marca a nossa história, a história da nossa ancestralidade, do povo do cocar, dos povos indígenas na luta pelos seus direitos: direito aos territórios, direito de participação, direito de diálogo, o direito de ajudar na construção de uma política pública que venha a atender os povos indígenas com respeito, com dignidade, levando apoio fazendo com que os recursos cheguem direto nos territórios indígenas.

Antes, as nossas vozes eram silenciadas, sempre alguém falava por nós, e hoje a gente vive um momento histórico de conquista. Avançamos na educação escolar indígena intercultural bilíngue, específica e diferenciada. Hoje  somos nós mesmos ministrando as nossas aulas, sendo os pesquisadores, trabalhando as nossas línguas maternas, nossas línguas indígenas, nas nossas próprias escolas.

Hoje nós estamos conduzindo também a pasta da saúde indígena, nós temos agentes agroflorestais que também cuidam dessa parte, da pauta da gestão territorial e ambiental dos nossos territórios junto com as famílias. Os agentes indígenas de saneamento (Aisan), que estão ali cuidando do tratamento dos recursos hídricos.

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Nós temos a representação indígena nos nove estados da Amazônia, que mantém o movimento indígena fortalecido, como a Organização dos Povos Indígenas da Amazônia.

Os povos indígenas trazem um marco histórico de conquista, de resistência, para que nós possamos manter os nossos direitos, preservar nossa cultura viva e ecoar nossas vozes. Por isso, esse mês representa para nós conquista.

A gente hoje ainda temos muitos desafios a cumprir, mas nós temos alcançado os nossos espaços e a gente luta para isso: que esse ano de 2027 nós venhamos ter os nossos parlamentares federais e estaduais nos estados, que só assim cada vez mais nós estaremos ganhando nossos espaços e levar nossas vozes para defender aquilo que nós tanto desejamos.

O nosso Brasil tem aberto as portas para essas vozes. O Acre hoje sai na frente de outros estados do país, com a indicação da primeira mulher indígena a ser titular de uma Secretaria de Estado de Povos Indígenas, porque isso na história ninguém nunca tinha visto. Mas nós estamos aqui fazendo a política pública de fato acontecer e chegar nas pontas.

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E isso se deu através da formação de lideranças organizada pela Comissão Pro-Indígenas do Acre, que é uma parceira do Estado, pela formação da educação dos professores indígenas na educação.

Todo esse trabalho de luta e conquistas é feito por muitas mãos: sociedade civil, organizações indigenistas e governamentais, movimento indígena. Então, se junta todo mundo, e o Acre tem essa cultura do diálogo, da participação, da escuta, de ouvir os povos indígenas. Por isso que as nossas políticas têm dado certo.

Francisca Arara é Licenciada em Pedagogia e Ciência da Natureza pela Universidade Federal do Acre (UFAC), reconhecida nacional e internacionalmente por sua atuação em salvaguarda sódio ambiental, REDD+ e na defesa de direitos dos povos indígenas, território indígena e no combate às mudanças climáticas e Secretária de Estado de Povos Indígenas do Acre.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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