AGRONEGÓCIO
Soja mantém preços firmes no Brasil mesmo com safra recorde, mas logística e oferta limitam ganhos do produtor
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O mercado da soja no Brasil inicia maio com preços firmes, sustentados pela forte demanda interna e externa, mesmo diante de uma safra recorde estimada em mais de 180 milhões de toneladas. O cenário, no entanto, é marcado por um equilíbrio delicado entre fatores de alta e limitações estruturais, que reduzem o potencial de ganho do produtor.
Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que o suporte às cotações vem principalmente do avanço dos derivados, especialmente o óleo de soja. A valorização do petróleo no mercado internacional — influenciada por tensões no Oriente Médio — aumenta a competitividade do biodiesel, elevando a demanda pela oleaginosa.
Colheita avança, mas com diferenças regionais
No campo, a colheita brasileira já alcança mais de 92% da área, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mas com forte variação entre regiões.
No Sul, o ritmo ainda é mais lento. Estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina enfrentam atrasos devido às chuvas frequentes, que limitam as janelas de trabalho. Já no Matopiba, o cenário é heterogêneo: enquanto o Tocantins praticamente concluiu a colheita, Maranhão e Bahia seguem atrasados em relação à safra anterior.
No cenário internacional, a colheita na Argentina segue irregular por conta de chuvas pontuais, enquanto nos Estados Unidos o plantio avança em ritmo acima da média histórica, apesar de interrupções causadas pelo clima.
Preços sobem, mas gargalos reduzem rentabilidade
Apesar da firmeza nas cotações, o produtor brasileiro ainda enfrenta desafios importantes para capturar melhores margens.
Dados de mercado mostram que os preços seguem sustentados nos portos — com Paranaguá e Rio Grande operando acima de R$ 128 por saca — e também em algumas praças do interior. No entanto, problemas logísticos e custos elevados continuam pressionando a rentabilidade.
O déficit de armazenagem é um dos principais entraves. Estados como Mato Grosso lideram o problema, com falta significativa de capacidade estática, seguidos por Paraná e Rio Grande do Sul. Esse cenário obriga muitos produtores a venderem rapidamente após a colheita, reduzindo o poder de negociação.
Além disso, o custo do frete e do diesel elevado em regiões produtoras agrava ainda mais a pressão sobre as margens, especialmente em áreas distantes dos portos.
Chicago reforça suporte com alta do óleo e energia
No mercado internacional, os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago operam acima dos US$ 12 por bushel nos vencimentos mais próximos, impulsionados principalmente pela valorização do óleo de soja e pela alta do petróleo.
A demanda consistente pela indústria de esmagamento nos Estados Unidos também contribui para sustentar os preços, enquanto fatores climáticos seguem no radar dos investidores.
Por outro lado, a ampla oferta global — puxada pela safra sul-americana — ainda limita movimentos mais expressivos de alta, mantendo o mercado em um ambiente de volatilidade controlada.
Estratégia de venda exige cautela
Diante desse cenário, análises de consultorias apontam que o mercado brasileiro tende a permanecer lateralizado no curto prazo, com suporte próximo a R$ 120 por saca e resistência na faixa de R$ 123 a R$ 124.
A recomendação ao produtor é adotar uma estratégia mais cautelosa, aproveitando momentos de alta para negociar em partes, evitando concentrar as vendas ou apostar integralmente em uma valorização mais forte.
Entre os principais fatores de suporte estão a demanda por óleo de soja, o avanço do biodiesel e as margens positivas de esmagamento. Já os riscos incluem a continuidade da pressão da oferta global, possíveis quedas no petróleo, avanço acelerado do plantio nos Estados Unidos e oscilações na demanda chinesa.
Mercado segue em equilíbrio
O cenário atual da soja é de transição: há fundamentos positivos sustentando os preços, mas também limitações estruturais e de oferta que impedem uma escalada mais intensa.
Para o produtor, o momento exige gestão estratégica e atenção redobrada ao mercado, já que vender nas altas tende a ser mais eficiente do que esperar por um movimento de valorização mais expressivo no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Redução da nutrição no final do ciclo do milho safrinha pode comprometer produtividade, alerta especialista
Manejo inadequado no fim do ciclo ameaça potencial produtivo do milho safrinha
Na etapa final do ciclo do milho safrinha, quando ocorre a formação e o enchimento das espigas, decisões de manejo são determinantes para a rentabilidade da lavoura. No entanto, um hábito recorrente no campo pode comprometer o resultado da safra: a redução dos investimentos em nutrição vegetal nesse estágio.
De acordo com especialistas do setor, essa prática deixa as plantas mais vulneráveis a fatores como estresse hídrico, excesso de radiação solar e pressão de pragas, que continuam atuando até o encerramento do ciclo produtivo.
Estresse climático segue ativo até o final da lavoura
O gerente de Desenvolvimento de Mercado e Produtos da Fortgreen no Brasil e Paraguai, João Vidotto, especialista em Ecofisiologia de Cultivos e mestrando em Produção Vegetal, explica que ainda existe a percepção equivocada de que intervenções nutricionais no final do ciclo têm baixo impacto.
Segundo ele, isso não condiz com a realidade do campo.
“A cultura continua enfrentando os mesmos desafios climáticos e ainda perde muita energia nessa fase final”, destaca Vidotto.
Nutrição equilibrada é decisiva para formação dos grãos
O desenvolvimento pleno do milho depende de 14 elementos químicos essenciais. A ausência de qualquer um deles pode limitar o desempenho da cultura.
Na prática, muitos produtores concentram a adubação final quase exclusivamente em potássio. No entanto, Vidotto ressalta que outros nutrientes também são determinantes nessa etapa, especialmente:
- Enxofre
- Boro
- Magnésio
Esses elementos são fundamentais para o transporte de fotoassimilados até a espiga, impactando diretamente o enchimento e o peso dos grãos.
Elementos benéficos ampliam eficiência e tolerância ao estresse
Além dos nutrientes essenciais, a agricultura de alta performance tem incorporado o uso de elementos benéficos como estratégia complementar de mitigação de estresse.
Entre eles, o selênio se destaca por seu efeito antioxidante, contribuindo para maior eficiência fisiológica da planta.
“Existem elementos que não são essenciais, mas entregam efeito aditivo importante. Com eles, a planta não apenas completa o ciclo, mas pode produzir mais”, explica o especialista.
Tecnologia nutricional pode elevar produtividade em até 30%
Soluções voltadas à mitigação de estresse, como fertilizantes formulados para o enchimento de grãos, vêm sendo utilizadas para melhorar o desempenho da cultura na fase final.
Segundo estudos do setor, formulações que combinam potássio com enxofre, magnésio, boro e selênio podem proporcionar ganhos médios de até 30% na resposta à adubação complementar em comparação ao uso isolado de potássio.
Manejo final define resultado da safra
Com o fortalecimento do sistema fisiológico da planta, a lavoura direciona mais energia para o enchimento e qualidade dos grãos, reduzindo perdas causadas por estresses ambientais.
Para Vidotto, o manejo adequado nessa fase é decisivo para transformar o potencial produtivo em resultado econômico.
“A tecnologia antioxidante no final do ciclo transforma o enchimento de grãos em um diferencial competitivo e evita perdas invisíveis que comprometem o resultado da safra”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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