AGRONEGÓCIO
Diesel lidera alta dos combustíveis em abril e amplia pressão sobre custos do agro e transporte
AGRONEGÓCIO
O diesel voltou a liderar a alta dos combustíveis no Brasil em abril, reforçando a pressão sobre os custos logísticos e operacionais do agronegócio. De acordo com o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fipe, o movimento reflete a continuidade dos reajustes observados em março, somados à instabilidade no mercado internacional de petróleo e ajustes na oferta doméstica.
Mercado externo: petróleo sustenta pressão global
O cenário internacional seguiu como principal vetor de alta, com o mercado de petróleo impactado pelas tensões no Oriente Médio. A instabilidade elevou os custos de importação e manteve o diesel pressionado, especialmente em países dependentes do mercado externo, como o Brasil.
Mercado interno: repasses e oferta ajustada
No ambiente doméstico, os preços refletiram os repasses acumulados das altas anteriores, mesmo com sinais de melhora na oferta ao longo do mês. A ampliação de volumes anunciada pela Petrobras contribuiu para reduzir riscos de desabastecimento, enquanto medidas governamentais — como subsídios ao diesel e ajustes tributários — ajudaram a conter avanços mais intensos.
Ainda assim, o diesel permaneceu como o principal vetor de pressão no mercado de combustíveis.
Preços: diesel registra maiores altas em abril
Na comparação com março, o diesel comum avançou 6,2%, liderando as altas no período, seguido pelo diesel S-10, com elevação de 5,3%.
Outros combustíveis também registraram aumento:
- Gasolina comum: +3,0%
- Gasolina aditivada: +2,8%
- GNV: +1,2%
- Etanol hidratado: +0,4%
Com isso, os preços médios nacionais em abril foram:
- Diesel S-10: R$ 7,504/litro
- Diesel comum: R$ 7,428/litro
- Gasolina aditivada: R$ 6,979/litro
- Gasolina comum: R$ 6,836/litro
- Etanol hidratado: R$ 4,768/litro
- GNV: R$ 4,572/litro
Indicadores: desaceleração no fim do mês
Apesar da alta no consolidado de abril, os dados semanais indicaram perda de força nos preços ao longo do mês. O diesel S-10 atingiu pico no fim de março, a R$ 7,62/litro, enquanto o etanol chegou a R$ 4,80/litro no mesmo período.
A gasolina comum registrou seu maior valor na primeira semana de abril, a R$ 6,70/litro. Desde então, houve leve acomodação, sinalizando um mercado menos pressionado no curto prazo.
No acumulado de 2026 até abril, o diesel segue como destaque:
- Diesel S-10: +21,4%
- Diesel comum: +21,3%
- Gasolina comum: +8,9%
- Gasolina aditivada: +8,6%
- Etanol hidratado: +6,5%
- GNV: -1,6%
Análise: impacto direto no agronegócio
A liderança do diesel nas altas reforça o impacto direto sobre o agronegócio, setor altamente dependente do transporte rodoviário para escoamento da produção. O encarecimento do combustível eleva custos logísticos, pressiona margens e pode afetar a competitividade das commodities brasileiras.
Apesar da entrada adicional de oferta e das medidas de contenção, o mercado ainda absorve os efeitos das altas recentes, mantendo o diesel como principal fator de atenção para produtores e agentes da cadeia.
Destaques regionais: maiores preços por estado
- Gasolina comum (R$/litro)
- Roraima: R$ 8,075
- Acre: R$ 7,671
- Rondônia: R$ 7,455
- Bahia: R$ 7,436
- Sergipe: R$ 7,397
- Etanol hidratado (R$/litro)
- Rondônia: R$ 5,694
- Pernambuco: R$ 5,668
- Rio Grande do Norte: R$ 5,658
- Ceará: R$ 5,599
- Sergipe: R$ 5,582
- Diesel S-10 (R$/litro)
- Acre: R$ 8,645
- Bahia: R$ 8,119
- Roraima: R$ 7,880
- Piauí: R$ 7,780
- Pará: R$ 7,771
O cenário reforça que, mesmo com sinais de acomodação no curto prazo, o mercado de combustíveis segue sensível ao ambiente externo e aos ajustes internos, mantendo o diesel no centro das atenções do setor produtivo brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Safra de cana 2025/26 no Centro-Sul fecha com 611 milhões de toneladas e setor inicia novo ciclo priorizando etanol
A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil foi encerrada com moagem de 611,15 milhões de toneladas, segundo levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA). O volume representa uma redução de 10,78 milhões de toneladas frente ao ciclo anterior, impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo do desenvolvimento da lavoura.
Apesar da retração, o ciclo se consolida como a quarta maior moagem da história da região, além de registrar a segunda maior produção de açúcar e etanol.
Moagem e produtividade: clima reduz desempenho agrícola
A produtividade média agrícola ficou em 74,4 toneladas por hectare, queda de 4,1% em relação à safra anterior, conforme dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).
O desempenho foi desigual entre os estados:
- Quedas: São Paulo (-4,3%), Goiás (-9,4%) e Minas Gerais (-15,9%)
- Altas: Mato Grosso (+3,2%), Mato Grosso do Sul (+6,0%) e Paraná (+15,5%)
A qualidade da matéria-prima também recuou. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) ficou em 137,79 kg por tonelada, redução de 2,34% na comparação anual.
Segundo a UNICA, a menor moagem já era esperada diante das condições climáticas observadas durante o ciclo.
Produção de açúcar e etanol: estabilidade e leve recuo
A produção de açúcar totalizou 40,43 milhões de toneladas, praticamente estável frente às 40,18 milhões do ciclo anterior, mas abaixo do recorde histórico de 42,42 milhões registrado em 2023/2024.
Já a produção total de etanol somou 33,72 bilhões de litros, recuo de 3,56% na comparação anual.
O detalhamento mostra movimentos distintos:
- Etanol hidratado: 20,83 bilhões de litros (-7,82%)
- Etanol anidro: 12,89 bilhões de litros (+4,22%), segunda maior marca da série histórica
O etanol de milho ganhou ainda mais relevância, com produção de 9,19 bilhões de litros (+12,26%), representando 27,28% do total produzido no Centro-Sul.
Vendas de etanol: mercado interno segue dominante
No mês de março, as vendas de etanol totalizaram 2,79 bilhões de litros, com forte predominância do mercado doméstico.
- Mercado interno: 2,75 bilhões de litros (-0,06%)
- Exportações: 45,11 milhões de litros (-71,22%)
No consumo interno:
- Etanol hidratado: 1,66 bilhão de litros (+20,25% ante fevereiro)
- Etanol anidro: 1,09 bilhão de litros (+4,80%)
- No acumulado da safra:
- Hidratado: 20,34 bilhões de litros
- Anidro: 13,04 bilhões de litros (+7,08%)
O avanço do anidro foi impulsionado, entre outros fatores, pela implementação da mistura E30 (30% de etanol na gasolina) a partir de agosto de 2025.
Além do impacto econômico — estimado em R$ 4 bilhões de economia para proprietários de veículos flex — o consumo de etanol evitou a emissão de 50 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, recorde histórico do setor.
Nova safra 2026/27 começa com moagem mais forte
A safra 2026/2027 já começou com ritmo acelerado. Na primeira quinzena de abril de 2026, a moagem atingiu 19,56 milhões de toneladas, crescimento de 19,67% frente ao mesmo período do ciclo anterior.
Ao todo, 195 unidades estavam em operação:
- 177 com moagem de cana
- 10 dedicadas ao etanol de milho
- 8 usinas flex
A qualidade da matéria-prima permaneceu estável, com ATR de 103,36 kg por tonelada.
Novo ciclo prioriza etanol e reduz produção de açúcar
O início da nova safra mostra uma mudança clara de estratégia industrial. Apenas 32,93% da cana foi destinada à produção de açúcar na primeira quinzena, enquanto mais de dois terços foram direcionados ao etanol.
- Como consequência:
- Produção de açúcar: 647,21 mil toneladas (-11,94%)
- Produção de etanol: 1,23 bilhão de litros (+33,32%)
- Desse total:
- Hidratado: 879,87 milhões de litros (+18,54%)
- Anidro: 350,20 milhões de litros
- Etanol de milho: 411,94 milhões de litros (+15,06%), com participação de 33,49%
O movimento reflete um cenário de mercado mais favorável ao biocombustível neste início de ciclo.
Vendas na nova safra e expectativa de alta no consumo
Na primeira quinzena da safra 2026/2027, as vendas totalizaram 1,28 bilhão de litros:
- Hidratado: 820,15 milhões de litros
- Anidro: 460,87 milhões de litros
No mercado interno, foram comercializados 1,25 bilhão de litros, enquanto as exportações somaram 28,88 milhões de litros (+18,03%).
A expectativa é de aceleração nas vendas nas próximas semanas, à medida que a queda de preços nas usinas seja repassada ao consumidor final, aumentando a competitividade do etanol frente à gasolina.
CBios: setor já avança no cumprimento das metas do RenovaBio
Dados da B3 até 29 de abril indicam a emissão de 14 milhões de Créditos de Descarbonização (CBios) em 2026.
O volume disponível para negociação já soma 25,13 milhões de créditos. Considerando os CBios emitidos e os já aposentados, o setor já disponibilizou cerca de 60% do total necessário para o cumprimento das metas do RenovaBio neste ano.
Análise: etanol ganha protagonismo em meio a incertezas globais
O início da safra 2026/2027 confirma uma tendência estratégica: maior direcionamento da cana para a produção de etanol, impulsionado por fatores como:
- demanda doméstica consistente
- políticas de descarbonização
- maior previsibilidade no mercado interno
- cenário internacional de incertezas energéticas
Com isso, o setor sucroenergético reforça seu papel na matriz energética brasileira, ao mesmo tempo em que ajusta sua produção às condições de mercado, buscando maior rentabilidade e segurança comercial.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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