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Educação do Acre debate com escolas estratégias pedagógicas para o retorno às aulas

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) debate com as escolas as estratégias pedagógicas para o retorno às aulas. Uma dessas reuniões aconteceu com a equipe gestora, professores e técnicos administrativos da Escola Diogo Feijó, no bairro Floresta, nesta segunda-feira, 11.

As reuniões estão sendo realizadas pelo Departamento de Segurança Escolar e contam com a participação do policiamento escolar, além do Departamento de Formação e Assistência Educacional, do Departamento de Educação Especial, da Divisão de Psicologia e da Divisão de Educação em Direitos Humanos.

O titular da SEE, Reginaldo Prates, destacou a necessidade de que o retorno às aulas aconteça de forma organizada. “A prioridade neste momento é garantir que o retorno aconteça de forma organizada, segura e acolhedora. Estamos mobilizando toda a rede, em conjunto com os órgãos parceiros, para fortalecer os protocolos de proteção e, principalmente, apoiar emocionalmente nossa comunidade escolar”, afirmou.

Reunião contou com a participação de professores e técnicos da escola Diogo Feijó. Foto: Salete Cardoso/Divulgação

Nos encontros, além das ações a serem desenvolvidas pela própria Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE) e pelas unidades escolares, a participação ativa dos pais e responsáveis é considerada fundamental nesse processo de retorno às atividades, sobretudo no que diz respeito ao diálogo aberto e ao acolhimento.

“No retorno às aulas, as escolas reafirmam seu compromisso com a promoção de momentos de acolhimento e, nesse sentido, é fundamental que a equipe gestora priorize momentos de escuta, alinhamento e planejamento”, esclarece a chefe do departamento de segurança escolar, Milla Almeida.

O diretor da Escola Diogo Feijó, professor Francisco Lira, destaca que está seguindo todas as orientações e os protocolos de segurança da Secretaria de Estado de Educação e Cutltura SEE para o retorno às aulas. “Não somos escolas isoladas e não podemos tomar decisões fora dessas orientações”, ressaltou.

Francisco Lira destacou a importância da participação da família. Foto: Salete Cardoso/Divulgação

Ele destaca que há toda uma legislação a ser seguida e, por isso, afirma que a presença do Policiamento Escolar é fundamental nesse debate. “Estamos conscientizando nossos profissionais sobre o cuidado, o monitoramento e a importância da cultura colaborativa na identificação de situações suspeitas”, destacou.

Além disso, o professor Francisco Lira destacou, assim como a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), a importância do acompanhamento familiar. “Existe a responsabilidade da escola, mas também o dever da família de acompanhar os filhos, averiguar os pertences, averiguar as mochilas, ver o que realmente estão levando para a escola”, disse.

Ele explica que a própria escola, além das ações desenvolvidas pela SEE, já realiza um trabalho de consciêntização e de promoção da cultura de paz, como ações como o Mês Internacional da Mulher e trabalhos voltados ao combate à violência. “As medidas pedagógicas de prevenção à violência têm sido adotadas, mas a família precisa ser parceira”, destacou.

Fonte: Governo AC

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Operação Caminhos Seguros combate crimes contra crianças e adolescentes no Acre, com mais de 900 pessoas alcançadas

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A Polícia Civil do Acre (PCAC) apresentou o balanço final da Operação Caminhos Seguros 2026, realizada entre os dias 4 e 18 de maio. A ação, que faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), teve como foco o enfrentamento de todas as formas de violência e exploração contra crianças e adolescentes.

Durante os 15 dias de mobilização, a PCAC atuou de forma intensificada em todo o território acreano, com atenção especial e reforço de equipes nos municípios de Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

Foram 15 dias de ações intensificadas em todo o estado, com foco absoluto no combate à violência contra crianças e adolescentes. Foto: cedida

Para cobrir a vasta extensão do estado, o planejamento estratégico mobilizou um expressivo efetivo policial, apoiado por 33 viaturas. A estratégia dividiu-se em três frentes principais: prevenção educativa, diligências de apuração e repressão qualificada.

Reforçando a informação como primeira barreira de defesa, a operação realizou 14 ações educativas, visitando 6 escolas e alcançando diretamente 905 pessoas, entre estudantes, pais e educadores. Além disso, 7 locais foram rigorosamente fiscalizados para coibir a presença ou exploração de menores.

Foram realizadas 14 ações educativas, que conscientizaram 905 pessoas Foto: cedida

No campo das diligências, o disque-denúncia foi um forte aliado. A Polícia Civil recebeu 56 denúncias, das quais 47 já foram totalmente apuradas, resultando na identificação de 49 suspeitos e no mapeamento de 7 locais críticos. Ao todo, 230 vítimas receberam atendimento e acolhimento especializado.

A resposta repressiva contou com 12 prisões efetuadas (5 em flagrante delito e 7 em cumprimento de mandados de prisão), 2 mandados de busca e apreensão (MBA) cumpridos e uma apreensão de material pornográfico exibindo o público infantojuvenil.

Aa atividade cartorária trabalhou em ritmo de plantão e alcançou números expressivos de produtividade:

  • Boletins de Ocorrência (BO) registrados: 148
  • Inquéritos Policiais (IPL) instaurados: 99
  • IPLs concluídos: 94
  • Medidas cautelares representadas: 11
  • Medidas protetivas de urgência solicitadas: 13
  • Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO): 1
Trabalhos foram intensificados em municípios estratégicos, como Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. Foto: cedida

“O balanço da Operação Caminhos Seguros demonstra o compromisso inabalável da nossa instituição em proteger o futuro do Acre. Unir forças com o Ministério da Justiça nos permitiu coibir a atuação de criminosos que cruzaram a linha da integridade das nossas crianças. Conseguimos dar uma resposta rápida tanto na capital quanto nos municípios mais isolados, mostrando que a Polícia Civil está presente em cada canto do estado”, destacou o delegado-geral da PCAC, Pedro Buzolin.

De acordo com a coordenadora de Proteção aos Grupos Vulnerabilizados e do Programa Bem-Me-Quer, Juliana De Angelis, o fim da operação nacional não cessará os trabalhos no estado. As investigações, o monitoramento de áreas de risco e o atendimento especializado às vítimas prosseguem de forma contínua em todas as delegacias do Acre. Denúncias podem ser feitas de forma anônima por meio do Disque 100 ou diretamente nas unidades policiais.

Durante Operação Caminhos Seguros 2026, Polícia Civil do Acre não atuou apenas na repressão, mas também levou informação às salas de aula. Foto: cedida

“Mais do que os números de prisões, o que nos move nesta operação é o alcance social e o acolhimento. Conseguimos atender mais de 230 vítimas e levar palestras preventivas para quase mil pessoas nas escolas. O combate à violência contra o público infantojuvenil começa na quebra do silêncio. Quando a população denuncia e nós conseguimos tirar o agressor de circulação e solicitar medidas protetivas, salvamos vidas. O Programa Bem-Me-Quer e toda a coordenação seguem firmes para garantir que esses caminhos continuem seguros e que as nossas crianças possam crescer protegidas”, disse Juliana De Angelis.

Fonte: Governo AC

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