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Banco de Leite da Maternidade Bárbara Heliodora transforma doações em chance de vida para prematuros no Acre

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Em uma sala silenciosa da Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, cada frasco armazenado representa muito mais do que alimento. Carrega tempo, cuidado, renúncia e, sobretudo, a possibilidade de sobrevivência para recém-nascidos prematuros e bebês de baixo peso internados em unidades neonatais do Acre. Enquanto mães enfrentam a angústia da internação dos filhos, uma rede formada por profissionais de saúde e mulheres doadoras mantém funcionando um dos serviços mais sensíveis e essenciais da assistência materno-infantil: o Banco de Leite Humano.

Referência estadual desde 2001, o serviço administrado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) realiza a captação, análise, pasteurização e distribuição de leite humano para bebês que dependem da doação para sobreviver e se recuperar. Atualmente, o Acre conta com oito doadoras externas cadastradas e mais de 20 mães internas que produzem leite para os próprios filhos internados, formando uma corrente silenciosa de solidariedade que ultrapassa os corredores hospitalares e chega até as casas das doadoras.

Equipe do Banco de Leite Humano da Maternidade Bárbara Heliodora realiza armazenamento e controle do leite materno doado. Foto: Ascom Sesacre

A coordenadora do Banco de Leite Humano da maternidade, Ingrid Taveira, explica que o trabalho envolve um rígido e protocolar controle de qualidade, além de acompanhamento contínuo desde a coleta até a liberação do leite para consumo dos recém-nascidos.

“Quando esse leite chega à unidade, a gente faz toda uma avaliação do frasco, observa se está íntegro, sem sujidades, analisa a cor e realiza a assepsia. Depois ele é armazenado no freezer até o processo de pasteurização. Esse leite passa por análise de cheiro, acidez, avaliação microbiológica e controle de calorias. Após a pasteurização, permanece em quarentena até recebermos o laudo do Lacen, confirmando que está apto para uso”, explica.

Segundo a coordenadora, o processo completo leva, em média, 15 dias. O leite só é liberado após aprovação microbiológica laboratorial, garantindo segurança total aos bebês internados.

Coordenadora do Banco de Leite Humano da Maternidade Bárbara Heliodora, Ingrid Taveira. Foto: Ascom Sesacre

Uma rede de solidariedade que começa em casa

Entre as mulheres que ajudam a manter esse ciclo funcionando está Kellen Taís Mota, de 30 anos. Mãe de um bebê de 5 meses, ela decidiu transformar o excesso de leite materno em esperança para outras crianças.

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“Eu comecei a doar porque percebi que meu filho tinha bastante leite e pensei que aquilo poderia ajudar outros bebês. O leite é vida. Saber que posso contribuir com crianças que precisam me deixa muito feliz”, conta.

Doadora Kellen Taís Mota decidiu transformar o excesso de leite materno em solidariedade. Foto: Ascom/Sesacre

A rotina de Kellen começa cedo. Após amamentar o filho, realiza a ordenha e armazena o leite no congelador. Depois, equipes vinculadas ao banco de leite fazem a coleta diretamente em sua casa.

“É tudo muito tranquilo. A equipe orienta, acompanha e ainda busca o leite. Às vezes a gente acha que é pouco, mas eles explicam que qualquer quantidade já pode ajudar um bebê prematuro”, relata.

Do outro lado dessa corrente silenciosa de solidariedade estão mães como Estefani Monize de Andrade, que acompanha a recuperação do filho prematuro internado na Maternidade Bárbara Heliodora e hoje depende do leite humano doado para complementar a alimentação do bebê.

“Quando descobri que meu filho precisaria receber leite doado, o primeiro sentimento foi gratidão, por mulheres que doam sem nem saber quem vai receber, mas que acabam ajudando a salvar vidas”, afirma.

Estefani é uma das que conta com auxílio de uma doadora de leite para alimentar o filho, que está em tratamento na unidade. Foto: Tiago Araújo/ Sesacre

Estefani destaca que a experiência mudou sua forma de enxergar a doação de leite humano. “Hoje vejo meu filho se desenvolvendo graças a esse gesto de amor. Toda mãe que puder doar deve pensar que esse leite pode ser a esperança de outro bebê internado”, percebe.

Como funciona a doação

Em Rio Branco, o contato para cadastro e orientações pode ser feito pelo número (68) 99281-6564, via ligação ou WhatsApp. O atendimento presencial é efetuado no Banco de Leite Humano da Maternidade Bárbara Heliodora, também na Urap Hidalgo de Lima e Hospital Santa Juliana. Já em Cruzeiro do Sul e municípios da regional do Juruá, o contato é pelo número (68) 99904-4072

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Para se tornar doadora a mulher precisa estar saudável, não apresentar doenças infectocontagiosas e realizar testes rápidos periódicos. O cadastro pode ser feito na própria maternidade, na Urap Hidalgo de Lima, na Maternidade Santa Juliana ou diretamente em casa, por meio de agendamento.

Após o cadastro, a mãe recebe gratuitamente um kit contendo gorro, máscara, frascos esterilizados, etiquetas de identificação e orientações sobre higiene e armazenamento correto do leite.

O leite coletado permanece congelado até ser transportado para a maternidade, onde passa por todas as etapas de controle sanitário antes da distribuição para os bebês internados.

Além da doação de leite, o banco também recebe frascos de vidro com tampa plástica rosqueável, como potes de café, extrato de tomate, milho ou conservas, utilizados para armazenamento seguro do leite humano.

Prioridade para prematuros e bebês de baixo peso

Embora toda criança internada deva receber leite humano, o estoque disponível atualmente é direcionado prioritariamente para recém-nascidos prematuros e bebês de baixo peso, principalmente quando as mães enfrentam dificuldades temporárias para amamentar.

“Todas as mães que estão com os bebês internados são estimuladas a produzir leite para os próprios filhos. Mas quando isso não é possível, o leite humano pasteurizado das doadoras externas entra como suporte fundamental”, explica Ingrid.

Leite humano doado é destinado prioritariamente a recém-nascidos prematuros e bebês de baixo peso internados nas unidades neonatais. Foto: Ascom/Sesacre

Considerado padrão-ouro da nutrição infantil pelo Ministério da Saúde, o leite materno possui proteínas, minerais, anticorpos e nutrientes essenciais para o desenvolvimento saudável do bebê. Estudos apontam que a amamentação exclusiva reduz em até 63% as internações hospitalares por infecções, diarreias e doenças respiratórias, além de diminuir significativamente a mortalidade infantil.

No Brasil, nascem cerca de 340 mil bebês prematuros ou de baixo peso todos os anos, tornando os bancos de leite estruturas fundamentais para a recuperação neonatal.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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